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terça-feira, 24 de julho de 2012

Embarcando para Londres



Alguns dias antes da data de partida (11 de julho) fui conferir os meus dados no site da British Airways. O meu pedido de refeição vegetariana não constava. Tentei alterar no próprio site e não foi possível, não reconhecia o meu último nome. Liguei para a companhia, e no segundo atendimento, após o estranhamento inicial com as expressões idiomáticas do atendente português (como: "o que deu?") fui informado que no registro constava o meu nome do meio aglutinado ao final, e a partir daí tive que mantê-lo assim para todos os efeitos.

O check in online também ofertou surpresas. No primeiro minuto da abertura, lá estava eu, e não foi possível efetuar a escolha de poltronas, por problemas técnicos. Aguardei uns dez minutos, e numa tentativa posterior lá estavam as poltronas designadas para mim e minha namorada. Desta vez, a surpresa foi boa, pois, conforme havia ocorrido no voo do ano passado pela Air France, por ser minha primeira viagem pela BA imaginei que nos colocariam nas piores poltronas. O avião, um Boeing 777-200, creio, possui filas com três séries de três poltronas (veja aqui). Havia umas vinte alternativas disponíveis, mas não fariam diferença)

Fomos para o Galeão, chegamos três horas e meia antes do voo BA028 (partida às 22h e 50min) e já havia filinha, mas sem uma indicação clara. Pedi informações a um passageiro, um jovem inglês muito simpático que voltava para Londres, e me disse que adorara o Brasil. Ele ficou surpreso quando mencionei a violência no Rio. Foi o meu primeiro teste com o sotaque londrino. Perguntei a ele se conseguia me compreender, e ele me afirmou que conseguiria me virar bem com o meu inglês. Foi bem tranquilizador.

Três horas antes do voo o check in foi aberto. A atendente da BA me pediu para ver o cartão de crédito com que paguei as passagens. Esta exigência não consta do site ou do contrato. Foi coincidência eu o ter levado comigo. Quis mostrar o comprovante de pagamento e ela disse que isto não resolveria. Perguntei: E se o cliente não trouxer o cartão? - Aí, eu abriria novo procedimento junto ao meu superior.

Acho isto um absurdo e descumpre claramente o Código de Defesa do Consumidor. Bom, fique o leitor avisado: vai de BA, pagou com cartão, leve-o junto ao check in. Vai querer mexer com Juizado Especial de aeroporto pouco antes de embarcar?




Passado o check in, jogo rápido, fomos para a Segurança, e que, alegria, ninguém na fila. Brasileiros, ouvi: ninguém na fila!




Com mais de duas horas antes da partida, o que fazer? Fomos ao free shop e não vimos nada interessante, além do mais, comprar na ida para quê? Tirei esta foto porque fiquei pensando: quem daria dezenas de dólares por caixas de bombom sonho de valsa? Na Europa chocolates belgas custam menos e são muito melhores.



Vi a placa de free wifi e fui até o balcão de informações pedir a senha. A atendente me disse: " -É, realmente existe uma senha..." Não me deu a senha, não me deu solução e não procurou saber.  Fiquei sem internet.



Brasil. Um país de tolos. A Tim, novamente, só pisou na bola.



O voo da BA para Londres é o último do dia. Galeão deserto. 



Olha, gente. Funciona mesmo. 



Quatro reais para molhar a garganta. Depois eu te conto sobre os preços no aeroporto de Londres.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Air France condenada por TJDFT a indenizar passageiros brasileiros



Li esta matéria agora há pouco. As informações não estão muito claras (como é comum em se tratando de cobertura jornalística sobre decisões judiciais) e há certa "nebulosidade".

Mãe e filha do Distrito Federal que perderam um embarque para Paris e foram multadas pela companhia aérea Air France ganharam na Justiça o direito a uma indenização R$ 19 mil, mais R$ 8 mil por danos morais. Cabe recurso à decisão.

As passageiras alegaram que não puderam embarcar em 2009 para a capital francesa devido à falta de um documento assinado do pai da menina, autorizando a filha, na época com 16 anos, a embarcar. Uma vez na França, quando pretendiam voltar ao Brasil no voo da empresa, a Air France multou as passageiras em 4 mil euros por não terem feito o trajeto de ida.

Como era antevéspera de Natal, a mãe, a arquiteta Angela Brito, preferiu comprar passagem em outra companhia aérea para ir à Europa. "Como não embarquei na aeronave da Air France, queriam que eu pagasse multa pela volta. Nunca ouvi falar que, se você não embarca na ida, é multado na volta. E o valor era mais alto do que a passagem executiva em outra companhia aérea", disse a arquiteta ao G1.
Para não pagar a multa, a arquiteta optou por comprar as passagens de volta em outra companhia aérea.

O G1 tentou entrar em contato com a Air France, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A companhia aérea alegou no processo que diante da impossibilidade de embarque, as passageiras deveriam ter solicitado o cancelamento dos bilhetes e requerer o reembolso. Para a empresa, como isso não ocorreu, o reembolso não é devido.

A empresa também informou que o reembolso seria permitido mediante o pagamento de uma taxa de US$ 200.

O magistrado considerou que a cobrança é indevida e arbitrária, já que não há previsão legal ou contratual que determine ou estabeleça o cancelamento da passagem de volta, se não utilizado o bilhete de ida.