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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Perseverance Tavern, o pub bicentenário.







O primeiro pub que visitamos na África do Sul foi o Dubliner, na Long street. Pedi um half pint de cerveja ale e o simpático atendente sul-africano disse que não tinha ideia do que seria um pint. Com ajuda de uma cliente explicamos do que se tratava, ele tomou medidas de cerveja em dois copos e depois me serviu em um terceiro ignorando tudo o que explicamos, rs...
A história foi outra no Perseverance, um pub de verdade. Senti-me na Inglaterra, em todos os aspectos, com exceção dos preços, bem mais em conta. Com quase duzentos anos de estabelecimento, o Perseverance parece ter um público fiel. Ficou cheio, mas não lotou. 
O garçom entendeu de imediato o que é um half pint, mas um outro atendente me trouxe um pint, e não reclamei, pois estava muito bom e barato (ZAR32)
Eu queria tirar uma foto do lado de fora, mas havia diversas pessoas por lá.
Buitenkant street, 83 (Gardens), aberto todos os dias de 12 às 23 horas.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Museu do Judaísmo e do Holocausto (3)












Reconstituição de rua e casa lituana do século XIX

Eu já estava há hora e meia no Museu do Judaísmo e maravilhado com o fato de que os museus sul-africanos poderiam superar a minha expectativa. A Cidade do Cabo foi o meu destino que levei mais tempo para me convencer de que a viagem valeria a pena. E aí fomos para a seção do Holocausto e foi outra grata surpresa. Este museu ficará para sempre na minha memória.



Oficiais da SS após assistirem um vídeo sobre o Holocausto.




A famosa declaração de Hannah Arendt e a "banalidade do mal"





Em meados da década de noventa assisti um filme alemão sobre a "Rosa Branca" uma micro organização de resistência ao nazismo em plena Alemanha nos anos finais da guerra. Fiquei impressionado com a coragem e determinação dos professores, estudantes e soldados que dela participaram. Eu me emocionei de verdade com a jovem Sophie Scholl.



Willy Brandt pedindo perdão pelo Holocausto.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O Museu do Judaísmo e do Holocausto (2)






Dispositivo biográfico sobre judeus sul-africanos em diversas áreas 









Os judeus sul-africanos vieram em sua maioria da Lituânia. A memória judaica lá foi arrasada pelos nazistas e negligenciada pelos russos



 Maquete de Jerusalém.




Talheres para o ritual kosher de purificação dos alimentos para ortodoxos.





Carta de Mandela reconhecendo a militância judaica anti-apartheid.




Advogados judeus anti-apartheid.





Sinteticamente, os judeus lituanos migraram para a Cidade do Cabo em meados do século XIX. Habitaram em Bo Kaap e no Distrito Seis. Em 1908 conseguiram do governo colonial o reconhecimento do iídiche como língua europeia. Mas na década de trinta a imigração oriunda de países com forte presença judaica foi restringida pelos africâneres, mesmo com a perseguição nazista e o Holocausto. O Museu do Judaísmo é claramente um museu contra qualquer tipo de discriminação.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Museu do Judaísmo e do Holocausto (ou: aqui Cape Town me ganhou pela primeira vez)









Nunca imaginei que a África do Sul tivesse uma comunidade judaica expressiva a ponto de ter dois museus em um só! E menos ainda que este conjunto fosse quase tão surpreendente quanto o espetacular Jüdisches Museum de Berlim! E eis que na manhã do dia oito, sábado, este museu pouco visitado e jamais comentado pelos turistas brasileiros nos blogs que li simplesmente me faz entender que valeu a pena ter ido parar na África. É impossível que eu faça apenas um post sobre este museu, um dos pontos altos desta viagem.


Situado no bairro de Gardens, com entrada a partir da mais antiga sinagoga sul-africana (1863), (entre domingo e quinta: 10-17h, sexta: 10-14h, aqui guarda-se o shabbath/ 60 zar), você precisa levar documento válido para passar na entrada (com detector de metais e seguranças). No horário que visitamos (entre 10h e 13h) havia apenas um grupo guiado de professoras estadunidenses. Foram três horas inesquecíveis, o melhor museu dos cerca de dez que visitamos na Cidade do Cabo). O acervo é simplesmente riquíssimo e tem uma concepção moderna de museu e centro cultural que entretém as pessoas.


























O museu apresenta pormenorizadamente a história não só das comunidades judaicas de Cape Town e Joanesburgo, como a própria evolução destas cidades.