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segunda-feira, 4 de julho de 2011

La Promenade Plantée


Não, não desapropriaram o prédio para construir o passeio, rs...
















La Promenade Plantée (O passeio plantado, numa tradução literal) ou Coulée Vert ("curso verde") é uma antiga ferrovia desativada em 1969 que vai da Praça da Bastilha (12ème), passa pelo Jardim de Reuilly e continua até o Bois de Vincennes, fora do Anel Periférico. Você pode visualizar todo o trajeto no Google Earth. O percurso possui pouco mais de quatro quilômetros e pode ser percorrido a pé em pouco mais de uma hora. A entrada é próxima à Ópera Bastille, por meio de uma escada mas eu não saberia explicar isto aqui.

É possível vê-la no filme Before Sunset (2004) com Ethan Hawke e Julie Delpy.




View from promenade plantee, Paris, France
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Promenade Plantee near Viaduc des Arts, Paris, France
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Trellis on promenade, Paris, France
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Bridge at the end of the Promenade Plantee, Paris, France
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Repare que é probido trafegar com vélos.

Promenade Plantee is 2 mile uninterrupted path, Paris, France

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Ao final do passeio você pode voltar ao centro pela linha 8 do metrô que acompanha todo o chemin vert.

domingo, 3 de julho de 2011

Filmes parisienses (4)


La chienne
(1931)




Maurice é um pacato contador de um escritório e motivo de frequente bullying por parte dos colegas. Casado com uma megera, tem a sua vida controlada pela esposa que lhe impõe horário de chegada, só lhe fala aos gritos e ridiculariza a sua pintura. Impotente e infeliz, ao andar por uma rua de Paris vê uma indefesa moça sendo agredida pelo namorado bêbado. Lulu, na verdade é uma prostituta e Dedé, o seu gigolô. Bom, o pobre Maurice cumpre a sua função de macho protetor e começa a dar boa vida à moça, e por tabela, parte desta boa vida vai para os bolsos do cafetão.



Achei muito interessante poder ver a Paris dos anos trinta, as ruas, as praças, os cartazes, os automóveis e as pessoas, embora certamente não é o foco do filme e é preciso estar atento a cada instante.


O enredo do filme lembra um romance de Machado de Assis, ou algo assim, e você poderá ver que é um tema bem comum na literatura e no cinema posterior. Ou no cinema contemporâneo de então, como O Anjo Azul, no qual um prussiano e conservador professor tem a sua vida destruída por uma moça de vida difícil. Aqui, no entanto, o tom é mais de comédia.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mercado das Pulgas




O marché aux puces é o maior mercado de pulgas de Paris. Não sabe o que é um mercado de pulgas? Eu também não o sabia. Situado fora do Anel Periférico (portanto, a rigor, fora de Paris) este mercado "pulguento" recebe a visita de mais de dez milhões de pessoas todos os anos. Lá você encontra todo o tipo de antiguidades, inclusive as muito caras.




Formado por quatorze mercados, cada um deles especializado em uma área de vendas, situa-se em Saint-Ouen, próxima à Porte de Glignancourt. O meio mais prático deláchegar é a  linha 4 do metrô (bom para quem está hospedado nos 1er, 4ème e 6ème arrds), sem baldeações.

Eu fiquei com a impressão inicial de que é uma atração mais feminina, e dependendo do perfil do seu marido ou namorado ele pode se entediar. Ou não, e aproveitar os labirintos como se estivesse nos filmes de Harry Potter. Aberto somente aos sábados, domingos e segundas, de acordo com o site oficial, embora eu precise confirmar isto.




A dica veio de um novo amigo, o artista plástico e professor de Design, dr. Ricardo Cristófaro a quem eu fico agradecido.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Rue Mouffetard (5ème)


Não dá para passar em frente e não comer pelo menos um. Como é bom assumir a própria feiúra e não esquentar a cabeça com medo de engordar.


A Rue Mouffetard fica na região da Paris romana (Lutetia).


É uma região de cafés, música e bistrôs.


Parte da rua é exclusiva para pedestres.



O escritor Ernest Hemingway viveu por aqui nos anos vinte.



Esta rua apareceu bastante no filme Bleu do Kieslowski (filminho "mala", trilogia "mala", mas isto é papo para o Panoticum).






Esta dica veio do poeta e prof Dr.Luiz Fernando Medeiros de Carvalho que viveu em Paris uns bons tempos em estudos de doutorado e pós-doutorado, a quem fico agradecido.

A Rue Mouffetard fica em pleno Quartier Latin.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Eu quero (2)



Este lançamento é um achado, embora não seja o primeiro do gênero: um livro com resenhas sobre cerca de oitocentos filmes que têm Paris como tema ou como pano de fundo.

Lançado mês passado pela editora Favre (http://www.editionsfavre.com/), o anúncio diz o seguinte:

Voyage cinéphile dans les vingt arrondissements de Paris, avec récits et anecdotes sur les tournages des plus belles scènes du cinéma français et international qui ont eu pour cadre la Ville Lumière. Illustré de magnifiques photographies inédites de Vincent Perez. (Numa tradução lambona: Viagem cinéfila nos vinte "bairros" de Paris, com fatos e anedotas sobre o itinerário das mais belas cenas do cinema francês e internacional que tiveram por cenário a Cidade-Luz. Ilustrado com magníficas fotos inéditas de Vincent Perez).

Por 23 euros (cerca de 57 reais, no euro turismo de hoje) e 336 páginas.

A dica veio de: http://dicasparisemfoco.blogspot.com/

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Eu quero!


