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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Voltando para casa (2)









 Nada de monitores individuais no avião de volta ao Brasil. A Iberia precisa se modernizar.
























Como fizemos check in em Barcelona escapamos da confusão que é Barajas, passando diretamente ao controle de fronteiras (segurança). A única opção de lanches em Barajas era o Burguer King com fila quilométrica. No mais só havia estabelecimentos com preços elevados. Neste aspecto a Espanha é um país latino-americano. Em Heathrow (Londres) os preços são idênticos ao comércio regular. Sem monitores individuais a viagem de dez horas seria longa. Passaram um filmeco com Adam Sandler e mais nada. A refeição vegetariana não me desceu e tive a digestão conturbada. Na volta para casa senti-me mal na serra de Petrópolis.

Quinta viagem que concluímos em quatro anos, e depois que estamos em casa me vem o desânimo de viver em um país governado por uma plutocracia e residir em uma cidade com baixa densidade cultural. Sorte que já estamos na época de organizar a próxima viagem!.

domingo, 19 de julho de 2015

Iberia com novo avião com monitor individual!


No Galeão, o que vale eu relatar? Atendimento muito simpático na Ibéria, fiquei feliz em saber que as "tarjetas de embarque" da conexão já são entregues aqui no Brasil,não teria que fazer novo check in em Madri. A Iberia agora disponibiliza um código de barras via email que você imprime e coloca numa etiqueta de plástico dificultando o extravio de bagagem, o grande trauma de quem viaja por conexões. O Galeão continua sem free wifi, se me lembro bem, ou é tão ruim e por tão pouco tempo que não funciona. Achei curiosa a postura de uma funcionária brasileira logo após o controle do passaporte, insistindo que éramos europeus ou tínhamos passaportes europeus, e nos advertindo de que éramos obrigados a fazer seguro Schengen para entrar na Europa, que isto nos seria cobrado assim que chegássemos lá (papo, pedem apenas o passaporte, com exceção do Reino Unido, que fazem perguntas básicas, conforme já relatei na viagem a Londres, em 2012).

Durante a espera um maçante professor universitário de Humanas que estava sentado perto de nós desfiou pelo telefone o seu papo de acadêmico politicamente engajado, que coisa mais previsível...


No ano passado eu fiquei decepcionado com o site Seat Guru que afirmou que nos airbus A330-300 da Iberia constavam monitores individuais, então eu já não esperava outra situação este ano. Mais eis que nos novos (creio) Airbus A340-600 havia os monitores! Beleza, eu teria alguma opção para me distrair nas dez horas de viagem. Em matéria de música e cinema, as opções da Iberia foram as piores de todas as companhias, filmes muito banais e quanto à música prefiro nem lembrar, que saudade da British! Mas pelo menos eu podia acompanhar os dados da viagem, eu adoro.







A tripulação era bem simpática, mas acho impressionante os espanhóis não se darem ao trabalho de aprender nada de português, seria suficiente se soubessem as palavras "chá", "suco" e as frutas "laranja", "maçã", "pêssego", "abacaxi", etc. Tive que falar em espanhol para me fazer entender e para pedir suco de pêssego para a Matilde tive que falar "peach" pois não lembrava de "melancotón". Uma vergonha espanhóis e brasileiros se comunicarem em inglês.




O jornal catalão La Vanguardia é muito bom e sempre dava umas cutucadas na Espanha, rs...





Em matéria de gastronomia a Iberia e outras companhias utilizam caterings brasileiros que continuam não fazendo a mínima ideia do que é alimentação vegetariana, acham que é só colocar quaisquer hortaliças e frutas.






Não dormi nada. Estas fotos são da Espanha, pouco antes de chegar a Madri. A Iberia não permite que se filme as decolagens e aterrizagens, alegando razões de segurança.

Por que Barcelona?







