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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O segundo incidente: um "hooligan" no metrô.


Estávamos voltando de Lambeth para o apartamento, e no nosso vagão do metrô havia uma família de brasileiros, pareciam estar visitando Londres novamente, já demonstravam uma certa familiaridade com Londres. No meio do caminho um jovem inglês, de uns vinte e cinco a trinta anos, muito branco, do tipo fortinho e baixo, cabeça raspada, entrou no vagão e deu uma rodopiada na barra vertical, como se estivesse anunciando algum espetáculo.

Ele esbarrou na senhora brasileira à nossa frente, e temi pelo pior. Nesta hora você não pensa que está em Londres, e que o metrô é seguro. Eu pensei, por alguns segundos, que se tratava de um babaca ou delinquente anunciando que estava prestes a arrepiar os passageiros. Meu coração quase saiu pela boca.

Imediatamente, uns quatro ou cinco colegas do "hooligan" passaram a dizer a todos: "Soory!" "Oh... sorry" e aí conclui que o cara estava somente bêbado, o rosto inchado e vermelho. Ele nem se deu conta do esbarrão na senhora, sentou, olhou para todos e pôs-se a cochilar. Os amigos deles pediram desculpas mais algumas vezes e eu pude sossegar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Junkie racista: o primeiro incidente em Londres.

No primeiro dia de passeio andávamos pela Oxford street e Matilde levou um esbarrão. Vi, de costas, um jovem muito alto, muito magro, muito branco e louro, com as cuecas aparecendo, andando trôpego pelo passeio, por volta de dez horas da manhã. Imagino que ele estava mais para drogado do que bêbado. De repente, em sentido contrário, vinham dois amigos jovens e indianos. O junkie deu umas passadas largas de girafa em direção aos asiáticos, postou-se na frente deles, e passou a fazer o típico movimento de mãos de quem quer briga. Os moços ficaram assustados e não reagiram. Saímos de perto e não sei no que deu.

Isto, para mim, claramente é racismo, o agressor identificou o alvo pela etnia.

Não é objetivo do meu blog vender pacotes turísticos ou glamourizar o exterior (parabéns e sucesso para quem o faz). Vou relatar o que eu vi, senti e pensei.