O cartão Navigo já existia em 2011, quando fomos à Paris pela primeira vez, mas era exclusivo dos moradores da cidade. Nós utilizamos os tickets T+, comprando de dez em dez saia cada passagem por €1,25 e, utilizando cinco ou seis por dia gastamos uns 70€ cada um nos dez dias que ficamos por lá. A extensão do Navigo Decouverte aos turistas foi uma benção, agora eu poderia utilizar ilimitadamente qualquer meio de transporte por seis regiões ilimitadamente. Basta levar uma foto 3x4, comprar o cartão (5€, válido por dez anos) nas maquininhas das estações, levá-los ao funcionário (a) que vai colar a foto e habilitar o cartão (não esqueça o passaporte!), você mesmo (a) escreve o seu último sobrenome e o nome e depois carrega o cartão (22,90€ pela opção semanal, que vai se segunda a domingo). Mas, atenção, não são sete dias corridos, vai das zero horas de cada segunda às 23h e 59 min do domingo. Se você vai chegar no meio da semana ou ficar três ou quatro dias vai ter que calcular e verificar se vale a pena. Se planeja ir à Provins de trem (cidade coberta pelo cartão, a mais de 100km de Paris!) os tickets custam cerca de 24 euros, então vale muito a pena. Eu o comprei na quarta-feira e até o fim do domingo já tinha utilizado metrô,ônibus e tram mais de vinte vezes.
"It can happen to you, it can happen to me, it can happen to everyone eventually" (Yes, 1983)
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domingo, 25 de março de 2018
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Voltando a postar no blog (Praia dos Penguins)
Há quase seis meses não escrevo nada aqui no blog. De uma hora para outra, assim como na minha outra publicação - Panoticum - desisti de escrever, e o motivo é o mais simples: parece que ninguém lê, ou, se o faz, não acha interessante ou relevante. No entanto,não gosto de deixar nada acabado, e em aneiro último vi uma viagem de duas semanas a Paris que eu não vou deixar esquecida. Este meu blog é meio que uma autobiografia. Então vamos adiante concluir o que vi e observei na Cidade do Cabo.
A "praia dos penguins" é uma praia particular - Boulders Beach - situada no Oceano Índico (você pode ver todos os meus vídeos sobre a Cidade do Cabo já publicados no meu canal do YouTube: enaldops) em Simon's Town. Fomos de trem, "primeira classe" (ZAR9). A viagem que duraria uma hora levou uma hora e quarenta por conta de obras na linha férrea. O trem não chega no objetivo, parou uma estação antes e completamos o trajeto de ônibus gratuito fornecido pela estatal. Pelo caminho passamos pela bela Muizenberg.
Chegando na estação de Simon's Town você anda uns dois quilômetros (e vê alguns babuínos) até o posto de Turismo e dali mais uma meia hora até Boulders Beach. Havia fila para entrar (ingressos a ZAR70), mas jogo rápido. Há basicamente dois passeios, um para ver os pinguins (há diversos pelo caminho, antes da praia propriamente dita) e outro para o acesso ao Índico, onde tive a oportunidade de conhecer e entrar em outro oceano (com temperatura mais amena do que o frio Atlântico da Cidade do Cabo). Feito o passeio até a praia retornamos para almoçar em Simon's Town,mas não havia nenhuma opção vegetariana.
Era por volta de uma hora e decidimos que daria tempo de voltar até a Cidade do Cabo e almoçar por lá. Chegando à estação ferroviária vimos o anúncio de partidas de trens escrito em giz em um quadro-negro. Em tese haveria trens a cada quarenta minutos.
Perguntei sobre o próximo comboio à bilheteira e ela me respondeu num inglês britânico: "Bem, senhor, nós ainda não temos certeza se haverá trens para a Cidade do Cabo por hoje".
Baixou o desespero e pensei:estamos presos aqui. Enquanto aguardávamos, sem sucesso, notícias esperançosas vimos que as pessoas chegavam à estação e em seguida buscavam carona na avenida em frente.
Eu não saberia fazer isto.
Simulei uma viagem de Uber, até então nunca tinha usado o aplicativo em minha vida, e dava ZAR300, algo em torno de oitenta reais. Achei razoável e chamei um veículo, um Toyota bem novinho. Valeu muito a pena, a viagem durou quarenta minutos com uma bela estrada e bela paisagem.
