Páginas

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Le Tour de France




Hoje, após acordar em uma hora que respeita o art 5.º da Constituição, liguei a tv na ESPN e dei de cara com uma simpática cidadezinha da Bretanha (noroeste da França) com centenas de ciclistas passando ao vivo por ela. Não é que eu tinha esquecido a Tour de France, transmitida todas as manhãs durante as três primeiras semanas de julho? Mesmo que você não ligue para o esporte em si (eu gosto de andar de bicicleta, mas também não vejo graça na competição) é imperdível poder ficar no sofá assistindo imagens ao vivo de todo o interior francês até a chegada em Paris, no última dia (24 de julho, este ano).




E aproveite a dica: assista As bicicletas de Belleville (http://panoticum.blogspot.com/search/label/Belleville) e conheça o clássico de Kraftwerk.



ESPN, entre 10h e 30min às 12h e 30min.

Estou vacinado


A França não exige nenhum tipo de atestado de vacinação para ingressar em seu território, informação checada oficialmente, e também em blogues especializados e perguntando a diversas pessoas que lá estiveram várias vezes.

Perguntei a dois excelentes médicos se deveria vacinar contra sarampo. Um afirmou: provavelmente você já teve na infância e não se recorda (eu tenho certeza de que não tive), agora, com menos de quinze dias não surtirá efeito e não houve surto de sarampo na França, foi exagero, o controle sanitário lá é eficiente e dificilmente você terá contato com alguém contaminado. O outro afirmou: é bom vacinar porque o sarampo em adultos é uma doença grave, evolui para pneumonia, lá houve um surto e você ficar pode ficar colonizado pelo micro-organismo por um mês e desenvolvê-la por aqui, com mais de dez dias de antecedência a vacina já surte efeito.




Passei diante do INSS e havia uma mesinha com campanha de vacinação, sem fila e sem burocracia.

Fiz importantes indagações epistemológicas às agentes de saúde:

- Vai doer?
- Não.
- Vai dar reação?
- Não.
- Então tá (homem é mais medroso do que mulher para a dor, está comprovado cientificamente.)
- Por que você não aproveita e toma contra a febre amarela?
- Não é exigido lá.
- Não é melhor garantir?
- Vai doer?
- Não.
- Vai dar reação?
- Não.
- Então tá.

Tomei as duas no mesmo braço, não doeu a primeira e a segunda foi perceptível. Coisa à toa. Você recebe um cartão e com ele substitui pela certidão internacional emitida pela repartição da ANVISA no aeroporto.


Ponte Alexandre III


À medida que o sonho se aproxima eu fico pensando e ouvindo sugestões de amigos, colegas e também  de desconhecidos com relação aos lugares que devo visitar em Paris. Em uma enquete básica as pessoas são unânimes em indicar: Torre Eiffel, Louvre, Arco do Triunfo, passeio no Sena, e Sacre Couer. Em menor proporção: La Defense, La Fayette, Mercado de Pulgas, D'Orsay, Père Lachaise. Ninguém me indicou La Géode. E a imagem que tenho de Paris, sem dúvida a imagem mais romântica que tenho desta cidade que ainda não fui, eu deixo aqui:






















Metrô: linhas 8 e 13. Ônibus: linha 63. A ponte liga o 7ème ao 8ème arrdst.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Hussein Chalayan












O museu das artes decorativas (http://www.lesartsdecoratifs.fr/francais/mode-et-textile/expositions-70/actuellement-447/hussein-chalayan-recits-de-mode/presentation-2839), - o mesmo que exibe as baratinhas de Ralph Lauren já comentadas aqui - inicia, amanhã, 5 de junho, uma exposição de Hussein Chalayan, um designer de moda cipriota de grande renome. Mais eu não digo por que moda não é a minha praia, e eu nunca tinha ouvido falar do dito cujo. A dica veio de minha filha, estudante de Design.

Vou traduzir o texto introdutório do próprio museu:

Les Arts Décoratifs invitent l’un des créateurs de mode les plus innovants et visionnaires de son époque, Hussein Chalayan. Engagé depuis dix-sept ans dans une démarche expérimentale et conceptuelle, il se situe à la frontière entre la mode, l’architecture et le design. Son oeuvre se démarque par sa rigueur intellectuelle et sa quête de perfectionnement technique allant jusqu’à défier les stéréotypes de l’univers de la mode. Dès ses débuts, Hussein Chalayan se distingue en explorant de façon très inventive des médiums tels que la sculpture, le mobilier, la vidéo ou les effets spéciaux du cinéma qu’il utilise pour ses collections, s’inspirant directement des réalités politiques, sociales et économiques de son époque. L’exposition présente cet univers riche et complexe dans lequel vêtements, installations, défilés, projections, et travaux de recherche se côtoient afin de mettre en lumière la démarche propre de l’artiste.

O Artes Decorativas convida um dos criadores de moda mais inovadores e visionários de sua época, Hussein Chalayan. Enganjado desde os dezesseis anos em uma trilha experimental e conceitual, ele se situa na fronteira entre a moda, a arquitetura e o design. Sua obra é caracterizada pelo rigor intelectual e o seu perfeccionismo técnico desafia os estereótipos do universo da mode. Desde a origem, Hussein Chalayan se distingue por explorar de maneira inventiva meios tais como a escultura, o mobiliário, o video e os efeitos especiais do cinema que ele utiliza em suas coleções, se inspirando diretamente nas realidades políticas, sociais e econômicas de sua época. A exposição apresenta este universo rico e complexo no qual instalações, desfiles, projeções e trabalhos de pesquisa se mesclam a fim de colocar em foco a marca própria do artista.

