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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Berliner Hauptbahnhof







A pequena Virgin abre às cinco da manhã, mas nem de longe se compara a que havia em Paris.


 MediaMarkt e Saturn são os paraísos dos fãs de eletrônicos e similares.





É impressionante a variedade de opções específicas de publicações na Europa e na Alemanha em particular.







A estação central de Berlim (Hauptbahnhof) é um verdadeiro centro comercial. Suas muitas lojas funcionam inclusive aos domingos, quando Berlim está com o comércio fechado. A loja da Virgin abre às cinco da manhã. Os preços são os mesmos praticados no comércio regular. Fui atendido no centro de informações aos turistas por uma brasileira (mapa completo da região A por um euro). O banheiro cobra 0,50 € reembolsável com compras no local. Daqui partem trens para muitas cidades e vários países. A estação é ligada por trens e ônibus à outras estações e áreas de Berlim.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A questão do idioma: como me viro na Alemanha?


Há relatos de pessoas que afirmam terem visitado dezenas de países (inclusive asiáticos e africanos) sem falar uma única palavra de inglês e terem sucesso na empreitada. Eu posso acreditar já que há milhões de imigrantes ao longo da História que mudaram para outros países e jamais aprenderam o idioma local.

Mas a minha vivência em seis viagens e quase três meses na Europa me levam a ser bem consciencioso na questão dos idiomas. Eu afirmo sem querer fazer terror que se a pessoa somente se comunica e lê em português brasileiro ela encontrará alguma dificuldade até mesmo em Portugal. Catalães compreendem portunhol, mas o povo de Castela e Leão com certeza não. Assim em Madri pode ser que você passe aperto se não falar nada de espanhol ou inglês. 

Vamos estabelecer o nível de domínio de um idioma nos seguintes patamares: insipiente, iniciante, intermediário, avançado e fluente.

Eu estudei uns dez idiomas, não sou fluente em nenhum além de minha língua natal. Mas eu diria que me considero "avançado" em inglês, francês, espanhol e catalão. O meu alemão é "intermediário". Fica aqui o que observei:

a) em Berlim eu suponho que entre dois terços e oitenta por cento da população fale um inglês muito bom. Ou se fala bem ou não se fala nada. Quem não costuma falar nada? Idosos, caixas de supermercados (quase todos) e motoristas de táxi, ônibus, etc. (aqui eu diria que é meio a meio). Turcos, chineses, asiáticos em geral falam pouquíssimo inglês. Jovens e comerciários de shopping quase sempre falam bem. Para espanto meu a jovem funcionária do setor de informações da Deutsche Bahn da estação Frankfurter Allee não falava inglês.

b) Diferentemente do parisiense idoso, o berlinense que não fala inglês sente vergonha por não ter estudado esta língua, ninguém assume uma postura tipo: "eu me orgulho de combater o imperialismo, me recuso a falar o idioma dos ianques".

c) Nas cidades do interior quase ninguém fala inglês ou fala muito mal, parece com o Brasil

d) As empresas de telefonia celular não tem menu, manuais, página web, nada em inglês, uma vergonha.

e) Vale a pena estudar alemão apenas para passar algumas semanas na Alemanha? Olhe, isto depende do seu prazer em aprender idiomas. Eu gosto. Estudei alemão pelos Cursos de Idiomas Globo em 1990. Depois no Live Mocha há uns cinco anos atrás. Este ano estudei três meses diariamente pelo Duolingo e adquiri o manual bem prático na foto abaixo. Se as pessoas não falassem tão rápido eu entenderia razoavelmente bem as informações essenciais. Mas quando eu não entendia - os alemães quase sempre se dirigiram a mim em alemão como se eu fosse nativo - eu lascava: "Ich weiss nicht Deutsch verstehen. Sprechen Sie Englisch?", eles ficavam meio que espantados e quem sabia inglês mudava o idioma numa boa.



f) Se você fala que não compreende alemão não adianta nada se eles não falam inglês, eles continuam falando em alemão como se você tivesse dito que entendeu perfeitamente bem

g) Vi menus em português-PT uma única vez em quiosques de autoatendimento e em wifis de shopping duas ou três vezes.

h) Não conte com o inglês para tudo. Aprenda pelo menos as palavras mais funcionais do alemão. Vai te poupar tempo, dinheiro e sustos.

domingo, 31 de julho de 2016

Supermercados em Berlim

 Pringles não é barato por lá, mas há outras marcas que competem com distinção e custam menos da metade.