O motorista era do Zimbábue, e tudo que eu dizia ele falava em um tom cantado: "aaaallll riiiiiiighttt". Fiquei curioso e mais tarde entendi a razão.
Assento de primeira classe no trem para Simon's Town
O ofício de Turismo
Boulders Beach, a praia dos penguins no Índico.
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Shopping Canal Walk
O shopping Canal Walk é o maior da Cidade do Cabo, com mais de quatrocentas lojas, mas fica em uma região afastada. Do centro até lá por duas linhas de ônibus e mais uma boa caminhada leva-se mais de hora. Preferimos ir de Uber, a nossa primeira vez na vida que tomamos os serviços desta empresa. Utilizei o aplicativo, em português mesmo, e senti alguma dificuldade em identificar o carro e o motorista, nem sempre eles paravam em frente ao prédio ou no local que solicitamos. Uber na Cidade do Cabo é mais barato do que no Brasil, a corrida mínima é de 20 zar (pouco mais de cinco reais). A corrida até o shopping ficou em 109 zar e eu paguei 120 zar (sempre dei gorjetas). Pegamos uber umas doze vezes, e as conversas seguiram este padrão, quase todas as vezes: motorista do Zimbábue, pergunta se o Brasil estava no verão ou no inverno, espanto pelo fato de nunca termos ido à África, Neymar, não sabem quem é Lula, e pergunta se iríamos em seguida à Moçambique.
Chegamos no Canal Walk pouco depois de sua abertura (todos os dias entre 9 e 21 horas), por volta das dez horas de uma segunda-feira, fazendo dez graus centígrados, mas bem agradável, sem vento ou umidade. Não havia quase ninguém lá. Eu gostei bastante da praça de alimentação, o cinema com dezessete salas, achei interessante ter galerias com lojas artesanais e os ótimos supermercados.
O preço padrão dos ingressos é alto (R75 e R95 para adultos em filmes 2D e 3D, respectivamente), mas há diversas opções de pacotes com descontos. Claro está que somente passa block busters, assim como no resto dos shoppings do mundo.
O melhor câmbio oficial que encontrei foi no Canal Walk.
Eu tinha a impressão que este shopping é muito periférico, mas parece que as redondezas têm qualidade de vida.
Adorei a pizza marguerita do Debonairs (R24, 19 cm). Comemos lá várias vezes. Você recebe um disquinho eletrônico que dispara uma sirene luminosa quando a pizza fica pronta.
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domingo, 6 de agosto de 2017
Estadia, transporte, internet, fast food e outras informações sobre a Cidade do Cabo.
Esta é a vista da sala de jantar do apartamento que alugamos. Table Mountain ao fundo, à direita.
O transporte em Cape Town é controverso. Você vai ouvir pessoas falando que somente andavam de táxi ou Uber. Táxis sai mais ou menos o mesmo preço que no Brasil, uber é bem barato, depois dou mais detalhes nos próximos posts. A população anda nos velhos ônibus da Golden Arrow (nem prensei em nos arriscar), nas vans (muitas, metade delas em condições precárias) ou no bom sistema Myciti bus. Pode confiar nele. Os ônibus são pequenos, raramente andam cheios, cobrem bem o centro e a orla marítima, você pagará 6,40 zar (menos de dois reais) por percursos até cinco quilômetros. Não funcionam após 21 ou 22 horas conforme a linha ou o dia. Utiliza-se cartão específico (35 zar, válido por três anos), carregáveis nas estações e quiosques autorizados. Carrega-se com valores fixos, entre 35 e 1000 zar. Eu carregava de cinquenta em cinquenta, nem sempre há troco, mesmo nas poucas estações. É seguro? Bem, eu tenho um incidente para contar mais à frente, coisa que nunca passamos em viagens ou no Brasil.
Maquininha do Myciti bus, na entrada da estação da Adderley street.
Vista da estação ferroviária do centro a partir da estação rodoviária de Adderley street.
Esquilos é que não faltam no bairro de Gardens. Por falar em Gardens, se for hospedar em Cape Town, esqueça Sea Point, Green Point, e outros escolhas óbvias de mauricinhos e patricinhas. Os bairros próximos ao centro como Gardens, Vredehoek, Tamboerskloof e Oranjezicht são muito mais acolhedores,bonitos e intimistas, e você pode ir a pé para o centro apreciando o belo parque Company's Garden.
