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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Chuva no caminho
















Quando descemos na estação de St.Paul, com o objetivo de ver a catedral, caía chuva pesada. Era só esperar porque elas não duram muito tempo. Mas já eram umas nove horas da noite, resolvemos voltar para casa.

Queensway e Bayswater (3)



Este shopping é bem bonito por dentro. Vi um cinema com trailers em telões e uma mini HMV que deixou com água na boca para conhecer a maior de todas, da Oxford street.









Eu imagino que este prato sintetize o estereótipo da cozinha britânica. Não é muito comum por lá. Em Londres, tal como em Paris, você só come mal por desinformação.





A caminho de St. Paul, trocando em Notting Hill Gate.



O metrô (qualquer linha) fora do horário de pico (entre 9h e 30min e 16h e 30 min, quando o povo está trabalhando) é muito tranquilo.

Queensway e Bayswater (2)




Li em um blog que a região de Bayswater seria apelidada de Brazilwater, mas não vi nenhum brasileiro por lá. A Queensway é uma avenida prática devida ao comércio e a um shopping.






Eu não entro num estabelecimentos destes, não há nada para mim. Coloquei a foto para informar sobre preços.















quinta-feira, 26 de julho de 2012

Queensway station e Central Line


A nossa senhoria havia nos avisado que valia a pena dar um pulo em Queensway, uma avenida próxima a Notting Hill. "Próxima" em termos de Londres, após eu conseguir encontrar o caminho em direção ao centro, pela Notting Hill Road, tivemos que andar uns bons oito quarteirões até lá.



Muito cansados, paramos em um McDonalds da Bayswater Road, avenida que beira o Hyde Park, em direção à Oxford street. Enquanto eu pagava e esperava pelos pedidos, vi uma senhora tentando conversar com a minha namorada, que não fala inglês. Sentei-me e a senhora, muito sorridente e simpática, nos perguntou de onde éramos. Expliquei, ela disse que pensou que Matilde era italiana (o mais próximo que os europeus pensaram de nós, tanto em Paris como Londres, é que somos italianos ou falamos espanhol), e que acreditava que todos os brasileiros são afroamericanos. Dei o contexto histórico mínimo, e ela, em um inglês universal muito fácil de compreender pôs-se a falar sobre diversos assuntos, países e viagens. Disse que tinha vontade de conhecer Paris, mas tinha medo "daqueles árabes". Relatei que não tive qualquer problema em Paris.

Usando um lenço semelhante ao da civilização islâmica, ela se identificou como israelense habitante de Istambul. Quis saber de nossas profissões, eu respondi, e ela me perguntou sobre o ofício da advocacia:

- Good money?


A primeira vez que vi o mapa do metrô no site da TfL fiquei preocupado: como vou lidar com isto? Na verdade, não é difícil. Eu me concentrei primeiro em entender a linha Circle, depois você raciocina as baldeações nas linhas Central, Bakerloo, District, Hammersmith e Jubilee que são as mais úteis. Depois de alguns dias você se sente em casa e não se intimida mais.



Juiz de Fora não tem metrô, infelizmente, e antes de ir a Paris, só havia andado por este meio de transporte uma única vez, em São Paulo. Então, andar de metrô é diversão para mim, um fato significativo.




Desde que você identifique a linha mais prática, dentro das estações é fácil achar a sua plataforma, basta ter noção se você vai para qual ponto cardeal: Westbound, Eastbound, Northbound ou Southbound. É necessário tomar cuidado quando duas linhas com destinos diversos compartilham os mesmos trilhos. Preste atenção para não confundir a Circle (amarela) com a District (verde).







Saída não é exit, é "way out". Se você quer saber qual é o melhor caminho para determinado ponto, basta perguntar: "excuse me, what's the best way out to...". Se é gramaticamente correto eu não sei, mas sempre funcionou comigo.

Andando por Kensington


Miss Ksenia nos deixou em Portobello e foi trabalhar. Indicou-nos o ponto de ônibus de volta para Paddington. Mas eu queria era achar a livraria do Hugh Grant, rs... Não encontrei e fui andar por Kensington. Fiquei meio perdido, a primeira de uma meia dúzia de vezes. 







Pelo que vi, a alta classe média de Londres não mora em edifícios modernos e nem em condomínios fechados, mas em belas casas de bairros arborizados, tranquilos, com pouco barulho.






Supermercado tudo por £1




Eu sabia que havia um supermercado 99p em Camden Town, mas este aqui foi surpresa. Ninguém espera encontrar muita coisa num estabelecimento destes. Mas vi que os moradores da região se abastecem nele, tem filas o tempo todo. Note: aqui é Kensington & Chelsea, bairro classe A.



Quase todos os chocolates que eu trouxe vieram daqui.









Portobello Road (3) ou o dia que eu tive medo de uma vendedora russa.









Autêntico e caro.

Falafel é um prato que cativa o meu estômago.


Matilde encontrou os souvenirs que queria em uma barraca de uma senhora russa. Ela vendeu seis pelo valor de £5, deu uma de presente. Eu agradeci, mas a vendedora pôs-se a falar agressivamente comigo: "Fala para ela que eu vendi seis por cinco, anda, traduz para ela, fala que uma foi de graça!". No Brasil vendedor somente é ríspido com o cliente em circunstâncias muito específicas, e em última hipótese, o CDC tem alguma efetividade. A minha senhoria, miss Ksenia Voronova, intercedeu e pôs-se a esclarecer o incidente com a compatriota. Eu senti que a pronúncia, a dicção, o sotaque da comerciante era diferente da fala mais suave da minha locadora e também pelos filmes russos que assisto.

Perguntei a ela: "ucraniana?" A comerciante ouviu, e veio: "Eu não sou ucraniana, sou russa!" Pedi desculpas, mas eu sabia da suscetibilidade da questão entre eles. Para um professor de História apurar estes fatos é material de raciocínio e didático.

Miss Ksenia me esclareceu que os russos têm esta necessidade de se impor com os outros, que ela também fora assim quando mudara para Londres há quinze anos atrás.

Independentemente disto, a comerciante tinha hálito alcoolizado.