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terça-feira, 24 de julho de 2012

Praed street, o apartamento e os primeiros contatos com Londres


Ficamos em um apartamento da Praed street que alugamos via Airbnb após semanas de pesquisa e indecisões. Pagamos cerca de £115 de custos totais por diária. A proximidade com a Paddington station foi crucial. A Praed street é repleta de opções de alimentação. Há barulho permanente do tráfego de veículos e pessoas, mas nada que te impeça de repousar após um dia inteiro de passeios. O apartamento apresentou um problema grave, a meu ver, que foram as cortinas claras, impróprias para escurecer o imóvel durante o período noturno. A locadora do imóvel, uma artista plástica russa,  revelou ser uma ótima pessoa, fez o que pôde para nos apoiar e minimizar os aborrecimentos. Mas blogar não é para afagos, eu acho que a relação custo/benefício não foi satisfatória.




Da sala do ap. dava para ver o hospital Saint Mary, uma cabine telefônica (box) e o ponto de ônibus.




Meu primeiro biscoito de chocolate, "orgulhoso de ser britânico", foi parar no meu orgulhoso estômago.




Aqui o (a) leitor(a) pode ter uma ideia dos preços de suprimentos básicos. Comprávamos no Sainsbury's (aberto até às 23h) ou no Tesco (nunca fecha). Mas a rede mais barateira é a Asda, bem longe de Paddington.




Nossa primeira volta de ônibus, já devidamente munidos com nossos Oyster Card. Sobre o Oyster Card, que eu tive que ler muito para entender a estória toda, vou resumir e dizer o que o(a) leitor(a) deve fazer:

1. Dirija-se ao caixa humano de qualquer estação de metrô e peça um Oyster Card (£5, retornáveis com a devolução do mesmo, ao final de sua viagem).

2. Ele vai exigir uma carga inicial. Minha sugestão é: por um dia (£7), se você for ficar de um a três dias, renovando-os (top up) a cada dia nos caixas automáticos; por uma semana (season ticket seven day) por £29,20, tudo isto para zonas 1-2, a menos que você queira ir de metrô à região olímpica, ao shopping Westfield Stratford, ao museu da RAF, etc., que ficam nas zonas 3 e 4. Os ônibus não são limitados à região alguma. Se você tiver certeza de que vai andar pouquíssimo de ônibus ou metrô (duvido) pode usar o Top pay as you go que é semelhante a um cartão pré-pago de celular, mas observe que pagará £1,35 por cada viagem de ônibus e £2 por metrô entre 9h e 30 min e 16h e 30min (off peak) e £2,70 nos demais horários. Há mais ponderações a fazer, para quatro dias eu preferi renovar com mais uma carga semanal e não ter que me preocupar com cálculos.

3. Você pode escolher o início da validade, mas confira o bilhete, nós tomamos o prejuízo de um dia por erro do bilheteiro.



Andar de ônibus em Londres é muito prazeiroso, são quase todos de dois andares, nunca os pegamos cheios, sempre andamos sentados, no andar superior, nas primeiras poltronas, há câmeras de segurança, e uma bela voz avisa sobre o trajeto. As linhas 23 e 7 que utilizávamos para o centro passavam a cada um ou dois minutos, nunca esperamos mais de cinco minutos para pegar um busum para o centro. Era uma delícia ouvir a moça falando: "Twenty-three, to Westbourne Park. The next station is Sussex Gardens", rs...


 A nossa rua, Praed street, já estou com saudade.




Redondezas de Paddington (Westminster)


Depois de chegarmos no apartamento da Praed street e resolvermos as pendências iniciais saímos para dar uma volta nas proximidades, em Paddington. Na verdade, é o borough de Westminster. Mas Westminster é muito extenso, é do tamanho de um município médio, então as microrregiões têm nomes específicos.. W2 era a nossa área postal, a segunda subdivisão do oeste de Londres.

Londres street é uma rua perpendicular à estação Paddington e no sentido oposto vai em direção ao Hyde Park.




A praça Norfolk é cheia de hotéis.












Gloucester tem uma pronúncia que desconhecia, é algo como Glóster. Mais para a frente conto sobre outras como esta.




A maioria das ruas alertam os pedestres do continente e alhures sobre a mão inglesa. Mesmo assim é dificílimo acostumar e volta e meia um pedestre é quase atropelado.










É comum os motoristas ingleses mudarem de sentido no meio da rua, no meio do trânsito, na dura. Algumas ruas têm estas rotatórias.



Crescente é uma rua em formato de lua crescente, muito comum por lá e boas para te confundir quando anda a pé, sem mapas na mão.

