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terça-feira, 24 de julho de 2012

Redondezas de Paddington (Westminster)


Depois de chegarmos no apartamento da Praed street e resolvermos as pendências iniciais saímos para dar uma volta nas proximidades, em Paddington. Na verdade, é o borough de Westminster. Mas Westminster é muito extenso, é do tamanho de um município médio, então as microrregiões têm nomes específicos.. W2 era a nossa área postal, a segunda subdivisão do oeste de Londres.

Londres street é uma rua perpendicular à estação Paddington e no sentido oposto vai em direção ao Hyde Park.




A praça Norfolk é cheia de hotéis.












Gloucester tem uma pronúncia que desconhecia, é algo como Glóster. Mais para a frente conto sobre outras como esta.




A maioria das ruas alertam os pedestres do continente e alhures sobre a mão inglesa. Mesmo assim é dificílimo acostumar e volta e meia um pedestre é quase atropelado.










É comum os motoristas ingleses mudarem de sentido no meio da rua, no meio do trânsito, na dura. Algumas ruas têm estas rotatórias.



Crescente é uma rua em formato de lua crescente, muito comum por lá e boas para te confundir quando anda a pé, sem mapas na mão.

Estação de Paddington



Assim que chegamos no Heathrow liguei para a locadora do apartamento que alugamos em Paddington. Liguei? Não, por que o roaming internacional da Tim, mais uma vez, não funcionou. Vou dedicar um post especialmente para este tópico, mais tarde. Fiquei preocupadíssimo por não conseguir falar com a senhoria, mas toquei o barco. Custou-me encontrar o terminal do Heathrow Express, o trem que liga o terminal 5 à estação de Paddington em apenas quinze minutos. Pedi informações aos ingleses, mas, ao contrário dos brasileiros, eles não indicam com a mesma clareza com que nós, não aguardam para ver se você realmente entendeu, eles pensam que todos entendem inglês logo de cara. Zanzamos uns dez minutos, já deu para ver a imensidão do terminal, mas encontrei o caminho. Uma funcionária da empresa nos ofereceu os tickets (£19 cada), paguei com cartão travel e não foi preciso digitar senha e nem assinar nada (perigoso), eu não quis comprar antecipadamente o ticket da volta, mesmo com desconto. Mas vale a pena porque é válido por três semanas. O trem parte a cada quinze minutos, o assistente aparece apenas para carimbar os tickets, não ajuda com as malas. O trem é confortável, quase luxuoso, mas eu não curti a viagem porque tentava desesperadamente falar com a proprietária do imóvel. Sem falar que não dormi nada na viagem. Assim como em Paris, o meu primeiro dia foi difícil.

O Heathrow fica dentro de Londres, em Hounslow (zona 6), mas eu achei que estava em Londres somente quando dei de cara com a estação de Paddington, é de babar.


Em Paris há quatro estações, todas bonitas, mas a Paddington me envolveu, assim que chegamos me acalmei e pensei, eu poderia passar uma tarde inteira aqui.



A primeira coisa que vem à mente é Harry Porter.


Guia informativo no solo da estação .



Informação e check in de voos.






Até o McDonalds é bonito. A estação de Paddington tem mercado (Sainsbury's), farmácia, M&S food, Bagel, souvenirs, champagne bar e você ganha barrinhas de cereal. De lá saem trens suburbanos e para o interior da Grã Bretanha. Gente correndo o tempo todo.


De lá há dezenas de táxis, não há qualquer dificuldade em pegar um.



Bakerloo, Circle, District e Hammersmith são linhas cruciais de metrô.


Você pode trocar euros e dólares por libras em caixas automáticos em Paddington, que anunciam 0% de comissão, mas não sei se é fato. 


Heathrow Airport Terminal 5: chegando em Londres.


Nós viajamos neste avião. Durante o voo eu vi um vídeo sobre o Terminal 5 do Heathrow Airport, mas fiquei bobo com a vastidão do mesmo assim que chegamos de viagem.



Após descer do avião, você pega um vagão automático de C Gates  para o setor de chegadas. É só acompanhar a galera. Depois você pega o elevador e sobe um andar. Nesta hora eu já estava ansioso e é provável que eu me engane sobre o que estou informando.





