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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Comprando passagens



Conforme disse anteriormente, optamos por Londres. Salvo melhor informação, há voos diretos apenas por companhias nacionais do país de destino, assim: Lisboa (TAP), Roma (Alitalia), Madri (Iberia), Frankfurt (Lufthansa), Paris (Air France), Londres (British Airways). Partindo do Rio são as únicas seis cidades europeias com voos diretos (eu não tenho visto mais Rio-Amsterdam pela KLM, somente São Paulo-Amsterdam). A brasileira TAM faz voos diretos para estas cidades, mas muitos voos anunciados como diretos tem uma escala em Guarulhos na volta, não é uma informação precisamente correta, são semi-diretos, então.




Escolhidas as datas (gostei dos horários, não vamos ter que acordar de madrugada e correr para os aeroportos), fui preencher os dados (em português europeu: "apelido" é o sobrenome, cuidado!). Se você altera algo no meio do caminho tudo se apaga, meio primitivo. A confirmação por cartão de crédito não ocorreu (e não há opção em cinco pagamentos, como é de praxe, isto até pode ser uma vantagem, em função de possíveis altas do dólar e da libra nos próximos meses). Pensei: não tem jeito de viajar sem aborrecimentos. Fiquei imaginando que no dia seguinte teria que ir a agência bancária verificar o que se passou, mas, poucos minutos depois ligaram-me de São Paulo explicando que o bloqueio se devia ao valor não usual para o meu perfil de consumidor (eu raramente uso cartão de crédito) e pedindo para autorizar a compra. Fiquei satisfeito com esta medida de segurança por parte da instituição financeira.

No ano passado a companhia pela qual viajamos tinha quatorze opções de refeições. Quando fui marcar as nossas escolhas veio uma mensagem tipo "não podemos garantir..., não temos certeza...., infelizmente..., faremos nossos esforços..., bla, blá, blá" quê isto, estou viajando por Air Ethiopia,  Aerolineas Tabajara, algo assim?! Havia seis opções apenas, mas até que fui contemplado: padrão, kosher, indu, indu vegetariana, vegetariana láctea, totalmente vegetariana (tradução livre). Pensei em arriscar hindu vegetariana mas fiquei com medo dos temperos, e marquei totalmente vegetariana. O site veio com um papo que não podia garantir a língua portuguesa em todos as páginas (preguiça, falta de profissionalismo).


Boeing 777. Fonte: Seat guru.

Há um reloginho maneiro avisando o minuto exato do check in online, mas eu não caio nesta outra vez. A empresa oferece escolha de assentos por 38 libras, nós estamos viajando pela primeira vez, eu sei que nos colocarão nos últimos lugares. Se ficarmos os dois com uma janela e um corredor, beleza, o chato é um no meio entre duas pessoas. Ficar próximo ao banheiro e à cozinha pode ser bem útil e tem espaço maior entre as pernas. Janela é bom se a pessoa do lado não dormir o tempo todo, mas, francamente eu prefiro o corredor, é fundamental levantar e andar, os pés incham. Repare que o avião não tem dois assentos conjugados (o que seria o ideal, no meu caso), mas somente três ou quatro.

Concluir a compra da passagem aérea, para neófitos como eu, é um momento decisivo: novamente o sonho começa a se concretizar: você acorda no outro dia e pensa: vou para Londres. Yeeeeeeaaaahhhhh!.



Saint-Valentin (dia dos namorados)



A prefeitura (mairie) de Paris selecionou 170 mensagens românticas enviadas por mais de 2300 pessoas e as exibe nos painéis luminosos. Veja aqui online, com grande nitidez. Há inclusive mensagens de brasileiros.

http://www.paris.fr/stvalentin

Joyeux anniversaire!



Este blog completa hoje um ano, um ano decorrente da minha decisão de conhecer la plus belle ville du monde.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Filmes parisienses (9)



As mulheres do sexto andar
(2011)




Paris, 1962 (ano da crise argelina). Jean-Louis Joubert (Fabrice Luchini) é um parisiense dono de um imóvel com vários apartamentos e todo um sexto andar onde vivem entulhadas uma meia dúzia de empregadas domésticas espanholas. A empregada atual de Jean-Louis era apegada à sua falecida mãe e disputa a primazia doméstica com a sua esposa. O senhor Joubert é um corretor financeiro e não quer perder tempo com assuntos caseiros (típico). A empregada pede demissão, e a patroa vai contratar uma jovem espanhola que acabou de chegar. Estes minúsculos quartos de 9 a 12 metros quadrados chegam a custar trezentos mil euros para aquisição nos dias atuais!




Os empregadores não são exatamente mesquinhos, mas exigem os símbolos do status patronal. A nova empregada Maria é muito atraente (Natalia Verbeke), sabe fazer de boba para sobreviver e sabe cativar os senhores. Uma das empregadas espanholas é comunista e cria uma situação para demonstrar às colegas que Jean-Louis é um patrão como outro qualquer: mostra-lhes a fossa entupida do banheiro coletivo das empregadas, sem vaso, acreditando que ele nada fará para minorar-lhes o sofrimento. O senhor Joubert contrata um encanador para dar solução e manda reformar o banheiros das domésticas. Seja por humanismo, seja por tática, ou por estar se apaixonando por Maria, Jean-Louis vai ganhando aos poucos a admiração das espanholas, vai suavizando a relação de trabalho.




