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quinta-feira, 17 de março de 2011

Os melhores restaurantes de Paris segundo os consumidores





Da mesma forma com o que é feito para os hotéis, o site trip advisor expõe as opiniões dos consumidores sobre os restaurantes de centenas de cidades pelo mundo afora. Os mais de 6500 restaurantes parisienses estão lá cotados.

O primeiro colocado é o Guy Savoy, com 95% de aprovação, em mais de cento e cinquenta votos. Bom, também há aqueles que o consideraram horrível. (18, rue Troyon, 75017) (http://www.guysavoy.com/). Os menus variam de 299 a 480 euros (cerca de 740 a 1180 reais no euro turismo de hoje) por pessoa. Passo.





Adotando critérios mais próximos ao consumidor padrão, que não vai viajar mais de dez mil quilômetros para passar fome em passeio e nem recebe mensalão, identifiquei os seguintes estabelecimentos em algumas categorias de cozinha (o problema reside no número reduzido de comentários).

a) asiática:

Thai Vien (vietnamita, tailandesa e laoíta) - 56 Avenue de choisy, 75013. Preço médio por pessoa: 15 euros




b) café e sorveteria:

Berthillon: 31 St.-Louis-en-l’Ile 75004. Entre 10 a 14 euros.








c) chinesa:

Délice de Shandong (http://www.deliceshandong.com/) 88, Boulevard de l’Hôpital 75013. O prato principal vegetariano vai de 5 a 10,80 euros. Mas aqui vai uma opinião de vegetariano de longa data: a julgar pelas fotos, até o presente momento os nossos chineses (de Juiz de Fora, mesmo) são melhores que os chineses dos franceses.






d) francesa:

Pasco (http://restaurantpasco.com/) 74, bd de la Tour Maubourg 75007. Fórmula: 27 euros.





e) indiana:

Moghol: 26, rue Caumartin, 75009. Entre 20 e 25 euros.





f) pizzarias

Segundo o trip advisor há apenas quarenta pizzarias em Paris. Então eu vou indicar a mais votada independentemente da faixa de preços:

Amici Miei: 44 rue Saint Sabin 75011




g) vegetariana

O vegetariano mais votado, também em qualquer faixa de preço, foi o Aquarius: 40 rue de Gergovie 75014. Não consegui foto do estabelecimento (como tudo é possível localizá-lo no Google maps). Fórmula por 12 euros.

Como primeira impressão, fico com o sentimento de que, tanto por tanto, come-se melhor aqui no Brasil.


quarta-feira, 16 de março de 2011

A melhor opinião é a do cliente



Se o(a) viajante (e não viajanta, assim como não é correto presidenta) entender ser mais conveniente se hospedar em um hotel do que alugar um apartamento, eu sugeriria, antes de aceitar as dicas das companhias de turismo, ou mesmo aceitando-as, dar uma conferida no site Trip Advisor (http://www.tripadvisor.com.br/). Embora seja um site patrocinado, ele, aparentemente, publica toda e qualquer crítica, com o teor que seja, relativos aos cerca de 1200 hotéis da capital francesa. Fiz um experimento padrão: um casal com dois filhos adolescentes, passando uma semana em Paris, na segunda quinzena de julho, e procurando hospedar em um três estrelas em um raio de cinco quilômetros do Louvre, conforme nota atribuída pelos hóspedes de diversas nacionalidades:


As diárias, neste caso, variam entre 460 a 1040 reais, lembrando-se que na quase totalidade deles será necessário alugar dois aps, pois não é comum quarto para quatro pessoas, pelo que apurei. O trip advisor deu maior destaque aos elogios, mas volta e meia você depara com uma crítica acentuada. É regra geral de que os quartos são muito pequenos e o café da manhã exíguo, pelo menos em se tratando de hotéis três estrelas. O site internacional reproduz os comentários tais como postados na língua original, o brasileiro os traduz, com muitos erros, mas sempre dá para pegar o sentido do que o hóspede quer afirmar. A título de exemplo, deixo aqui o melhor e o pior dos três estrelas parienses, na opinião dos leitores:

Hotel Le Petit Paris: 214 Rue Saint Jacques, 05. Panthéon- Notre Dame, 75005 (http://www.hotelpetitparis.com/fr/index.php) (99% de aprovação) (fotos oficiais)