Há uma enorme variedade de sucos, os preços variam de 0,80€ a 2,20€ o litro. 


Fiquei sem saber como escolher cervejas, são muitas dezenas de opções. Vai desde as tchecas por menos de 0,50€ garrafa de 700ml até algumas especiais de 10€ o litro.


Quase todo recipiente plástico ou garrafa lhe será cobrado pelo menos 0,25€ o recipiente. Depois você o devolve nestas máquinas e poderá usar como desconto ou mesmo receber em espécie no caixa. Ao contrário do que me disseram você não consegue recuperar o "Pfand" em qualquer estabelecimento, é feita a leitura do código de barras e alguns são aceitos apenas na rede onde você os comprou. 



Geleias maravilhosas a menos de 3€ o quilo. Impressionante.


Cerveja que não acaba mais.


Pode escrever aí: Berlim é uma capital mais barata do que as anteriores que fui: Londres, Paris, Madri, Lisboa e Barcelona. Em matéria de supermercados, conhecemos e compramos em vários: Netto, Penny, Aldl, Lidl, Real e Edeka. Eu voto sem sombra de dúvida no Edeka, ganha por maior variedade de opções (em tudo) e em preços se equipara aos demais. Lembre-se quais são os produtos essenciais em uma viagem como a nossa: pão, suco, biscoitos, chocolates, geleias, salgadinhos e docinhos, cerveja e vinho. Enquanto que aqui no Brasil uma comprinha frustrante nos supermercados locais fica entre 50 e 70 reais, em Berlim a maioria das nossas compras não passavam de cinco euros.

As sacolas são cobradas, e eu observei que os moradores locais raramente se utilizam delas. Variam desde papelão reciclável até plásticas bem resistentes (entre 0,40 a 1 €).

Os caixas são ultra-rápidos, mas não vi rispidez quando nos atrasavam um pouco. A quase totalidade deles não fala nada de inglês (e pensam que você fala alemão, quase sempre). Na dúvida, faça um cálculo aproximado e pague com o valor arredondado a maior. Não tem problema se você quiser pagar uma conta de alguns euros com uma nota de cinquenta ou cem, mas é possível que te peçam uma nota menor. Moeda não é problema na Europa, mesmo que você der trocado é possível que eles recusem, ou até mesmo não entendem qual é o seu propósito ao facilitar o troco.



Eu encontrei ração para o Bolinha, nosso hamster. Foi o primeiro presente que comprei. Eu adorei isto, ele é muito fofinho, rs...

sábado, 30 de julho de 2016

O transporte público em Berlim


Todo ponto de ônibus tem um mapa da cidade 


"Haltestelle" significa ponto de ônibus. Se você ver um "H" saberá que la´passará pelo menos uma linha de ônibus.


 "Metrobus" são ônibus de dois andares, salvo melhor informação.


 Wedding é uma estação de trem e também uma estação de metrô.


 Este é o símbolo dos trens de superfície






"Ring" (Anel) são as duas linhas de trens que circulam os limites das zonas A e B. S-41 no sentido horário e S-42 no sentido anti-horário.


 Tudo é muito bem sinalizado.


 Eram cinco da manhã e fazia uns onze graus quando tirei estas fotos.


As máquinas estão em seis idiomas (alemão, inglês, espanhol, francês, italiano e turco, se não me engano). Aceitam cartões de crédito, moedas de dez cêntimos a dois euros, notas de cinco, dez, vinte, e raramente, a de cinquenta euros.


 Aqui você valida o ticket apenas na primeira vez. A passagem simples vale por duas horas.