O controle de fronteiras (Border Control) é mais rigoroso do que na França (cujo policial em Paris apenas nos pediu os passaportes), mas não traumatiza. Havia fila única com algumas dezenas de pessoas. Seis policiais calmos (todos homens) e educados faziam algumas perguntas. Nós não tínhamos o que temer, mas eu vi que todos nós, de diversas nacionalidades, demonstrávamos alguma apreensão. O policial nos perguntou: por que estávamos no Reino Unido; por quanto tempo; onde iríamos ficar; em que trabalhávamos... Não nos exigiu comprovantes e nem demonstração de renda. Enquanto perguntava ele já carimbava os passaportes. Ao lado, um jovem brasileiro com um sorriso maroto e postura corporal relaxada foi "provisoriamente" barrado, alguns minutos antes. A postura dele me pareceu a de alunos que querem passar a conversa em professores, enquanto uma amiga sua respondia às questões do policial. Não sei no que deu.

Voando pela British Airways


Na ida a bagagem de mão é etiquetada. Na volta, não. Ponto para a British brasileira.


Confirmei a informação de que os aviões da Iberia não disponibilizam monitores individuais. Sem estes monitores eu não viajo. Faça o mesmo.Valorize o seu dinheiro.


O espaço para pernas da BA é melhor do que na Air France (ambos na classe econômica, está me confundindo com quem, rs...?)


Classe econômica (world traveller).


O leque de opções de entretenimento da BA é inferior ao da Air France, e fraquíssimo em matéria de rock e música em geral, surpreendentemente. Na Air France há muito mais títulos de cds e filmes, em diversas línguas e legendas. Ponto para a Air France.


Entre os Essential Albums estão Ziggy Stardust (merecido) e Chariots of Fire (ahn?)


Estes videos de orientação me facilitaram tramitar no Heathrow Airport Terminal 5. Assista-os.

Todos os atendentes eram ingleses, com exceção de um português que foi a salvação dos compatriotas que não vão além do inglês básico. Os comunicados da tripulação eram sempre em inglês. Sem bancar a vítima, eu acho isto um absurdo, um desrespeito, uma falha da empresa para com o Código de Defesa do Consumidor, pois o voo parte do Brasil, metade dos passageiros são brasileiros, os contratos são celebrados em nosso ordenamento jurídico e sujeitos às convenções internacionais.. Com a palavra, a fiscalização do governo da República Federativa do Brasil.



O almoço foi semelhante ao que desfrutei no ano passado pela Air France para Paris. A empresa de catering deve ser a mesma. No Brasil continuam não entendendo o que vem a ser a gastronomia vegetariana. Mas não foi ruim.


Eu adoro acompanhar a viagem pelo monitor, com exceção do longo trecho pelo Oceano Atlântico ao longo da costa africana.


Não é mole ficar mais de onze horas sentado. Eu gosto de ir para o fundo procurar conversa, mas desta vez, voo madrugal, ninguem quis papo.











A partir daqui eu cansei de tirar fotos e tentei dormir um pouco, sem sucesso.

Embarcando para Londres



Alguns dias antes da data de partida (11 de julho) fui conferir os meus dados no site da British Airways. O meu pedido de refeição vegetariana não constava. Tentei alterar no próprio site e não foi possível, não reconhecia o meu último nome. Liguei para a companhia, e no segundo atendimento, após o estranhamento inicial com as expressões idiomáticas do atendente português (como: "o que deu?") fui informado que no registro constava o meu nome do meio aglutinado ao final, e a partir daí tive que mantê-lo assim para todos os efeitos.