Hôtel Corona Rodier: 4 Rue Rodier | 9th Arr., 75009 (74% de reprovação) (fotos trip advisor)







domingo, 13 de março de 2011

Gravatas




Eu não tenho grande afeição por roupas, deste modo não vou postar regularmente sobre moda devido ao meu mais completo desconhecimento do assunto. No entanto, eu gosto de capas, ternos e gravatas em particular. Tal como você, mademoiselle, faz com sapatos (compra por impulso, sem necessidade imperiante), eu não preciso de forte motivo para, vez ou outra, comprar uma gravatinha. Devo ter umas duas dúzias, mas ao contrário dos sapatos femininos, se eu erro na escolha os meus pés não doem e nem o meu bolso. O maior risco seria se eu a utilizasse para outros fins (matar ou morrer, por exemplo) mas isto está fora de questão para quem tem uma viagem de sonho pela frente. Fiquei pensando se valeria a pena comprar pelo menos uma de lembrança em Paris. E pus-me a pesquisar na net. Primeiro fui na Hermès, pois eu sempre fico curioso como as pessoas são capazes de gastar uma fortuna com bens materiais de terceira necessidade. Elas começam a partir de 180 e. (cerca de 440 reais, câmbio de hoje). Procurei um site para pessoas de classe média, e elas estão na faixa de 17 a 20 e. (cerca de 40 a 50 reais), um valor razoável para os europeus, mas, ainda que não seja propriamente caro para nós, está além do que eu pago por aqui.

Vou deixar as que achei mais bonitas. Eu não uso meias vermelhas, mas gravata vermelha com terno preto é a preferida des avocats, comme moi. E, ao final, um vídeo que ensina como colocar uma gravata, nó simples.














sexta-feira, 11 de março de 2011

Riad Nejma







Bom, se você achou o post anterior meio humilde, e quer algo mais comme il faut à Paris, dê uma sacada neste restaurante que também fica nas redondezas do Beaubourg. O Riad Nejma é marroquino, de custo mais elevado, mas não vai estourar o seu orçamento: menu completo (35 euros), entradas (9 à 16 euros), pastillas (9 à 15 euros), couscous (17 à 25 euros), peixes (20 euros), sobremesas (6,5 à 9 euros) e por aí vai. Vegetariano aqui não passa mal. Lembre-se: você não é obrigado a consumir o que não quer. E o que é mais importante: você fez por merecê-lo.






quinta-feira, 10 de março de 2011

Restaurante tibetano




Entre o Le Marais 4ème e 3ème, colado no Beaubourg, há um modesto restaurante tibetano chamado Khatag. Antes que alguém pense que vá tomar leite de yak, comer carne de cabra ou tomar chá de manteiga, como no filme Sete Anos no Tibet, com Brad Pitt, o site do resto esclarece que o cardápio é semelhante ao chinês, ao hindu e ao tailandês. Não é comida vegetariana exclusiva, mas desperta o meu apetite. Com pratos principais entre 7,50 e 11 euros (bons preços em se tratando de Paris) e com as formules entre 13 e 22 euros (formules incluem entrada, aperitivo e sobremesa à escolha) pode muito bem ser a minha primeira refeição parisiense.


quarta-feira, 9 de março de 2011

Não dá para levar...




... mas dá para ir consultando até lá. Estes dois dicionários foram duas mãos na roda quando estudei francês na década de oitenta. Vou voltar a folheá-los e tentar recuperar parte do que aprendi.

terça-feira, 8 de março de 2011

Lou Reed e a meia vermelha.




Em um importante blog sobre Paris, por estes dias, um post sobre um futuro show de Lou Reed ganhou dois comentários e um post sobre o uso ou não de meias vermelhas pelos homens ganhou quase quarenta comentários. Eu fico me perguntando: como a cor de uma meia pode despertar mais a curiosidade humana - sobretudo a feminina - do que a apresentação de um compositor de mais de quarenta anos de carreira? Fica aí a razão da nova enquete. 

sábado, 5 de março de 2011

Comprando as passagens


Após concluir o que estava pendente em assuntos profissionais tirei a tarde para adquirir as passagens aéreas. Com dois meses de antecedência imaginava que poderia escolher à vontade. Que o quê. O dia que havia preferido oferecia apenas um voo com tarifa reduzida, e ainda assim aguardando uma escala de quase seis horas. Assim não dá. Enquanto experimentava a minha perplexidade observei uma elevação nas tarifas que chegou a quase setecentos reais, e por pouco não fiquei esprimido para o retorno, o que me obrigaria a reduzir o número de dias com que planejo ficar fora. Felizmente encontrei algumas opções dentro do que imaginei, mas obrigando-me a adiar a viagem por três dias. Fica aqui a sugestão a quem ler este post. Compre as passagens com três meses de antecedência, ou mais.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Extensão e população de Paris



Frequentemente as pessoas me perguntam qual é o tamanho de Paris. Eu acostumei a pensar que Paris é menos populosa do que Londres, São Paulo e Nova York, e mais populosa do que o Rio de Janeiro. Mas em termos de extensão a impressão que dá é que o Anel Periférico a torna uma cidade relativamente pequena. Uma corrida de táxi de um extremo a outro não leva mais do que uma hora, ao que parece. Mas, vejamos os dados corretos:




