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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Acordando cedo para passear


Eu estou acostumado a acordar muito cedo, pois levanto às seis de segunda à sexta para dar aulas. Quando viajo eu também acordo cedo e fico louco para passear, aproveita-se muito estas horas com poucas pessoas nas ruas. Tal como em Londres e Paris, Lisboa não acorda antes das nove horas da manhã. Bom para mim, pego o metrô bem vazio e posso fotografar à vontade.




A primeira vez que fizemos compras em supermercado a atendente me perguntou de cara quantos sacos plásticos eu queria (apenas 0,02 € cada), eu respondi que não sabia quantos seriam necessários para mais de vinte volumes. Ela riu, com simpatia, e foi a primeira de muitas vezes que os hábitos portugueses me exigiram pensar rápido e me causaram uma certa perplexidade.











Preços baixos em supermercados portugueses




Muitas pessoas que ainda não foram à Europa me perguntam sobre como faço com a alimentação. Eu começo pelos supermercados. Aqui no Brasil supermercado significa: estabelecimentos longínquos, filas, produtos de má qualidade e preços elevados. É exatamente o oposto do que acontece na Europa, pelo menos nas cidades que visitei até agora.

A rua dos Douradores (Baixa)



Muitos prédios de Lisboa, em particular no bairro da Baixa Pombalina (bairro reconstruído por ordem do Marquês de Pombal após o terremoto de 1755), necessitam de reformas. Isto dá um ar de bairro periférico, mal frequentado, mas é uma impressão errônea. A rua dos Douradores é de ótima localização, com fácil acesso a tudo o que interessa a turistas. O sol não bate nos prédios, o que nos permitia ter o apartamento com temperatura agradável mesmo no dia que fez quarenta graus. Eu ouvia pássaros pela manhã e o trânsito das ruas comerciais próximas não chegava a atrapalhar o meu sono.










Caminhando por Lisboa.




Do Bairro Alto fomos descendo por uma avenida até próximo ao rio Tejo, na avenida 24 de julho.





Nem tudo o que eu via eu sabia do que se tratava, mas deixei o excesso de curiosidade histórica um pouco de lado. Férias.











Não fomos a este museu na rua Augusta. Por estar muito próximo do apartamento deixamos para o final, o que não se verificou. Mas este tipo de situação ocorre muito em viagens.

Passeando pelo Bairro Alto


Chegamos em uma sexta-feira com temperatura máxima de 39.°C (no dia seguinte fez 40°C, inclusive no norte do país). Embora obviamente seja muito calor, não é estafante como no Brasil, não há tanta umidade, em casa estava fresco, nem precisei de ventilador para dormir.


Já era por volta de 20h e 30min quando passamos por aí, devia estar uns trinta graus, este termômetro claramente estava avariado.



A Assembleia da República, o parlamento português. Portugal está passando por séria crise política, com votos de censura contra o governo e divisão interna em sua coalizão. A oposição fez algumas passeatas, mas nada que se compare às do Brasil atual.















Vai vendo aí.



A garrafinha d'água de 330 ml custa apenas 0,10 €. A de cinco litros custa apena 0,42 €.

Passeando pelo Bairro Alto


É muito fácil andar em Lisboa. Basta levar um mapinha e/ou confiar no seguinte princípio: para baixo sempre leva à Baixa, onde ficamos. Então, não havia erro.



Lisboa é repleta de pichações, inclusive em monumentos históricos. Uma lástima.





Este é um dos três elevadores que ligam a Baixa à Alta. O passeio custa 3,60 euros e é muito curto. Somente vale a pena se você já estiver com o carregamento 24h da Carris/Metro por seis euros. Mais tarde eu explico o sistema de transporte lisboeta. Mas os turistas europeus adoram os funiculares.


 Jardim São Pedro de Alcântara (Bairro Alto)








Férias são fundamentais para uma vida digna.

Em menos de meia hora já estávamos encantados com Lisboa.


Deixamos as nossas malas no apartamento da Baixa e estávamos a fim de dar uma volta mesmo após dez horas de voo sem dormir. Em questão de minutos já ficamos impressionados com Lisboa, que cidade! Eu não quis levar a minha câmera logo de imediato mas não resisti a fotografar com o celular.



Calçadão da rua Augusta, a principal via comercial e de passeio da Baixa.



Rua Madalena.


O proprietário do imóvel que alugamos nos indicou a rede Pingo Doce. Lá fizemos muitas compras. A primeira, com vinte e dois volumes, custou menos de quinze euros. Portugal tem preços convidativos em matéria de suprimentos básicos.


Praça da Figueira (Rossio). Daqui parte o bondinho 15, que vai para Algés, mas passa em Belém.









No aeroporto da Portela.


Viajamos neste avião. O voo chegou com um pequeno atraso. O aeroporto da Portela não é gigantesco, mas é muito funcional. Anda-se em um longo corredor bem sinalizado até o Controle de Passaportes. O policial apenas perguntou: vocês chegaram no voo do Rio? e mais nada.







Minha primeira providência foi comprar um chip local para não depender do roaming internacional da minha operadora brasileira. Por 15 euros eu tive direito a ligações gratuitas para outros números da mesma operadora e ligações para o Brasil a sete cêntimos de euro o minuto.

Decidimos ir para o apartamento de táxi. O meu senhorio avisou que a corrida ficaria em torno de quinze euros. Ficou em onze e cinquenta e arredondei para treze, como gorjeta. O motorista foi bem simpático e foi nosso primeiro contato com lisboetas. Andando de táxi confirmei a impressão de que Lisboa é muito bonita. Acompanhando aqui você vai ver como.

Sobrevoando Lisboa

O aeroporto Portela fica próximo ao centro de Lisboa. Por isto é possível ver toda a cidade quando chegamos, o que é muito belo em dias ensolarados.