Logo no início da principal avenida comercial de Londres, a Oxford street, está a Primark. Aberta todos os dias, de dez às dez (domingo até às nove) a Primark é o paraíso das consumidoras das classes B a E (não acredito que os ricos comprem por lá). Pelo que sei, há muitos londinos que ali passam todos os dias. Nós fomos lá umas quatro vezes, e eu comprei um bonito blazer por £17. Todo mundo sabe que os produtos não são de ótima qualidade. Ainda assim, acho que vale bem a pena. A loja é muito muvucada, mas as filas andam rapidamente. Na primeira hora é bem tranquilo.
"It can happen to you, it can happen to me, it can happen to everyone eventually" (Yes, 1983)
terça-feira, 24 de julho de 2012
Edgware Road
Os tradicionais black cabs são encontráveis em diversas cores. Não há taxímetros e transportam até seis pessoas, com dois bancos virados um para o outro.
Há muitos ônibus de turistas, que tomam prejuízo porque o clima é muito chuvoso.
As roads são rodovias que servem como avenidas nos centros urbanos. A Edgware é o centro da comunidade islâmica. O comércio local possui letreiros em árabe, e é muito comum os marmanjos ao redor de narguilés do fim da tarde a altas horas (são perfumados e não incomodam os transeuntes). Eu nunca estudei árabe, mas desde que cheguei fiquei com a impressão de que a língua oriental falada em Londres não é a mesma dos povos do Magreb que ouvia em Paris. Francamente, não sei dizer que nação predomina na comunidade islâmica em Londres. Imaginei se tratarem de jordanianos e egípcios devido à colonização britânica naquelas áreas, mas a maior etnia muçulmana é a paquistanesa, cujo idioma não é o árabe. Segundo estimativas oficiais apenas 8,5% da população londrina é composta por muçulmanos, dentre eles 2% de paquistaneses. TIve a impressão de que é uma comunidade muito mais expressiva, com força visível em setores financeiros e comerciais.
Este negócio de zero por cento de comissão no câmbio precisa de explicação. Alguém me ajuda?
Praed street, o apartamento e os primeiros contatos com Londres
Ficamos em um apartamento da Praed street que alugamos via Airbnb após semanas de pesquisa e indecisões. Pagamos cerca de £115 de custos totais por diária. A proximidade com a Paddington station foi crucial. A Praed street é repleta de opções de alimentação. Há barulho permanente do tráfego de veículos e pessoas, mas nada que te impeça de repousar após um dia inteiro de passeios. O apartamento apresentou um problema grave, a meu ver, que foram as cortinas claras, impróprias para escurecer o imóvel durante o período noturno. A locadora do imóvel, uma artista plástica russa, revelou ser uma ótima pessoa, fez o que pôde para nos apoiar e minimizar os aborrecimentos. Mas blogar não é para afagos, eu acho que a relação custo/benefício não foi satisfatória.
Da sala do ap. dava para ver o hospital Saint Mary, uma cabine telefônica (box) e o ponto de ônibus.
Meu primeiro biscoito de chocolate, "orgulhoso de ser britânico", foi parar no meu orgulhoso estômago.
Aqui o (a) leitor(a) pode ter uma ideia dos preços de suprimentos básicos. Comprávamos no Sainsbury's (aberto até às 23h) ou no Tesco (nunca fecha). Mas a rede mais barateira é a Asda, bem longe de Paddington.
Nossa primeira volta de ônibus, já devidamente munidos com nossos Oyster Card. Sobre o Oyster Card, que eu tive que ler muito para entender a estória toda, vou resumir e dizer o que o(a) leitor(a) deve fazer:
1. Dirija-se ao caixa humano de qualquer estação de metrô e peça um Oyster Card (£5, retornáveis com a devolução do mesmo, ao final de sua viagem).
2. Ele vai exigir uma carga inicial. Minha sugestão é: por um dia (£7), se você for ficar de um a três dias, renovando-os (top up) a cada dia nos caixas automáticos; por uma semana (season ticket seven day) por £29,20, tudo isto para zonas 1-2, a menos que você queira ir de metrô à região olímpica, ao shopping Westfield Stratford, ao museu da RAF, etc., que ficam nas zonas 3 e 4. Os ônibus não são limitados à região alguma. Se você tiver certeza de que vai andar pouquíssimo de ônibus ou metrô (duvido) pode usar o Top pay as you go que é semelhante a um cartão pré-pago de celular, mas observe que pagará £1,35 por cada viagem de ônibus e £2 por metrô entre 9h e 30 min e 16h e 30min (off peak) e £2,70 nos demais horários. Há mais ponderações a fazer, para quatro dias eu preferi renovar com mais uma carga semanal e não ter que me preocupar com cálculos.