Rank
City / Urban area
Country
Population
Land area
(in sqKm)
Density
(people per sqKm)
1
New York MetroUSA
17,800,000
8,683
2,050
2
Tokyo/YokohamaJapan
33,200,000
6,993
4,750
3
ChicagoUSA
8,308,000
5,498
1,500
4
AtlantaUSA
3,500,000
5,083
700
5
PhiladelphiaUSA
5,149,000
4,661
1,100
6
BostonUSA
4,032,000
4,497
900
7
Los AngelesUSA
11,789,000
4,320
2,750
8
Dallas/Fort WorthUSA
4,146,000
3,644
1,150
9
HoustonUSA
3,823,000
3,355
1,150
10
DetroitUSA
3,903,000
3,267
1,200
11
WashingtonUSA
3,934,000
2,996
1,300
12
MiamiUSA
4,919,000
2,891
1,700
13
NagoyaJapan
9,000,000
2,875
3,150
14
ParisFrance
9,645,000
2,723
3,550
15
Essen/DüsseldorfGermany
7,350,000
2,642
2,800
16
Osaka/Kobe/KyotoJapan
16,425,000
2,564
6,400
17
SeattleUSA
2,712,000
2,470
1,100
18
Johannesburg/East RandSouth Africa
6,000,000
2,396
2,500
19
Minneapolis/St. PaulUSA
2,389,000
2,316
1,050
20
San JuanPuerto Rico
2,217,000
2,309
950
21
Buenos AiresArgentina
11,200,000
2,266
4,950
22
PittsburghUSA
1,753,000
2,208
800
23
MoscowRussia
10,500,000
2,150
4,900
24
St. LouisUSA
2,078,000
2,147
950
25
MelbourneAustralia
3,162,000
2,080
1,500
26
Tampa//St. PetersburgUSA
2,062,000
2,078
1,000
27
Mexico CityMexico
17,400,000
2,072
8,400
28
Phoenix/MesaUSA
2,907,000
2,069
1,400
29
San DiegoUSA
2,674,000
2,026
1,300
30
Sao PauloBrazil
17,700,000
1,968
9,000
31
BaltimoreUSA
2,076,000
1,768
1,150
32
CincinnatiUSA
1,503,000
1,740
850
33
Montreal.Canada
3,216,000
1,740
1,850
34
SydneyAustralia
3,502,000
1,687
2,100
35
ClevelandUSA
1,787,000
1,676
1,050
36
TorontoCanada
4,367,000
1,655
2,650
37
LondonUK
8,278,000
1,623
5,100
38
Kuala LumpurMalaysia
4,400,000
1,606
2,750
39
BrisbaneAustralia
1,508,000
1,603
950
40
Rio de JaneiroBrazil
10,800,000
1,580
6,850
41
MilanItaly
4,250,000
1,554
2,750
42
Kansas CityUSA
1,362,000
1,514
900
43
IndianapolisUSA
1,219,000
1,432
850
44
ManilaPhilippines
14,750,000
1,399
10,550
45
San Francisco//Oakland USA
3,229,000
1,365
2,350
46
Virginia BeachUSA
1,394,000
1,364
1,000
47
JakartaIndonesia
14,250,000
1,360
10,500
48
ProvidenceUSA
1,175,000
1,304
900
49
CairoEgypt
12,200,000
1,295
9,400
50
DelhiIndia
14,300,000
1,295
11


Pode-se observar que a capital francesa ocupa o décimo quarto lugar tanto em termos de extensão quanto de população, sendo mais extensa do que São Paulo e Rio de Janeiro, mas menos populosa. O que me espantou foi o fato de ser a maior cidade européia, ultrapassando Londres. Bom, não sou geógrafo, não vou discutir questões metodológicas.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O que levar para vestir?


Li um interessante post sobre o que levar como vestuário para Paris, em uma viagem de duas semanas. (ver http://cadernodeparis.blogspot.com/2010/11/fazendo-mala.html). Vou fazer aqui a versão masculina (lógico, porque eu de écharpe ficaria ridículo, rs...):

1 - duas calças jeans (uma para cada semana);
2 - meia dúzia de camisetas de manga curta, de algodão;
3 - meia dúzia de camisas compridas, um pouco mais sociais;
4 - um terno (vou à ópera, tá pensando o quê?)
5 - um par de sapatos;
6 - dois tênis novos e confortáveis;
7 - chinelos;
8 - pijama e roupão, enquanto tomo vinho com queijo na frente da tv (à noite vai fazer em torno de dez graus);
9 - minha capa inglesa que é o meu xodó (aqui em JF só dá para usar uma vez ou outra);
10 - calça de moleton.
11 - luvas (a temperatura média de Paris em maio é de 14ºC, mais frio do que São Paulo em junho).

Viu, que moleza? É cômodo ser homem, rs...