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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Portobello Road (2)


Eu não gosto de mentiras, e nem de enganar as pessoas, ficar tirando onda e coisas afim. Não achamos Portobello grande coisa. É legal, é divertido, você vê muita gente bonita e tal, mas como rua, centro de eventos e opções de compra a região deixa a desejar. Para mim valeu a pena por dois estabelecimentos, cada um merecendo um post à parte.













Comprar cds nas barraquinhas de Portobello é besteira. Vi uma loja vendendo vinis usados dos Smiths (não estou falando dos novos de qualidade superior), que você encontra até em Juiz de Fora por dois ou três reais, por quinze libras. Coisa para enganar turistas trouxas.







Pub.






Nas barracas de vintage há simpáticas senhoras japonesas vendendo casacos com design japonês por cerca de £30. Elas pareciam estar muito orgulhosas do design nipônico. Eu entendo lhufas de moda, mas desde que fui em Paris que eu reparei que os japoneses usam umas roupas muito transadas



Portobello Road


Na sexta-feira à tarde fomos na famosa feira de Portobello Road. Nos anos oitenta lá eram encontrados vinis e cds alternativos muito procurados pelos roqueiros. A região também é famosa por causa do filme de Hugh Grant e Julia Roberts, Um lugar chamado Notting Hill.






 Esta charanga está à venda.











 Pintura em 3D, muito legal.


 As moças à direita faziam propaganda de uma peça de teatro relacionada às suffragettes.



As feirinhas vendem quase sempre roupas usadas (vintages). As lojas têm roupas novas de todos os preços. Não compramos nada, a não ser souvenirs, não era vantajoso.


Automóveis


























Eu queria muito ter fotografado e filmado os muitos carros legais que vimos em Londres, mas isto não é facil de fazer sem violar a privacidade de seus proprietários. Os ingleses gostam mesmo de carrões. Mercedes-Benz classe S, Porsches, Audis R8 e BMWs series 5 têm aos montes, eu diria que metade da frota de carros particulares são veículos esportivos e/ou de luxo. Nos bairros mais ricos como Kensington e Mayfair, por exemplo, em cada mansão há dois carros de luxo. Entre os veículos populares há muitos Ford, Vauxhall (a Opel de lá), VW, e as marcas francesas e japonesas. Vi também muitos Mini. Entre os muito luxuosos vi bastante Lamborghini e Maserati. Tal como em Paris, quase não há pick ups, embora há muitas SUVs de luxo. Vi poucas Ferraris e nenhum Bugatti Veyron. Volta e meia havia alguma ridícula limousine estadunidense. Os carros caríssimos são estacionados na rua, despreocupadamente. Quase não há policiamento e não há flanelinhas.

Eu vou atualizar este post regularmente com mais fotos.

Andando de ônibus.









Quase todo ponto de ônibus tem um painel que informa as linhas, os seus itinerários e quanto tempo falta para eles chegarem. Você pode comprar o bilhete individual antecipadamente £1,35 ou com o motorista £2 (quase ninguém faz isto). Os motoristas são proibidos de conversar com os passageiros (nem respondiam ao meu meu good morning) e fiscalizam um a um os passageiros se passaram o Oyster Card. Você entra pela porta da frente e sai pela do meio. Em alguns pontos é necessário fazer sinal para o motorista parar.

O Museu Britânico (3)


















O Museu Britânico (2)


Chegando em Londres você vê centenas de lojas de souvenirs, toda rua tem várias, às vezes uma ao lado da outra. O preço padrão é £2 para torrinhas, boxes, e black cabs. Eu já sabia que os museus vendiam souvenirs temáticos, mas quando fui pela primeira vez no British Museum fiquei embasbacado com souvenirs como estes:







Os guias multimedias são muito utilizados pelos japoneses, compreensivelmente. Europeus e norteamericanos também gostam, Eu nunca paguei por um, se você sabe ler inglês, toda obra tem a explicação mais do que satisfatória.

Os museus têm tours gratuitas com especialistas. Não fui em nenhuma.







Eu adoraria ser membro de um museu.

Junkie racista: o primeiro incidente em Londres.

No primeiro dia de passeio andávamos pela Oxford street e Matilde levou um esbarrão. Vi, de costas, um jovem muito alto, muito magro, muito branco e louro, com as cuecas aparecendo, andando trôpego pelo passeio, por volta de dez horas da manhã. Imagino que ele estava mais para drogado do que bêbado. De repente, em sentido contrário, vinham dois amigos jovens e indianos. O junkie deu umas passadas largas de girafa em direção aos asiáticos, postou-se na frente deles, e passou a fazer o típico movimento de mãos de quem quer briga. Os moços ficaram assustados e não reagiram. Saímos de perto e não sei no que deu.

Isto, para mim, claramente é racismo, o agressor identificou o alvo pela etnia.

Não é objetivo do meu blog vender pacotes turísticos ou glamourizar o exterior (parabéns e sucesso para quem o faz). Vou relatar o que eu vi, senti e pensei.