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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Place de la Concorde e redondezas (8ème) (2)







Assim como a maioria das pessoas eu pensava que o Obelisco havia sido furtado por Bonaparte em 1799, quando conquistou o Egito. A explicação técnica de como os franceses transportaram o pirulito para a França me parecia uma desfaçatez. Na verdade, embora a história não perca o seu lado vergonhoso, o Obelisco do palácio de Luxor do faráo Ramsés II (século XI a.C.) foi um "presente" de um vice-rei egípcio ao rei Luís Felipe (1830-48), que o mandou colocar na Praça da Concórdia por "não ser um símbolo político" (foi nesta praça que guilhotinaram os "enemies du peuple" durante o governo jacobino de Robespierre (1793-4). Ora...











Início do grande bulevar Champs Elysées com o Arco do Triunfo ao fundo.




Fonte dos Mares.





domingo, 21 de agosto de 2011

Place de la Concorde e redondezas (8ème)










A Assembleia Nacional, que é o parlamento francês, um Estado unitário (não há assembleias estaduais ou provinciais, o país é dividido em departamentos).









Caminhando no sentido leste-oeste, após o Louvre, há as Tuileries, a Place de la Concorde, e o início da Champs-Elysées, que vai chegar até o Arco do Trinufo e seguindo reto o trajeto se alongará até La Défense.




Pont des Arts (6ème), Passarela Senghor (7ème) e redondezas











 




A Pont des Arts tem mais de mil cadeados em suas grades. Estes cadeados foram colocados como superstição para manter por muito tempo o relacionamento amoroso de seus proprietários. Há cadeados triplos e quádruplos unindo os membros de uma família. Nunca tinha ouvido falar deste costume, há pouca coisa pitoresca em Paris.


sábado, 20 de agosto de 2011

Museu D'Orsay e redondezas (7ème) (2)


















Filmes parisienses (4)





Meia-noite em Paris/2011




Eu estou meio sensível para falar deste filme com alguma objetividade, mas vamos lá. Já opinei aqui sobre o que penso de Woody Allen e de seus filmes de modo geral, e me enquadro naqueles que os veem com bons olhos, mas um degrau abaixo de dezenas de outros cineastas de primeira linha. Também encaro com seriedade, mas com alguma reserva, as temáticas psicanalíticas de Woody Allen, acho que ele sofre menos do que aparenta.




Independentemente disto, tenho gostado bem da fase europeia dele: Londres e romances russos renderam-nos bons filmes.




Dito isto: a sequência apaixonante de imagens de Paris, locações a que visitei em sua quase totalidade, mas que, por óbvio, não tenho como reproduzir em meu blog com o charme do cinema, esta sequência inicial é uma declaração explícita de amor pela cidade. Não sei se o deslumbre de Woody Allen por Paris foi menor do que por Nova York, acho que se iguala a Manhattan.




Woody Allen é interpretado por Owen Wilson (um ator bem ruinzinho, a meu ver) que imita a atuação tradicional do cineasta, sempre inseguro e na defensiva, mas acho que em matéria de verossimilhança Kenneth Branagh em Celebridades e Jason Biggs em Igual a tudo na vida foram bem superiores. Gil Pender é um roteirista de Hollywood noivo de uma patricinha - que está mais interessada em se casar do que em Gil Pender propriamente dito, - filha de um empresário da ala direita do Partido Republicano e de uma madame típica. Todos vão à Paris em função de negócios e de compras para o casório. A noiva começa a ter uma quedinha por um inglês pedante, ex-namorado, e Gil deixa claro que preferiria ser um escritor sério do que roteirista de Hollywood.






Então Woody Allen trabalha com esta ideia: ter vivido na Paris da década de vinte. Para quem não leva a ideia a sério o cineasta faz desfilar diante de Gil uma plêiade de artistas e escritores de diversas nacionalidades que realmente conviveram uns com os outros na capital francesa: F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Cole Porter, Modigliani, Gertrude Stein, Matisse, Luis Buñuel e Salvador Dali (pelo ótimo Adrien Brody, quando lhe dão chance!) e a trama volta até os anos 1890 (início da Belle Époque) e lá topamos com: Toulouse Lautrec, Degas, e Gauguin.

Mas há uma outra plêiade de coadjuvantes que fazem valer o filme:

Os museus do Louvre, Monet e Rodin, o rio Sena, a Notre Dame, Trocadéro e Torre Eiffel à noite, Montmartre, Champs Elisées, Ópera Garnier, o Mercado das Pulgas, os Jardins de Luxemburgo, Pigalle, o Arco do Triunfo, e as ruas e cafés parisienses.




Woody Allen podia ter "descoberto" Paris há uns trinta anos atrás. Eu também.

Museu D'Orsay e redondezas (7ème)













O Museu d'Orsay é o segundo museu em público de Paris, ao que parece. A fila dava a entender que ficaríamos nela por duas horas. Em uma cidade repleta de opções como Paris não sei se compensa perder duas horas em uma fila, então, fica para outra vez.