As mulheres do sexto andar é uma novelinha, uma gata borralheira, mas não ofende a inteligência de ninguém, não é uma telenovela. Fala de quebra de barreiras e aquela coisa que nunca falha: o rico bondoso que salva a donzela pobre em apuros. As situações são divertidas e o populismo está mais para a Itália do que para a América Latina.


As atrizes espanholas almodovarianas Carmen Maura e Lola Dueñas (o seu nome deveria estar em destaque) dão um show, elas são excelentes. Muito legal também as locações em Paris, a atenção com as características do período (moda, decoração, automóveis, cortes de cabelo, etc.). As espanholas são bem caricaturais, mas todo mundo no cinema riu com elas, eu inclusive, o riso é a denúncia espontânea do politicamente correto. Gostei bastante.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dreams come true (II)/Linha editorial (II)



Há quase um ano atrás (14 de fevereiro) tomei a decisão de finalmente ir à Europa e escolhi Paris como primeira opção, deixando um antigo sonho para a posteridade. A minha intenção era retornar a Paris este ano, de tanto que eu gostei. Mas, em parte inconformados com a elevação do valor das passagens do voo Rio-Paris em quase 35% (de R$2508,00 para aparentemente injustificados R$3378,00), eu e a minha namorada optamos por ir à Londres, uma escolha que não exige muitas justificativas. Para nosso espanto, a despeito dos custos em libras, em um primeiro momento a cidade não está particularmente cara em função das olimpíadas de julho/agosto.

Fiquei em dúvida se deveria criar outro blog específico para Londres, para não misturar diferentes objetos, mas como pretendo conhecer toda a Europa (menos a Albânia, rs...) e o meu cardiologista esta semana me deu ótimas notícias (os meus resultados deste ano estão melhores do que do ano passado), parece que ainda tenho algumas décadas para conhecer mais cidades interessantes. Abreviando, vou manter tudo por aqui, mesmo porque dá um trabalho danado manter um blog e conseguir leitores, rs...

Vou continuar mantendo a atualização sobre Paris na medida do possível, pois ainda quero voltar lá várias vezes.

Assim, da mesma forma, para os posts sobre Londres, - minha antiga meca roqueira, meu maior sonho de adolescente-, vou postar aqui tudo o que precisar saber para a viagem. O meu norte é o mesmo de sempre: um turismo racional, que combina o romantismo dos sonhos com a realidade do bolso.

Como sempre, comentários, dúvidas e sugestões são muitíssimo bem-vindos.

Enaldo Soares

"Música clássica é para os velhos"



Com este sábio título provocante, o público terá acesso gratuito a um festival de música erudita na Rue Rivoli, 59 (1e, colado na Tuileries/Louvre). A associação 59 Rivoli é dedicada, por suas próprias palavras, a apresentar e promover as diferentes formas de expressões artísticas e eventos culturais. O interesse pela música clássica ou erudita ("savante") tem diminuído em termos mercadológicos. Eu me recordo que nos anos setenta as lojas tinhas grandes estoques de vinis clássicos. Eu conheci música erudita por meio de uma professora da terceira série "primária" que levou um disco com as valsas de Strauss e havia coleções de música clássica nas bancas de jornais. Os ótimos lançamentos da Deutsche Grammophon eram vendidos no Brasil com público certo.



Mais de sessenta artistas de grandes conservatórios da França e da Europa apresentarão o seu repertório simultaneamente a outras formas de expressão artística.

De 10 a 12 de fevereiro, entre meio-dia e meia-noite. Metrô: estação Châtelet [linhas 1(em obras), 4, 7, 11, 14]. Gratuito.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Parisienses























Já disse aqui que não entendo (e nem vou entender) nada de moda, mas no Marais (4e) e no Quartier Latin (5e) eu vi um bocado de gente bem vestida. Eu acho que pedir para tirar foto dos outros é meio que uma violência, mas o site The Sartorialist faz isto direto, e bem.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Voltou a nevar.











Fotos de Paris agora a pouco, com temperaturas em -6°C.

Degustação de vinhos.



Em Paris você adquire vinhos razoáveis nos supermercados a partir de três euros, vinhos como Beaujolais em casas especializadas a partir de cinco ou seis euros, e a partir de quinze euros já leva produtos de boa qualidade. Nos cafés e bar à vin é comum uma taça de vinho custar o equivalente a um refrigerante ou suco.



Este estabelecimento, um dos maiores do mundo, além de vender garrafas para colecionadores abastados (mais de vinte mil euros), oferece, a cada três semanas, em média, um dia dedicado à degustação de cerca de uma dezena de vinhos  a partir de setenta e cinco euros. Se você, como eu, tem melhor destinação para este valor, é possível, por muito menos, seguir a sua intuição e utilizar das máquinas de degustação do primeiro piso.