3. Você pode escolher o início da validade, mas confira o bilhete, nós tomamos o prejuízo de um dia por erro do bilheteiro.
Andar de ônibus em Londres é muito prazeiroso, são quase todos de dois andares, nunca os pegamos cheios, sempre andamos sentados, no andar superior, nas primeiras poltronas, há câmeras de segurança, e uma bela voz avisa sobre o trajeto. As linhas 23 e 7 que utilizávamos para o centro passavam a cada um ou dois minutos, nunca esperamos mais de cinco minutos para pegar um busum para o centro. Era uma delícia ouvir a moça falando: "Twenty-three, to Westbourne Park. The next station is Sussex Gardens", rs...
A nossa rua, Praed street, já estou com saudade.
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Redondezas de Paddington (Westminster)
Depois de chegarmos no apartamento da Praed street e resolvermos as pendências iniciais saímos para dar uma volta nas proximidades, em Paddington. Na verdade, é o borough de Westminster. Mas Westminster é muito extenso, é do tamanho de um município médio, então as microrregiões têm nomes específicos.. W2 era a nossa área postal, a segunda subdivisão do oeste de Londres.
Londres street é uma rua perpendicular à estação Paddington e no sentido oposto vai em direção ao Hyde Park.
A praça Norfolk é cheia de hotéis.
Gloucester tem uma pronúncia que desconhecia, é algo como Glóster. Mais para a frente conto sobre outras como esta.
A maioria das ruas alertam os pedestres do continente e alhures sobre a mão inglesa. Mesmo assim é dificílimo acostumar e volta e meia um pedestre é quase atropelado.
É comum os motoristas ingleses mudarem de sentido no meio da rua, no meio do trânsito, na dura. Algumas ruas têm estas rotatórias.
Crescente é uma rua em formato de lua crescente, muito comum por lá e boas para te confundir quando anda a pé, sem mapas na mão.
Estação de Paddington
Assim que chegamos no Heathrow liguei para a locadora do apartamento que alugamos em Paddington. Liguei? Não, por que o roaming internacional da Tim, mais uma vez, não funcionou. Vou dedicar um post especialmente para este tópico, mais tarde. Fiquei preocupadíssimo por não conseguir falar com a senhoria, mas toquei o barco. Custou-me encontrar o terminal do Heathrow Express, o trem que liga o terminal 5 à estação de Paddington em apenas quinze minutos. Pedi informações aos ingleses, mas, ao contrário dos brasileiros, eles não indicam com a mesma clareza com que nós, não aguardam para ver se você realmente entendeu, eles pensam que todos entendem inglês logo de cara. Zanzamos uns dez minutos, já deu para ver a imensidão do terminal, mas encontrei o caminho. Uma funcionária da empresa nos ofereceu os tickets (£19 cada), paguei com cartão travel e não foi preciso digitar senha e nem assinar nada (perigoso), eu não quis comprar antecipadamente o ticket da volta, mesmo com desconto. Mas vale a pena porque é válido por três semanas. O trem parte a cada quinze minutos, o assistente aparece apenas para carimbar os tickets, não ajuda com as malas. O trem é confortável, quase luxuoso, mas eu não curti a viagem porque tentava desesperadamente falar com a proprietária do imóvel. Sem falar que não dormi nada na viagem. Assim como em Paris, o meu primeiro dia foi difícil.
O Heathrow fica dentro de Londres, em Hounslow (zona 6), mas eu achei que estava em Londres somente quando dei de cara com a estação de Paddington, é de babar.
Em Paris há quatro estações, todas bonitas, mas a Paddington me envolveu, assim que chegamos me acalmei e pensei, eu poderia passar uma tarde inteira aqui.
A primeira coisa que vem à mente é Harry Porter.
Guia informativo no solo da estação .
Informação e check in de voos.
Até o McDonalds é bonito. A estação de Paddington tem mercado (Sainsbury's), farmácia, M&S food, Bagel, souvenirs, champagne bar e você ganha barrinhas de cereal. De lá saem trens suburbanos e para o interior da Grã Bretanha. Gente correndo o tempo todo.
De lá há dezenas de táxis, não há qualquer dificuldade em pegar um.
Bakerloo, Circle, District e Hammersmith são linhas cruciais de metrô.
Você pode trocar euros e dólares por libras em caixas automáticos em Paddington, que anunciam 0% de comissão, mas não sei se é fato.
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