Biblioteca fantástica da inquilina do apartamento

A escolha do destino tem a ver, no meu caso, com relação custo/benefício, disponibilidade de voos e horários, e, claro, o interesse meu pela cidade: arquitetura, museus, bate-voltas, o povo, a língua, a história. Nas primeiras quatro viagens procuramos evitar conexões, um tabu para mim, sempre viajando em voos diretos (Paris pela Air France, Londres pela British, Lisboa pela TAP e Madri pela Iberia). Como opção de voos diretos havia Porto, Roma, Amsterdam e Frankfurt, não mais do que isto partindo do Rio. Para qualquer lugar os voos se aproximavam dos cinco mil reais por pessoa, o que nos fez quase desistir de irmos à Europa, à medida que o euro se aproximava dos quatro reais de forma galopante. Já desanimado, no início de fevereiro, em uma madrugada, vi promoções da Iberia Rio-Barcelona por surpreendentes R$2.250,00 após seis meses na faixa dos 4300. Pensamos rápido e fechamos negócio. Barcelona é sabidamente um destino preferido por brasileiros - mais do que Madri - e no ano passado não fomos lá propositadamente, não é uma cidade para bate-voltas. Depois de olhar exaustivamente apartamentos em Barcelona, fechamos negócio num ap. de dois quartos na periferia de Barcelona por 200 reais a diária (preço final com taxas e tributos federais).

Saímos na sexta, 30 de junho, pagando motorista de Juiz de Fora ao Galeão (500 reais por viagem, tudo incluso, Corolla automático completo do motorista). O voo da Iberia saiu pontualmente às 18h e 40min, chegando pontualmente a Madri às 9h e 40min (10 horas de voo, a Espanha usa malucamente o fuso horário da Europa Central com mais o horário de verão totalizando cinco horas à nossa frente). Bem, sobre o voo há muito a dizer...

domingo, 1 de março de 2015

Voo Madri-Rio (Iberia)




Eu gosto muito de filmar as decolagens e aterragens. Gravei a fala do comandante orientando para que os passageiros desligassem os seus celulares. Em momento algum ouvi ou jamais li que câmeras fotográficas possam interferir nos painéis de controle do avião. Quando estava prestes a filmar o take-off uma aeromoça simpática me pediu para desligar a câmera. Não quis discutir, fiquei com a sensação de que a funcionária sequer sabia o motivo da proibição, se é que existe. Durante a viagem tive que dar uma de joão-sem-braço e filmei furtivamente o trajeto. Acho que da próxima vez vou querer debater, Isto nunca havia acontecido nas outras viagens.






O voo sai da Península Ibérica a oeste de Gibraltar...




...adentra o espaço aéreo do Marrocos...




...e quando sobrevoamos o antigo Saara espanhol (o não reconhecido Saara Ocidental) só há deserto e nenhuma civilização.


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Adeus, Madri!


O retorno quase sempre é estressante. Quando viajamos pela primeira vez a Air France entrou em greve e pensei que o voo seria adiado. Em Londres houve três contratempos na burocracia da British. Tentei fazer o check in online na véspera em Madri e foi uma dificuldade encontrar lan-house e fazer o check in ser efetuado, perdi umas duas horas com isto.




O voo partiria às 11h e 50min, e saiu com um atraso de meia-hora que foi compensado no voo, chegando na hora exata no Rio, mas antes disto foi bem estressante:

1. Fomos de trem Cercanias C1-C3 a partir da estação de Puerta del Sol, com baldeação em Chamartin. Os passageiros somente são informados sobre o trem com destinação a Barajas um minuto antes dele chegar e você imagina a correria de sobe e desce escadas com malas pesadas na mão.Se não fosse um rapaz ter oferecido para ajudar a Matilde nós teríamos perdido o trem.