Lavinia: 3, boulevard de la Madeleine (9e). Aberta de segunda à sábado, entre 10 e 20h. Metrô: estação Madeleine (linhas 8,12 e 14)


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Salon Manga no Beaubourg

Kaori Yoshikawa


Eu já comentei aqui que achei o Beaubourg (Centre Georges Pompidou) muito mais interessante do que o Louvre. Na verdade nem são comparáveis entre si, são museus de distinta natureza, mas o fato é que todo mundo já ouviu falar do Louvre, mas muitos desconhecem o Beaubourg. A partir de quarta-feira próxima (oito de fevereiro) até vinte e oito de maio o museu apresentará uma exposição sobre os mangas japoneses, organizada pela mangaka Kaori Yoshikawa. O objetivo da mostra é o de realizar uma experiência de leitura conforme os diversos gêneros de quadrinhos. O público poderá, inclusive, participar de oficinas de criação de desenhos e videos. Eu tenho a impressão de que os mangas são extremamente parecidos, de modo geral, mas quem sabe uma exposição como esta possa estabelecer diferenciações.

Horário: Terça a domingo, das 12 as 22h. Entrada: 13 euros.  Metro: Rambuteau (linha 11)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Skate flutuante (Hover Board)



Lembra-se do skate flutuante (hover board) de Michael J. Fox em De volta pra o futuro 2? Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Paris VII conseguiu concebê-lo. O Magsurf funciona à base de azoto líquido, que o mantém flutuando a alguns centímetros do solo (isto é grego para mim). Amanhã (04/02), entre 14 e 20h, o público poderá testá-lo no Teatro Gaité Lyrique, sobre o qual já escrevemos aqui.

La Gaîté Lyrique, 3 bis rue Papin 75003 Paris (Metros Réaumur-Sébastopol / Arts et Métiers / Strasbourg Saint-Denis)

Fonte: http://www.paris.fr/accueil/accueil-paris-fr/faites-du-surf-en-levitation-a-la-gaite-lyrique/rub_1_actu_111353_port_24329
 

Nem preciso comentar

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Webcams em Paris



Neste exato instante em que escrevo está fazendo três graus negativos em Paris, e vem mais frio por aí. É o dia mais frio desde fevereiro do ano passado. Se você, como eu, quer ver a chegada da neve prevista para a próxima sexta ou sábado, poderá visitar este site meteorológico com uma dúzia de webcams atualizadas a cada três segundos. Bom, é legal de vê-las mesmo sem neve. Dê um pulinho lá.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Neve em Paris



A metereologia acredita que nevará na próxima sexta-feira (03/02) com as temperaturas mínimas atingindo -10°C. Até a semana passada o inverno da Europa ocidental estava mais para o início da primavera, com temperaturas médias na capital francesa em torno de 8°C.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Filmes parisienses (8)


Paris está em chamas?
(1966)




"O fim da ocupação alemã da França estava próximo. Ela ainda demoraria várias semanas para se completar, mas o momento simbólico aconteceu quando um levante popular, inspirado por greves, e um ataque da Resistência francesa aos ocupantes germânicos, além da disposição do comandante alemão, general Dietrich von Choltitz, de render-se (apesar das ordens de Hitler para reduzir Paris a escombros se não pudesse segurá-la) (grifos meus) levaram o supremo comandante dos Aliados, general Dwight Eisenhower, a dar uma divisão francesa a honra de libertar a capital francesa, em 24 de agosto."

KERSHAW, Ian. Hitler. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. P.902.




Em meados da década de oitenta a Globo exibiu este filme em uma noite qualquer, lembro-me que o título me chamou a atenção, mas comecei a vê-lo no exato instante em que um oficial alemão perguntou ao seu comandante recém-chegado à Paris ocupada: "É uma cidade tão bonita. O senhor teria coragem de destrui-la?" "Nós somos soldados", foi a resposta do general, ou algo assim. Achei, àquela época, que se tratava de uma ficção estereotipada e mudei de canal ou fui dormir.




Paris está em chamas? é um filme de qualidade, com fundamentação histórica, com roteiro de ninguém menos que o escritor Gore Vidal e por Francis Ford Coppola. Tem uma gama de astros  (Kirk Douglas, Glenn Ford, Orson Welles, Anthony Perkins, Charles Boyer, Yves Montand, Leslie Caron, Jean-Paul Belmondo, Simone Signoret, e Alain Delon). e inclui algumas cenas reais mostrando o combate das diferentes organizações da Resistência francesa contra a Wehrmacht e a SS. Não é um filme maniqueísta, mas é óbvio que enche a bola da Resistência francesa e dos comandantes estadunidenses, claro. Mas é muito interessante reconhecer as locações na capital francesa (cerca de cento e oitenta ruas e monumentos), particularmente para quem já visitou a cidade.



Barbie-pebolim.


De presente para sua filha...

Fonte:http://roede.blogspot.com/2012/01/parque-de-diversoes-no-grand-palais.html