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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Rough Trade



A Rough Trade é a gravadora dos Smiths, uma importante banda dos anos oitenta que eu gostei bastante. Só fui saber que ela também é esta loja, e outra muito maior lá para os lados de East India, ao começar a me informar sobre Londres para esta viagem.



Lojas especializadas em música fizeram parte da vida jovem de muitos roqueiros, e aqui em Juiz de Fora já houve duas ou três significativas. Nas capitais brasileiras há várias, ainda hoje. Em Londres isto tudo tem um significado maior.





Quando lá cheguei, não havia nenhum cliente e eu conversei um pouco com a simpática vendedora. Eu estava lá mais para ver, para me informar, do que propriamente para comprar, pois o rock dos últimos quinze anos pouco me agrada. Ainda assim encontrei o novo cd do Laibach, Iron Sky, por £12 libras. Os preços em Londres parecem padronizados: HMV, Sister Ray e Rough Trade praticamente idênticos, com exceção das exclusividades, mais caras.




quinta-feira, 26 de julho de 2012

Supermercado tudo por £1




Eu sabia que havia um supermercado 99p em Camden Town, mas este aqui foi surpresa. Ninguém espera encontrar muita coisa num estabelecimento destes. Mas vi que os moradores da região se abastecem nele, tem filas o tempo todo. Note: aqui é Kensington & Chelsea, bairro classe A.



Quase todos os chocolates que eu trouxe vieram daqui.









Portobello Road (3) ou o dia que eu tive medo de uma vendedora russa.









Autêntico e caro.

Falafel é um prato que cativa o meu estômago.


Matilde encontrou os souvenirs que queria em uma barraca de uma senhora russa. Ela vendeu seis pelo valor de £5, deu uma de presente. Eu agradeci, mas a vendedora pôs-se a falar agressivamente comigo: "Fala para ela que eu vendi seis por cinco, anda, traduz para ela, fala que uma foi de graça!". No Brasil vendedor somente é ríspido com o cliente em circunstâncias muito específicas, e em última hipótese, o CDC tem alguma efetividade. A minha senhoria, miss Ksenia Voronova, intercedeu e pôs-se a esclarecer o incidente com a compatriota. Eu senti que a pronúncia, a dicção, o sotaque da comerciante era diferente da fala mais suave da minha locadora e também pelos filmes russos que assisto.

Perguntei a ela: "ucraniana?" A comerciante ouviu, e veio: "Eu não sou ucraniana, sou russa!" Pedi desculpas, mas eu sabia da suscetibilidade da questão entre eles. Para um professor de História apurar estes fatos é material de raciocínio e didático.

Miss Ksenia me esclareceu que os russos têm esta necessidade de se impor com os outros, que ela também fora assim quando mudara para Londres há quinze anos atrás.

Independentemente disto, a comerciante tinha hálito alcoolizado.

Portobello Road (2)


Eu não gosto de mentiras, e nem de enganar as pessoas, ficar tirando onda e coisas afim. Não achamos Portobello grande coisa. É legal, é divertido, você vê muita gente bonita e tal, mas como rua, centro de eventos e opções de compra a região deixa a desejar. Para mim valeu a pena por dois estabelecimentos, cada um merecendo um post à parte.













Comprar cds nas barraquinhas de Portobello é besteira. Vi uma loja vendendo vinis usados dos Smiths (não estou falando dos novos de qualidade superior), que você encontra até em Juiz de Fora por dois ou três reais, por quinze libras. Coisa para enganar turistas trouxas.







Pub.






Nas barracas de vintage há simpáticas senhoras japonesas vendendo casacos com design japonês por cerca de £30. Elas pareciam estar muito orgulhosas do design nipônico. Eu entendo lhufas de moda, mas desde que fui em Paris que eu reparei que os japoneses usam umas roupas muito transadas



Portobello Road


Na sexta-feira à tarde fomos na famosa feira de Portobello Road. Nos anos oitenta lá eram encontrados vinis e cds alternativos muito procurados pelos roqueiros. A região também é famosa por causa do filme de Hugh Grant e Julia Roberts, Um lugar chamado Notting Hill.






 Esta charanga está à venda.











 Pintura em 3D, muito legal.


 As moças à direita faziam propaganda de uma peça de teatro relacionada às suffragettes.



As feirinhas vendem quase sempre roupas usadas (vintages). As lojas têm roupas novas de todos os preços. Não compramos nada, a não ser souvenirs, não era vantajoso.