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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Comendo em Londres: fast food




Quando chegamos nos alimentamos no apartamento com compras de supermercado. No dia seguinte fomos para a Oxford street. Você vê dezenas de opções e não se preocupa. Mas na hora que a fome bate é mais prático se valer do que é conhecido. Eu sou vegetariano e minha namorada não gosta muito de novidades em matéria alimentar. Viajando a dois você não é senhor de suas decisões. Então, eu topei ir ao McDonalds, uma rede que é hostil aos vegetarianos. Nem é preciso procurar, há um a cada dois quarteirões. Entramos, e não vi o único cardápio rente à vidraça. Olhei para o painel e identifiquei um "spicy veggie", minha namorada queria um cheeseburguer. Pedi:

- Good afternoon, I would like a quarter pounder, a spicy veggie and a small coke.

O atendente indiano olhou com espanto para mim, fez uma careta e disse:

- What?

Eu não sou fluente em inglês ou francês, eu sou o cara esforçado. Numa escala de zero a dez, eu me daria sete. Mas eu já havia falado em inglês com diversas pessoas ao longo da vida e elas me garantiam que dá para entender o que eu falo. A partir daí o meu cansaço de 36 horas sem dormir abateu as minhas forças. Eu apelei para: this one, that one, ... Paguei quase £5 (mais barato do que no Brasil, a primeira de dezenas de vezes que constatei isto), pedi o ticket e o atendente me respondeu que não havia ticket a dar como se eu tivesse exigido um formulário antiquado.

Da mesma forma que no Brasil, você tem que aguardar o que pediu ao lado do caixa, mas o atendente não me disse nada (eu agora tenho a convicção de cada povo acredita que as suas regras são evidentes ou naturais, não veem o quanto de convenção existe em cada procedimento). Eu me afastei para dar lugar aos demais clientes e uma atendente inglesa achou que eu estava aguardando o pedido na sua fila. Ela me perguntou, algo como:

- Roumaideiórôrder?

- Sorry, I couldn't understand.

A moça olhou para mim com uma expressão tipo: "nossa, como é difícil este meu emprego", e falando alto e pausadamente disse:

- Who - made - your - ORDER?

interior do Mac Donald, achei bonito.


Esclarecido o entrevero, pegamos os sandubas e descemos. Sentamos em uma mesa com um casal. Pelo que vi, em Londres não tem esta de que a mesa está ocupada . Lugar vazio é lugar vazio.

Eu estava chateado de não me fazer entender, eu que gosto tanto do sotaque britânico, me esforçando para falar o the king's, mais bonito que o nhóimnhóimnhóim do Alabama, e aí minha namorada me disse: O meu sanduíche veio errado.

Leitores, por nada deste mundo o meu sotaque faria um quarter pounder ser entendido como chicken and salad, é muito diferente. Nesta hora eu vi que o ticket é fundamental, pelo que observei o Mac Donalds é a única grande rede de Londres que não o emite.


sábado, 30 de julho de 2011

McDonalds em Paris (1er)



Você diria que este é um ambiente da rede McDonalds? As franquias de lá se dividem entre os McDonalds "comuns" e o os McDonalds Cafés. Quais são as semelhanças com as do Brasil? São lanchonetes de sanduíches, e os atendentes usam uniformes (menos feios do que os daqui).

As diferenças: as lanchonetes não são idênticas, os M.D. Cafés estão adaptados ao paladar francês, há uma variedade maior de sanduíches e outras opções, inclusive para vegetarianos como eu. Os preços são convidativos.

O Big Mac de lá chama-se Happy Meal e consta de: uma bebida (refrigerante, suco ou outra coisa), o sanduíche e uma sobremesa, tipo polpa de frutas, além do brinquedinho. Preço: 4e=R$9,50. Os assentos são acolchoados, são poltronas e mesas bonitas. Os banheiros tem entrada única, como é comum por lá. Todos os atendentes falam inglês com perfeição.

Na França a cultura estadunidense convive com a local. Não é como no Brasil que o american way of life prevalece (ou subordina, como queira) a identidade nacional.

Não fui à Paris para comer de McDonalds, mas eu não estava sozinho. É prático.