Estação de Paddington



Assim que chegamos no Heathrow liguei para a locadora do apartamento que alugamos em Paddington. Liguei? Não, por que o roaming internacional da Tim, mais uma vez, não funcionou. Vou dedicar um post especialmente para este tópico, mais tarde. Fiquei preocupadíssimo por não conseguir falar com a senhoria, mas toquei o barco. Custou-me encontrar o terminal do Heathrow Express, o trem que liga o terminal 5 à estação de Paddington em apenas quinze minutos. Pedi informações aos ingleses, mas, ao contrário dos brasileiros, eles não indicam com a mesma clareza com que nós, não aguardam para ver se você realmente entendeu, eles pensam que todos entendem inglês logo de cara. Zanzamos uns dez minutos, já deu para ver a imensidão do terminal, mas encontrei o caminho. Uma funcionária da empresa nos ofereceu os tickets (£19 cada), paguei com cartão travel e não foi preciso digitar senha e nem assinar nada (perigoso), eu não quis comprar antecipadamente o ticket da volta, mesmo com desconto. Mas vale a pena porque é válido por três semanas. O trem parte a cada quinze minutos, o assistente aparece apenas para carimbar os tickets, não ajuda com as malas. O trem é confortável, quase luxuoso, mas eu não curti a viagem porque tentava desesperadamente falar com a proprietária do imóvel. Sem falar que não dormi nada na viagem. Assim como em Paris, o meu primeiro dia foi difícil.

O Heathrow fica dentro de Londres, em Hounslow (zona 6), mas eu achei que estava em Londres somente quando dei de cara com a estação de Paddington, é de babar.


Em Paris há quatro estações, todas bonitas, mas a Paddington me envolveu, assim que chegamos me acalmei e pensei, eu poderia passar uma tarde inteira aqui.



A primeira coisa que vem à mente é Harry Porter.


Guia informativo no solo da estação .



Informação e check in de voos.






Até o McDonalds é bonito. A estação de Paddington tem mercado (Sainsbury's), farmácia, M&S food, Bagel, souvenirs, champagne bar e você ganha barrinhas de cereal. De lá saem trens suburbanos e para o interior da Grã Bretanha. Gente correndo o tempo todo.


De lá há dezenas de táxis, não há qualquer dificuldade em pegar um.



Bakerloo, Circle, District e Hammersmith são linhas cruciais de metrô.


Você pode trocar euros e dólares por libras em caixas automáticos em Paddington, que anunciam 0% de comissão, mas não sei se é fato. 


Heathrow Airport Terminal 5: chegando em Londres.


Nós viajamos neste avião. Durante o voo eu vi um vídeo sobre o Terminal 5 do Heathrow Airport, mas fiquei bobo com a vastidão do mesmo assim que chegamos de viagem.



Após descer do avião, você pega um vagão automático de C Gates  para o setor de chegadas. É só acompanhar a galera. Depois você pega o elevador e sobe um andar. Nesta hora eu já estava ansioso e é provável que eu me engane sobre o que estou informando.





O controle de fronteiras (Border Control) é mais rigoroso do que na França (cujo policial em Paris apenas nos pediu os passaportes), mas não traumatiza. Havia fila única com algumas dezenas de pessoas. Seis policiais calmos (todos homens) e educados faziam algumas perguntas. Nós não tínhamos o que temer, mas eu vi que todos nós, de diversas nacionalidades, demonstrávamos alguma apreensão. O policial nos perguntou: por que estávamos no Reino Unido; por quanto tempo; onde iríamos ficar; em que trabalhávamos... Não nos exigiu comprovantes e nem demonstração de renda. Enquanto perguntava ele já carimbava os passaportes. Ao lado, um jovem brasileiro com um sorriso maroto e postura corporal relaxada foi "provisoriamente" barrado, alguns minutos antes. A postura dele me pareceu a de alunos que querem passar a conversa em professores, enquanto uma amiga sua respondia às questões do policial. Não sei no que deu.

Voando pela British Airways


Na ida a bagagem de mão é etiquetada. Na volta, não. Ponto para a British brasileira.


Confirmei a informação de que os aviões da Iberia não disponibilizam monitores individuais. Sem estes monitores eu não viajo. Faça o mesmo.Valorize o seu dinheiro.


O espaço para pernas da BA é melhor do que na Air France (ambos na classe econômica, está me confundindo com quem, rs...?)


Classe econômica (world traveller).


O leque de opções de entretenimento da BA é inferior ao da Air France, e fraquíssimo em matéria de rock e música em geral, surpreendentemente. Na Air France há muito mais títulos de cds e filmes, em diversas línguas e legendas. Ponto para a Air France.


Entre os Essential Albums estão Ziggy Stardust (merecido) e Chariots of Fire (ahn?)


Estes videos de orientação me facilitaram tramitar no Heathrow Airport Terminal 5. Assista-os.

Todos os atendentes eram ingleses, com exceção de um português que foi a salvação dos compatriotas que não vão além do inglês básico. Os comunicados da tripulação eram sempre em inglês. Sem bancar a vítima, eu acho isto um absurdo, um desrespeito, uma falha da empresa para com o Código de Defesa do Consumidor, pois o voo parte do Brasil, metade dos passageiros são brasileiros, os contratos são celebrados em nosso ordenamento jurídico e sujeitos às convenções internacionais.. Com a palavra, a fiscalização do governo da República Federativa do Brasil.



O almoço foi semelhante ao que desfrutei no ano passado pela Air France para Paris. A empresa de catering deve ser a mesma. No Brasil continuam não entendendo o que vem a ser a gastronomia vegetariana. Mas não foi ruim.


Eu adoro acompanhar a viagem pelo monitor, com exceção do longo trecho pelo Oceano Atlântico ao longo da costa africana.


Não é mole ficar mais de onze horas sentado. Eu gosto de ir para o fundo procurar conversa, mas desta vez, voo madrugal, ninguem quis papo.











A partir daqui eu cansei de tirar fotos e tentei dormir um pouco, sem sucesso.