Há cyber shops para tudo é quanto é lado. Os preços variam de 4 a 8 zar a hora.
Comemos várias vezes o escandaloso Veggie Burguer do McDonalds sul-africano. McDonalds no Brasil para mim é lixo total. Fora do Brasil há respeito pelo consumidor e não ignoram o cliente vegetariano. Este lanche acima saiu por 60 zar. O atendente me disse que ninguém nunca lhe havia pedido um Veggie Burguer, sul-africano é muito carnívoro.
Opções do McCafé no McDonalds da Adderley street.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
A Flixbus quase nos deixa em Dresden
Dresden tem duas estações ferroviárias: a principal, Hauptbahnhof, ao sul, e a de Neustadt, ao norte do rio Elba. Como Dresden fica ao sul de Berlim o ônibus passa primeiro na estação da parte norte. Vi quase todo mundo lá descendo e acreditei ter chegado à estação principal, não dei pela coisa. O impressionante é que tive três sinais claros de que havia descido no lugar errado: a estação de Neustadt é menor do que a de Hauptbahnhof, caminhando a parte histórica estava depois e não antes do rio Elba, e o mapa que peguei não batia com os caminhos que eu tomava. Curioso como a nossa mente não funciona a contento quando você não está no controle da situação, não está em seu domínio de conforto. Cochilei geral. Em minha defesa, no entanto, digo que perguntei ao motorista, ao chegar em Neustadt, se deveria pegar o ônibus de volta à Berlim naquele ponto, na estação errada, em Neustadt. Ele confirmou sem pestanejar, nem sequer pediu para ver os meus bilhetes.
Ao final do passeio, quando retornamos e eu vi escrito claramente Neustadt na entrada da estação ferroviária verifiquei o meu erro e compreendi tudo. Fiquei muito preocupado, mas pensei: o ônibus vai passar por aqui mesmo, basta pegá-lo, nós pagamos pelo trajeto integral, não há o que temer.
E eis que o motorista em um primeiro momento nos veda o acesso ao veículo porque estávamos na estação de embarque equivocada, e o fez rispidamente como se eu fosse um espertalhão, como se eu quisesse ludibriá-lo. Durante os minutos seguintes, enquanto todos embarcavam fiquei pensando: e agora? Vamos ter que ir de trem, e se não houver passagens, e se tivermos que dormir em Dresden? Amanhã pegamos os voos de volta, e se não der tempo?
Criei coragem e em inglês disse ao motorista que o seu colega no trajeto de ida havia nos afirmado que poderíamos pegar o ônibus de volta naquela mesma estação. Ele escaneou os bilhetes e conferiu nossos nomes. Disse secamente: "you may go". Nem uma desculpinha ou sorriso de simpatia.
Nestas horas eu penso que em matéria de viagens - ou na vida - não há este negócio de "o acaso vai cuidar de mim quando estiver distraído". Por mais que eu planeje e estude o passeio há sempre um risco de algo sair muito errado.
Ah, claro, experimente não falar inglês para ver como fica.
sábado, 17 de dezembro de 2016
Viajando de ônibus para Leipzig
Os preços para viagens de trens pela Deutsche Bahn não estavam nada convidativos. Fiz diversas simulações e as viagens em hipótese alguma sairiam por menos de trinta euros por pessoa, mesmo nas "promoções". Pela primeira vez decidimos viajar de ônibus na Europa e escolhemos a Flixbus, a empresa que domina o mercado com preços a partir de sete euros. Não fiquei seguro em comprar os bilhetes por celular ou tablet, preferi comprar pessoalmente no guichet da empresa na rodoviária (ZOB - Zentraler Hauptbahnhof).Os atendentes falavam inglês perfeitamente. Ida e volta saiu por 17€.
Houve alguns problemas:
a) atraso de meia hora na ida
b) parada para descanso do motorista por meia-hora, logo após sairmos de Berlim e ninguém é avisado de nada.
c) os ônibus variam muito, e isto pode implicar banheiro não funcionando e internet também não.
No mais a viagem é prazerosa porque a Alemanha é muito verde e as rodovias são geralmente triplas com retas intermináveis.
Muitas hélices geradoras de energia eólica.
Empresa anunciando viagem a partir de 1€
Leipzig é de babar: esta é a maior estação ferroviária de toda a Europa.
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