Páginas

Mostrando postagens com marcador Barcelona. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Barcelona. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Voltando para casa (2)









 Nada de monitores individuais no avião de volta ao Brasil. A Iberia precisa se modernizar.
























Como fizemos check in em Barcelona escapamos da confusão que é Barajas, passando diretamente ao controle de fronteiras (segurança). A única opção de lanches em Barajas era o Burguer King com fila quilométrica. No mais só havia estabelecimentos com preços elevados. Neste aspecto a Espanha é um país latino-americano. Em Heathrow (Londres) os preços são idênticos ao comércio regular. Sem monitores individuais a viagem de dez horas seria longa. Passaram um filmeco com Adam Sandler e mais nada. A refeição vegetariana não me desceu e tive a digestão conturbada. Na volta para casa senti-me mal na serra de Petrópolis.

Quinta viagem que concluímos em quatro anos, e depois que estamos em casa me vem o desânimo de viver em um país governado por uma plutocracia e residir em uma cidade com baixa densidade cultural. Sorte que já estamos na época de organizar a próxima viagem!.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Voltando para casa.


Imagino que a maioria das pessoas que são preocupadas por temperamento não consigam dormir sabendo que no outro dia tem que acordar cedo para tomar um voo. E o medo de perder a hora? Com o voo saindo de Barcelona às 8h e 45min decidi acordar às cinco da manhã (noite escura). No dia anterior pedi informações sobre como chamar um táxi com um motorista, era só ligar para um número bem memorizável algo do tipo 996 96 96 96, por exemplo. Assim que as malas estavam prontas chamei o táxi, a simpática atendente falava castelhano com naturalidade, assim como 99% dos barcelonenses. O táxi não levou nem cinco minutos para chegar ao edifício. Em menos de vinte minutos estávamos no aeroporto e o motorista me perguntou por qual companhia aérea viajaríamos. Estranhei a pergunta e depois entendi que havia muitos terminais no El Prat, em ordem alfabética. O guichê da Iberia estava aberto e a também simpática funcionária nos atendeu com educação e presteza. Tudo muito fácil e rápido, o extremo oposto da confusão de Barajas (Madri) no ano anterior. 





 Olhe só a tranquilidade, limpeza e beleza do aeroporto de Barcelona.



















O voo de Barcelona para Madri saiu com atraso mas chegou exatamente na hora prevista (9h e 45 min). O voo em si durou menos de 45 min. O avião tinha duas fileiras com três poltronas cada. Um casal jovem, o marido catalão e a esposa brasileira chegaram com dois filhos pequenos. Ofereci à esposa para trocar de lugar, facilitando para que o seu marido pudesse ajudá-la com os meninos. Ela sorriu meio enfastiada e disse:"Vai ter que ser, né?!"

Pensei: como vai ter que ser? estou fazendo uma gentileza!

domingo, 31 de janeiro de 2016

Uma noite na ópera
































Cinquenta anos. Foi o tempo que levou para que eu finalmente fosse assistir uma ópera. Não que eu seja conhecedor ou grande fã do gênero (na verdade gosto de pouca coisa além das de Wagner). No ano passado cogitamos de assistir a alguma de Verdi na ópera de Madrid, mas enquanto decidíamos os ingressos se esgotaram. Quais são as dúvidas? Em primeiro lugar o receio de não valer a pena. Soma-se os altos preços (ou a pouca visibilidade nos ingressos mais baratos), e o receio de não ter roupa adequada para comparecer ao evento.

Decidimos em março comprar ingressos para La Traviata. É uma das óperas menos interessantes, aquela coisa romântica-xaroposa das óperas italianas de Verdi, mas era o que havia para a época. Os ingressos variavam entre 14 e 316€. Optamos pelos mais baratos sabendo que a visibilidade seria zero. Era uma questão de poder conhecer o belo Liceu de Barcelona por dentro, ouvir a música e sentir o prazer de espetáculos ao vivo. Quanto ao vestuário não consegui indicação nenhuma segura de como se trajar. Fiquei apenas com a convicção de que em pleno verão, com sol a prumo, um calor acima de trinta graus, eu imaginei de que boa parte iria de roupa casual. Quanto às três horas de show decidimos, se não gostássemos, iríamos ao fim do primeiro ato e valeu a experiência.

Chegamos quase uma hora antes e já havia uma filazinha. De fora deu para ver que ternos e longos seriam a exceção. Conforme confirmamos ao longo da noite, a maioria se veste como se estivesse indo a uma pizzaria ou barzinho no sábado à noite. Mesmo na cara plateia havia um senhor de bermudas e sapatênis. Uma ou outra perua parecia estar lá para exibir roupa nova.

O jovem que conduzia as pessoas aos lugares nos levou a assentos errados e depois tivemos que trocar de lugar. O casal gay que deveria sentar onde estávamos foi meio hostil comigo, como se tivesse propositadamente querendo lhes surrupiar os lugares. Fiquei meio aborrecido com a descortesia. Brasileiro é mais gentil e simpático nestes equívocos.

Para nossa grande surpresa, nas filas onde a visibilidade é zero há monitores que transmitem o evento (com legendas em catalão, castelhano e inglês, era somente escolher!)

Independentemente do tema (a paixão de duas pessoas da nobreza, já casadas com terceiros, o dilema entre convenções sociais e o amor) a qualidade do que assisti me tornou fã. A audição é impecável e todos os cantores são fora do comum. E mais: diversas pessoas que estavam em filas como a nossa, com zero de visibilidade, simplesmente se levantavam e podiam ver tudo de pé. Foi o que fiz, sem prejudicar a visão de ninguém. Após o primeiro ato uma pequena parte do público foi embora (já pensou, dar dezenas de euros para não ver tudo?). Nós queríamos era mais. Fomos ao foyer onde algumas pessoas tomavam champanhe (10€ a taça) e pedimos uma garrafa de água mineral (€1,70).

Havia todo tipo de público (catalão, muito poucos estrangeiros), famílias com filhos adolescentes, jovens universitários com ar descolado, e alguns idosos com pinta de frequentadores assíduos. Infelizmente, apesar dos repetidos avisos, havia os mal-educados com celulares e tabletes ligados, um saco, neste ponto Barcelona é (quase) igual ao Brasil.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Anoitecendo em Barcelona


A Catedral de Barcelona












As Rambles 








 As fontes da Plaça de Catalunya