2. Chegamos a Barajas com três horas de antecedência e eu pude verificar a fama do aeroporto aos sairmos da Espanha, exatamente o oposto da chegada. Parecia que todos os voos da Iberia se concentravam em alguns guichês, uma confusão dos diabos. O check in online não nos adiantou em nada, tivemos que fazer tudo de novo. Depois disso temos que pegar outra fila para etiquetarmos e entregarmos as malas (fila 50). É uma fila específica para brasileiros, pois somente nós temos acordo internacional que permite duas malas de 32 kg ao invés do usual uma mala com até 23 kg. Uma funcionária ficava por conta de autorizar manualmente a bagagem, pois sempre dava sinal vermelho para todos. Na minha frente um passageiro estava com duas de 34kg e foi aprovado. A Espanha é idêntica ao Brasil no quesito fazer regras irracionais que serão descumpridas. 

Falando assim, assim, nem parece nenhum drama, mas depois ainda teve a gigantesca fila da segurança. Na nossa frente, para atrasar todos que já estavam bem irritados com a desorganização e correria, uma passageira africana, fazendo propositadamente gracinha, estava com algum objeto que era barrado pelos sensores. Eu fico pasmo com adultos acima dos quarenta se comportarem desta forma, em um contexto deste, apenas para angariar negativamente a atenção alheia.












O vídeo que gravei demonstra o mal-humor com que fiquei após as etapas para poder decolar. Daí em diante eu só filmei, quando foi possível, adiante eu conto o porquê.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Decolagem do Rio rumo a Madri



Take off é tão legal que merece um post só para si.


Voo Iberia Rio-Madri não possui monitores individuais e Galeão não evoluiu em nada


Escolhemos ir a Madri por um conjunto de fatores: língua, preços, clima, cultura, voo direto, etc. Partimos no voo de 18h e 45 mim do dia dez de julho, logo após o trauma da derrota de sete a um para a Alemanha. O bilhete custou R$2880,00 comprados em fevereiro. Ao contrário do que me informei no site Seatguru, os A340 da Iberia não contam com monitores individuais. E isto é um grande problema.


O Galeão não é um aeroporto internacional digno do nome.Apesar do aviso "estamos fazendo obras para melhorar etc e tal", não vi reforma nenhuma. Não há wifi, as lanchonetes são as mesmas, e uma loja das pobres free-shops fechou. Não havia ninguém no setor de informações e improvisaram uma tv para que pudéssemos ver o jogo entre Argentina e Holanda. Levamos lanche de casa para não sermos lesados pelos preços locais, como no ano passado.




Aeroporto vazio, o check in e controle de embarque foi rápido e sem filas. O embarque começou realmente às 18 horas, conforme anunciado, o que não ocorreu com Air France, British e TAP nas viagens anteriores. Ponto para a Iberia.


A diversão a bordo é complicada, pois há somente monitores centrais que passam um ou outro filmeco blockbuster, jornais e rádios (poucos e sem grande variedade). Gostei deste jornal catalão escrito em espanhol. Os anúncios foram em espanhol e inglês e as comissárias não falam português básico, as companhias aéreas não cumprem o que estipula o Código de Defesa do Consumidor.


Pouco antes do horário o avião começou a taxear, o que é surpreendente. Andou um pouco, parou por vários minutos e o comandante avisou que retornaríamos para avaliar os motores que não atingiam a potência máxima. Pensei: estava bom demais para ser verdade, isto fica para amanhã. Uns dez minutos depois o comandante avisou que estava tudo resolvido (!), que o atraso de vinte minutos seria compensado ao longo do voo, e que chegaríamos vinte e cinco minutos antes do previsto em Madri (o que de fato aconteceu).




As companhias aéreas continuam não entendendo o que é comida vegetariana (asiática, no nosso caso).Com exceção do gostoso arroz com molho, tudo o mais foram verduras e frutas, é o estereótipo que o onívoro tem da comida vegetariana. Mas não passei fome.


O check in online da Iberia se inicia às 0h do dia anterior ao voo. As poltronas já vem marcadas, não há opção de escolha, como tivemos na British e na TAP, mas as poltronas 24J e 24L nos foram vantajosas, em cima da asa do avião, nas laterais. Eu gosto bastante e é prático. Para fazer o check in é necessário preencher os dados completos do passaporte, com a validade, não me recordo disto em outras companhias. A Espanha é mais burocratizada que o Reino Unido, por exemplo.