A exposição vai até 13 de novembro. Situa-se na Rue de Rivoli, 107 (1er arrd.). Por ônibus: 21, 27, 39, 48, 68, 69, 72, 81, 95. Por metrô:  linhas 1 e 7. De terça a domingo, entre 11 e 18 horas. Tarifas: 9 (adulto) e 7,5 euros (estudantes entre 18 e 25 anos, não-europeus).


La Promenade Plantée


Não, não desapropriaram o prédio para construir o passeio, rs...
















La Promenade Plantée (O passeio plantado, numa tradução literal) ou Coulée Vert ("curso verde") é uma antiga ferrovia desativada em 1969 que vai da Praça da Bastilha (12ème), passa pelo Jardim de Reuilly e continua até o Bois de Vincennes, fora do Anel Periférico. Você pode visualizar todo o trajeto no Google Earth. O percurso possui pouco mais de quatro quilômetros e pode ser percorrido a pé em pouco mais de uma hora. A entrada é próxima à Ópera Bastille, por meio de uma escada mas eu não saberia explicar isto aqui.

É possível vê-la no filme Before Sunset (2004) com Ethan Hawke e Julie Delpy.




View from promenade plantee, Paris, France
This travel blog photo's source is TravelPod page: Nearing the end

Promenade Plantee near Viaduc des Arts, Paris, France
This travel blog photo's source is TravelPod page: Nearing the end

Trellis on promenade, Paris, France
This travel blog photo's source is TravelPod page: Nearing the end

Bridge at the end of the Promenade Plantee, Paris, France
This travel blog photo's source is TravelPod page: Nearing the end

Repare que é probido trafegar com vélos.

Promenade Plantee is 2 mile uninterrupted path, Paris, France

This travel blog photo's source is TravelPod page: Paris


Ao final do passeio você pode voltar ao centro pela linha 8 do metrô que acompanha todo o chemin vert.

domingo, 3 de julho de 2011

Filmes parisienses (4)


La chienne
(1931)




Maurice é um pacato contador de um escritório e motivo de frequente bullying por parte dos colegas. Casado com uma megera, tem a sua vida controlada pela esposa que lhe impõe horário de chegada, só lhe fala aos gritos e ridiculariza a sua pintura. Impotente e infeliz, ao andar por uma rua de Paris vê uma indefesa moça sendo agredida pelo namorado bêbado. Lulu, na verdade é uma prostituta e Dedé, o seu gigolô. Bom, o pobre Maurice cumpre a sua função de macho protetor e começa a dar boa vida à moça, e por tabela, parte desta boa vida vai para os bolsos do cafetão.



Achei muito interessante poder ver a Paris dos anos trinta, as ruas, as praças, os cartazes, os automóveis e as pessoas, embora certamente não é o foco do filme e é preciso estar atento a cada instante.


O enredo do filme lembra um romance de Machado de Assis, ou algo assim, e você poderá ver que é um tema bem comum na literatura e no cinema posterior. Ou no cinema contemporâneo de então, como O Anjo Azul, no qual um prussiano e conservador professor tem a sua vida destruída por uma moça de vida difícil. Aqui, no entanto, o tom é mais de comédia.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mercado das Pulgas




O marché aux puces é o maior mercado de pulgas de Paris. Não sabe o que é um mercado de pulgas? Eu também não o sabia. Situado fora do Anel Periférico (portanto, a rigor, fora de Paris) este mercado "pulguento" recebe a visita de mais de dez milhões de pessoas todos os anos. Lá você encontra todo o tipo de antiguidades, inclusive as muito caras.




Formado por quatorze mercados, cada um deles especializado em uma área de vendas, situa-se em Saint-Ouen, próxima à Porte de Glignancourt. O meio mais prático deláchegar é a  linha 4 do metrô (bom para quem está hospedado nos 1er, 4ème e 6ème arrds), sem baldeações.

Eu fiquei com a impressão inicial de que é uma atração mais feminina, e dependendo do perfil do seu marido ou namorado ele pode se entediar. Ou não, e aproveitar os labirintos como se estivesse nos filmes de Harry Potter. Aberto somente aos sábados, domingos e segundas, de acordo com o site oficial, embora eu precise confirmar isto.




A dica veio de um novo amigo, o artista plástico e professor de Design, dr. Ricardo Cristófaro a quem eu fico agradecido.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Rue Mouffetard (5ème)


Não dá para passar em frente e não comer pelo menos um. Como é bom assumir a própria feiúra e não esquentar a cabeça com medo de engordar.


A Rue Mouffetard fica na região da Paris romana (Lutetia).


É uma região de cafés, música e bistrôs.


Parte da rua é exclusiva para pedestres.



O escritor Ernest Hemingway viveu por aqui nos anos vinte.



Esta rua apareceu bastante no filme Bleu do Kieslowski (filminho "mala", trilogia "mala", mas isto é papo para o Panoticum).






Esta dica veio do poeta e prof Dr.Luiz Fernando Medeiros de Carvalho que viveu em Paris uns bons tempos em estudos de doutorado e pós-doutorado, a quem fico agradecido.

A Rue Mouffetard fica em pleno Quartier Latin.