Tenha sempre em mãos um mapa do sistema de transporte em Berlim 



Este é o melhor ticket para quem viaja por muitos dias: sete dias em qualquer meio de transporte nas regiões AB por trinta euros. Não acho vantagem os cartões que vinculam com museus, é preferível comprar o Museum Pass separadamente.



Outras observações:

Se você fizer um trajeto até três estações na mesma linha pode pagar apenas €1,70. O bilhete simples custa €2,70. Há bilhetes de um a sete dias, combinando as diversas regiões: AB, BC ou ABC (este custa €37,40 e vai até Potsdam, Oranienburg e ao outlet Designer em Elstal). O sistema integrado compreende ônibus, metrô, trens municipais (S-Bahn) e regionais (RE) nos limites das zonas ABC e os "bondinhos" (Strassenbahn). A fiscalização ocorre em duplas à paisana portando maquininhas para multar em 60€ quem não não possui tickets validados. Fomos fiscalizados três vezes ao longo dos dezessete dias. Um brasileiro me informou que após as vinte horas um ticket vale para duas pessoas. Atrasos ocorrem, mas eu diria que na proporção de um para cem pontualidades. Os metrôs e trens ficam cheios bem cedo e por volta das 16h. Chegamos a não entrar em um vagão uma única vez quando estava muito lotado.

Página oficial: https://www.bvg.de/en/


sexta-feira, 29 de julho de 2016

O bairro de Wedding





Pedestre tem bastante preferência, mas o tempo para atravessar as ruas é exíguo 






Berlim é a cidade com mais opções vegetarianas e de longe a mais barata para alimentação.



Wedding é um bairro de predominância turca. Próximo ao apartamento há dois supermercados turcos com produtos de lá. Ouve-se famílias muçulmanas conversando pelas ruas constantemente. Há restaurantes chineses, libaneses, hindus, vietnamitas, tailandeses e obviamente, turcos. É bem servido por duas linhas de metrô (6 e 9) e pelos trens do Anel (Ring S41 e S42).

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O apartamento em Wedding.









Alugamos pela quinta vez um apartamento pela AirBnB. Escolhemos este quarto/sala com custo final de 53€ a diária. Fica em Wedding, o bairro turco ao norte, pouco acima dos limites da zona A do transporte público. Cama e sofás muito espaçosos, bom wifi, muitas tomadas, tv com mais de cem canais, no primeiro andar, rua muito silenciosa, vizinhos discretos e simpáticos. A menos de dez minutos de três estações de metrô e a vinte e cinco minutos da Friedrichstrasse, a rua mais interessante de Berlim, ao meu ver.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Gostei da Air Berlin (voo Roma-Berlin)






Devido ao adiamento do voo do Rio para Roma a nossa conexão para Berlim a partir de Fiumicino foi em um voo da Air Berlin. Não perdemos nada. Assim que entrei no avião ouvi uma música sensacional, algo eletrônico-ambiente, deu-me vontade de ir perguntar do que se tratava. Os comissários de bordo eram espontaneamente simpáticos, pareciam mesmo gostar do que fazem, os lanches foram gratuitos (ao contrário do voo da Iberia de Madri para Barcelona, no ano passado, com preços salgados) e ao final ganhamos um bombom em forma de coração como brinde. O voo passa por Veneza, Tirol, a Baviera, a Boêmia e finalmente, Berlim, após duas horas. 

Assista os vídeos deste voo e os demais vídeos de minhas viagens no meu canal do Youtube (enaldops): https://www.youtube.com/channel/UCztqiC8vU_VTOkq3cChbM2w

terça-feira, 26 de julho de 2016

Aeroporto de Fiumicino (Roma)





















O aeroporto de Fiumicino é amplo, moderno, cheio, mas não é muvucado, banheiros limpíssimos, a Alitália tem um guichê para dirimir dúvidas e problemas (atendimento em inglês e italiano), várias opções de wifi, ampla rede de lojas e restaurantes, ótimos free-shoppings, muito bem sinalizado e de fácil compreensão.