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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A bela e o monstro ou o sonho de Adolf.



"Depois, em 28 de junho [1940], antes de que a maioria dos parisienses acordasse, ele fez sua única visita à capital francesa ocupada. Não durou mais do que três horas.  Acompanhado pelos arquitetos  Hermann Giesler e Albert Speer, e por seu escultor preferido, Arno Breker, Hitler desceu no Aeroporto de Le Bourget às 5h e 30 min, extraordinariamente cedo para ele. O tour rápido começou na Ópera Nacional de Paris. Hitler ficou emocionado com a sua beleza. Passaram de carro pela igreja Madeleine, cuja forma clássica o impressionou, subiram o Champs Elysées, pararam no Túmulo do Soldado Desconhecido, sob o Arco do Triunfo, contemplaram a Torre Eiffel e observaram em silêncio o túmulo de Napoleão nos Invalides. Hitler admirou as dimensões do Panthéon, mas achou o seu interior "uma decepção terrível" e parece ter ficado indiferente às maravilhas medievais de Paris, como a Sainte Chapelle. A excursão terminou curiosamente no monumento à devoção católica do século XIX, a igreja de Sacré-Coeur. Com uma última vista do alto de Montmartre, ele foi embora. Ver Paris, contou para Speer, era o sonho de sua vida. Mas, para Goebbels, disse que achara grande parte da cidade muito decepcionante. Havia pensado em destruí-la."

Fonte: KERSHAW, Ian. Hitler. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. P.594-5. 1077p.

domingo, 16 de outubro de 2011

Dia Mundial do Pão.



Croissant na Chocolat Rouge. 3 por 2,10 euros.
50 Rue Rambuteau, 750004.
Em frente ao Beaubourg.
Que delícia...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Filmes parisienses (6)


Paris
(2008)


Dos filmes que vi sobre Paris este é o que se aproxima mais da visão que tive da cidade. Não é glamouroso, hollywoodiano, blasé, esnobe, ou que tais. A Paris mostrada é a do quotidiano de pessoas comuns, há beleza, mas os clichês estão reduzidos ao mínimo. O filme é semelhante a Short Cuts ou a Les uns et les autres: a vida das pessoas se cruza de uma certa maneira, mas cada um vive a sua dor e a sua alegria intransferível.



Um bailarino que tem apenas alguns meses de vida, sua irmã que possui três filhos de dois casamentos frustrados, um professor de História que se paixona por uma aluna, a sua jovem aluna que usufrui da sua beleza, uns feirantes, e um camaronês que sonha com uma nova vida na França.



Dá-lhe Montmartre, o filme está locado lá, mas de uma forma diferente de Amélie Poulain. Filmado no outono e no inverno, quem teve a oportunidade de conhecer a capital francesa vai gostar de identificar os diferentes bairros e ruas da cidade. Quem ainda não foi, vá enquanto estiver vivo.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Filmes parisienses (5)


















Mes amies, este filme nem parece que é de Godard, o chato. Nana (Anna Karina) é uma jovem atriz (ou pretendente a atriz) que larga marido e filho pequeno para tentar a carreira cinematográfica. Vai trabalhar como balconista em uma loja de discos na Boulevard Saint-Germain (5ème), Paris, 1962. Sem dinheiro para pagar o aluguel é ilegalmente despejada pelos próprios locadores. Enquanto passeia a esmo, sem saber o que fazer, um rapaz a confunde com uma prostituta e lhe propõe um programa. A moça, sem desespero, mas sem opções, entra amadoristicamente neste ramo. Esta é a principal temática do filme.

O tratamento dado ao objeto diferencia-se de tudo o que já vi: não é aquela coisa apaixonada dos filmes latinos, em que anexa à descida aos infernos há um discurso calejado sobre a exploração social, não é moralista à maneira do fundamentalismo estadunidense e nem aquela coisa inglesa de que toda perversão é divertida. A transição da moça para a prostituição ocorre gradativamente, aos poucos ela se enquadra no novo papel social, e há um diálogo que funciona como um manual de introdução ao trabalho nas ruas, citando inclusive as fontes normativas pertinentes ao assunto.