Se eu ver algo assim na capital francesa com certeza eu vou querer...

terça-feira, 31 de maio de 2011

L'art de automobile
















O Musée des arts décoratifs (107 rue de Rivoli, 1er arr., colado no Louvre) está exibindo  (de 28 de abril a 28 de agosto) uma pequena parte da coleção de sessenta veículos clássicos do estilista Ralph Lauren. A mostra traz dezessete de seus veículos que ficam em uma garagem especialmente construída para tal em Nova York. São veículos montados entre 1928-64, com exceção de uma McLaren F1 (1996) que destoa do conjunto.

Entrada padrão a nove euros. Aberto de terça a domingo, entre 11e 18 h. Eu vou lá, com certeza.





segunda-feira, 30 de maio de 2011

Inconfidência francesa

Paris confidencial
(2009/144p./R$28,90)





Este manual é específico para moda, design e cultura como o título já indica. Claro que, em se tratando da capital francesa, um guia com cento e quarenta e quatro páginas não tem como ser exaustivo, mas está voltado pra referências permanentes. Achei bem útil, portátil e de consulta agradável.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Filmes parisienses (3)


Le ballon rouge
(1956)



Um garoto parisiense encontra um balão vermelho amarrado a um poste em uma escadaria no caminho da escola, ao sair de casa (próximo a rue de Ménilmontant, 20ème arr.)




Não lhe permitem pegar o ônibus e ele sai disparado pela rua até o colégio. Na volta para casa, um dia chuvoso de outono, ele vai por diversos bairros pedindo carona nos guarda-chuvas dos pedestres.




Irritada com o seu atraso, a mãe lança o balão pela janela, mas este se recusa a abandonar o garoto.




O balão não deseja que o garoto o segure pelas mãos, mas o acompanha por onde quer que ele vá.




E dá-lhe meia hora de Paris nos anos cinquenta.




Belo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carteiras internacionais de estudante e de professor



Hoje fiz a minha carteira internacional de estudante. Basta levar fotocópia de identidade, cpf, uma declaração da instituição de ensino que voce frequenta (ou fatura de mensalidade) e uma foto 3x4, e preencher uma fichinha enjoada. Não fiquei mais de quinze minutos lá. A carteira é feita na hora, custa quarenta reais com validade até março do ano seguinte. Aqui em Juiz de Fora é confeccionada na STB (Student Travel Bureau), localizada na rua Moraes e Castro, em frente ao Alameda, em cima de uma loja de suplementos de Informática. A carteira internacional de estudantes dá descontos em eventos e museus do mundo todo. Há também a carteira internacional do professor, os documentos são os mesmos, o custo é de trinta e cinco reais, mas os seus benefícios são em muito menor número do que a dos estudantes, coitada de nossa classe.



Você pode encomendá-las via internet, caso a sua cidade não tenha uma representante da ISIC/ITIC, mas vai levar mais de um mês para ser entregue na sua residência. Há também uma carteira para menores de vinte e seis anos, que, em tese, garantiria gratuidade ou meia entrada em quase todos os museus e eventos parisienses, mas é bom averiguar porque este benefício é somente para cidadãos da comunidade europeia, salvo melhor informação.



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Vive la république!



Segundo pesquisa publicada na Folha de São Paulo, apenas 37% dos ingleses demonstraram interesse pelo casamento de suas altezas, a despeito da cobertura da tv brasileira dizer que todo o mundo estava maravilhado. Independentemente de alguns momentos de beleza, achei este casório todo um carnaval. Deixo aqui o meu protesto com esta imagem clássica da república: "La revolution française", de Eugène Delacroix (1798-1863). Vive la république!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Filmes parisienses (2)






Mon Oncle
(1958)

Este filme é puro cinema. O humor na era da ingenuidade, mas em pleno auge da Guerra Fria. A crítica bem-humorada numa era pré-maio de 1968. O humano versus o tecnologico. Os valores permanentes versus os efêmeros. Quem já foi criança vai gostar. Jacques Tati dirige e protagoniza como o chapliniano Monsieur Hurlot, o desempregado tio de um garoto que habita uma casa cheia de recursos e permanentemente ensolarada (a Vila Arpel), em um subúrbio de Paris. Esta obra prima influenciou diversos filmes e desenhos. Se você viu Eduardo Mãos de Tesoura, Amélie Poulain e O Ilusionista vai perceber as referências. Sem legendas, as falas são compreensíveis pela linguagem corporal.

História de Paris (3)

Igreja de Saint-Germain-des-Près. (6ème arr.)


A Paris do início da Idade Média encheu-se de abadias e igrejas. No ano de 543 o filho de Clóvis (481-511), Childeberto (511-558) fundou a basílica que deu origem à igreja de Saint-Germain-des-Près (foto) (http://www.eglise-sgp.org/) em que passaram a serem conservadas as relíquias reais. No local onde se situa Notre-Dame foi construída a catedral de Saint-Étienne (catedral é o edifício sede de bispados, portanto há apenas uma por cada diocese), que foi arrasada pela invasão normanda.

A Paris do século VII passou a ser um importante porto fluvial, e judeus e sírios se instalaram na cidade. Mas após a morte de Childeberto, Paris foi disputada entre o seus filhos e um tratado estabeleceu que ela não poderia mais ser a residência do rei. No século VIII o centro político do Reino franco deslocou-se mais ao norte (Austrásia), e Paris tornou-se uma localidade de menor importância.



O Conde Eudes defende Paris dos normandos (885)

Em 885 quarenta mil normandos (vikings) cercaram a Île de la Cité, quarenta anos após iniciarem as invasões ao norte do Sena. Paris resistiu por dois anos, e da família que comandou a defesa da fortaleza se originou a dinastia dos Capetíngios (a partir de 987). Mas a cidade de Paris era virtualmente um domínio do bispo de Paris, e somente no início do século XI a monarquia voltou a ter um palácio real às margens do Sena.


Maquete do Palais de la Cité (século XI)