O check in online também ofertou surpresas. No primeiro minuto da abertura, lá estava eu, e não foi possível efetuar a escolha de poltronas, por problemas técnicos. Aguardei uns dez minutos, e numa tentativa posterior lá estavam as poltronas designadas para mim e minha namorada. Desta vez, a surpresa foi boa, pois, conforme havia ocorrido no voo do ano passado pela Air France, por ser minha primeira viagem pela BA imaginei que nos colocariam nas piores poltronas. O avião, um Boeing 777-200, creio, possui filas com três séries de três poltronas (veja aqui). Havia umas vinte alternativas disponíveis, mas não fariam diferença)

Fomos para o Galeão, chegamos três horas e meia antes do voo BA028 (partida às 22h e 50min) e já havia filinha, mas sem uma indicação clara. Pedi informações a um passageiro, um jovem inglês muito simpático que voltava para Londres, e me disse que adorara o Brasil. Ele ficou surpreso quando mencionei a violência no Rio. Foi o meu primeiro teste com o sotaque londrino. Perguntei a ele se conseguia me compreender, e ele me afirmou que conseguiria me virar bem com o meu inglês. Foi bem tranquilizador.

Três horas antes do voo o check in foi aberto. A atendente da BA me pediu para ver o cartão de crédito com que paguei as passagens. Esta exigência não consta do site ou do contrato. Foi coincidência eu o ter levado comigo. Quis mostrar o comprovante de pagamento e ela disse que isto não resolveria. Perguntei: E se o cliente não trouxer o cartão? - Aí, eu abriria novo procedimento junto ao meu superior.

Acho isto um absurdo e descumpre claramente o Código de Defesa do Consumidor. Bom, fique o leitor avisado: vai de BA, pagou com cartão, leve-o junto ao check in. Vai querer mexer com Juizado Especial de aeroporto pouco antes de embarcar?




Passado o check in, jogo rápido, fomos para a Segurança, e que, alegria, ninguém na fila. Brasileiros, ouvi: ninguém na fila!




Com mais de duas horas antes da partida, o que fazer? Fomos ao free shop e não vimos nada interessante, além do mais, comprar na ida para quê? Tirei esta foto porque fiquei pensando: quem daria dezenas de dólares por caixas de bombom sonho de valsa? Na Europa chocolates belgas custam menos e são muito melhores.



Vi a placa de free wifi e fui até o balcão de informações pedir a senha. A atendente me disse: " -É, realmente existe uma senha..." Não me deu a senha, não me deu solução e não procurou saber.  Fiquei sem internet.



Brasil. Um país de tolos. A Tim, novamente, só pisou na bola.



O voo da BA para Londres é o último do dia. Galeão deserto. 



Olha, gente. Funciona mesmo. 



Quatro reais para molhar a garganta. Depois eu te conto sobre os preços no aeroporto de Londres.

Linha editorial (II)



Vou manter o nome do blog por questões práticas, embora a primeira pergunta que vem seria, por que não mudá-lo ou fazer um blog específico sobre Londres. Mas isto criaria novas dificuldades para o futuro.

Minha paixão por Paris não diminuiu em nada.

Mas nas próximas semanas London is calling.

Dreams come true (II)


Aos leitores deste blog.



Desde a década de oitenta que eu sonhava conhecer Londres...

12 dias, 9 museus, 13 boroughs, 9 linhas de metrô, dezenas de lojas, centenas de ruas, o segundo maior shopping da Europa, parques, um estádio de futebol e muita coisa para contar em cerca de 2400 fotos e 60 vídeos (10 Gb de dados em três câmeras) da cidade mais legal que conheci até agora.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Inauguração do Shard




The Shard é o edifício mais alto da Europa, e fica em Londres. Inaugurado hoje com este belo show de lasers, o arranha-céus é voltado para negócios, hotelaria, spa, e moradia de abastados. Por £24,95 (R$87 aprox.) os ingressos para aceder ao seu cume, já estão à venda, com abertura em fevereiro do ano que vem.

O vídeo oficial é bem superior: http://the-shard.com/inauguration/

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cápsula transporta passageiros do terminal 5 do Heathrow até o estacionamento.

Estava me familiarizando com o gigantesco aeroporto Heathrow de Londres e encontrei alguns vídeos sobre uma cápsula (pod) que transporta, por meio de simples acionamento do passageiro, do terminal 5 ao estacionamento e ponto de táxis do aeroporto, distante cinco quilômetros. Gratuito, sem hora marcada, com instruções em um inglês básico.