Ficamos sabendo durante o voo, pelo comandante, que a Argentina havia batido a Holanda nos pênaltis. Um argentino vibrou muito, o que provocou risadas. Pela reação vi que o Brasil torceria majoritariamente pelos alemães. Sem monitores tentei dormir, mas foi em vão, não peguei um minuto no sono. Quando estávamos entre as Canárias e a África, imagino eu, o dia começou a amanhecer, mais duas horas estaríamos em Madri.
Eu adoro suco de tomate e nunca vi para vender no Brasil.
O voo chegou em Madri vinte e cinco minutos antes do horário previsto, com duração total de 9h e 20 min. Foi bem tranquilo, e mais tranquilo ainda foi a passagem por Barajas. Moderno, limpo, espaçoso, muito bem sinalizado, vazio, o controle policial apenas carimbou os passaportes e nem nos olhou, tudo muito diferente do que ouvi sobre a Espanha e este aeroporto (a volta foi outra história). Para recolher a bagagem havia um painel informativo preciso e com os minutos exatos em que nossa bagagem seria entregue (foi entregue antes do prazo, na verdade). Adoramos.
Optamos por ir de trem até a estação de Puerta del Sol, próxima ao apartamento. A ideia era ir de trem até onde aguentássemos e pegar um táxi daí em diante, se fosse preciso. De táxi daria mais de 30€, de metrô (linha 8) 5€, e de Renfe Cercanias (trens "municipais") 2,55€ pela linha C1, com baldeação na estação ferroviária de Chamartín para pegar C3 ou C4. Não tem erro, muito fácil e sinalizado, percurso total de uns quarenta minutos. Compra-se ticket nas maquininhas com cartão, notas até 20€ ou moedas. Mas, vou avisando: tem que saber ler em espanhol ou inglês, e falar portunhol não resolve. Vou narrar as minhas experiências adiante.
Estávamos na Espanha, estávamos em Madri, o quarto país que conhecemos.

