O filme é dividido em doze capítulos, com subtítulos, há diversas referências literárias e a filmes clássicos dos anos vinte e trinta, e também a Truffaut, Louise Brooks, a guerra da Argélia (preste atenção na cena de uma rajada de metralhadora!).... Há também um ótimo diálogo da protagonista com um filósofo em um café parisiense, sobre o pensamento, a palavra e o amor, naquele jeito esférico de filosofar típico dos franceses.

Sem dúvida nenhuma, é o melhor filme de Godard a que assisti até o momento, bem mais interessante do que Acossado.

É muito legal também ver a Paris do início dos anos sessenta, você reconhecerá certamente o Quartier Latin, a região do teatro Châtelet e o maior destaque vai para a Champs-Élysées. Acho que o ar provinciano da cidade ainda se conserva, de certa forma, meio século depois.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Voltando para casa



A volta para casa pode trazer alguns transtornos. Vou separar as informações com base na experiência que tivemos.

1. Confirme o seu voo por email e imprima o documento com antecedência. Havia indício de greve e atrasos nos voos.

2. É melhor partir de casa com três horas de antecedência. Se for receber a sua détaxe terá que enfrentar filas.

3. Saímos da estação Châtelet/Les Halles no RER B3 às 7h e 10 min. O trajeto até o terminal 2F do aeroporto Charles De Gaulle levou pouco mais de trinta minutos e custou 9,10e=R$22 por pessoa. Por táxi o tempo estimado é de 50 min e custo entre 50 e 60 euros. Por trem a desvantagem é que você corre o risco de ir em pé todo o trajeto. Se optar, ainda assim, por ir de trem, escolha o último vagão que é mais espaçoso para você e sua bagagem.

4. Descendo no segundo ponto do De Gaulle procure o terminal de sua companhia. Para os voos diretos da Air France vá para o segundo andar, no sexto guichê.

5. Com o documento que você imprimiu vá a um dos vários terminais de autoatendimento e siga as instruções (em português) para imprimir as passagens. É fácil e rápido.

6. Vá para o check in, é muito parecido com o do Brasil, menos no fato de que não há um funcionário para colocar a sua mala na pesagem.

7. Aqui no Brasil a Air France informa em seu site que você poderá despachar duas malas com até 32kg cada, nos diretos (internacionais). Mas em Paris, quando você imprime o documento por email você é informado de que o limite é de 23kg cada, para passageiros das classes econômicas, então é bom ficar atento. Juridicamente vale o que você contratou aqui no Brasil, problema do fornecedor se informa incorretamente pelo site de vendas, mas vá fazer valer o seu direito em uma hora dessas, em outro país, falando outro idioma.

8. Após o check in vamos para a fila maior, a do controle policial. Há duas filas, na verdade, mas um dos aparelhos de raios x deu defeito. Um funcionário do aeroporto avisou, em francês, de que teríamos que pegar outra fila. Uma brasileira atrás de mim perguntou: "english?". O funcionário disse: "Non", e repetiu a instrução em francês. Eu acho um absurdo, um funcionário de um aeroporto internacional em uma cidade repleta de turistas e estrangeiros não saber inglês básico. A culpa não é dele, como pessoa, mas da administração do aeroporto.

9. A fila do controle policial era dividida entre portadores de passaportes europeus e os de outros continentes. Apesar da tentação de sentirmo-nos discriminados, as duas filas fluíam com quase a mesma intensidade. Após uma meia hora estávamos no saguão de embarque, que você vê na foto.

10. Ainda havia quarenta minutos para o embarque, e eu procurei as tais maquininhas de détaxe. Encontrei duas, ambas com defeito. Foi a primeira vez que pensei não estar em um país desenvolvido.

11. A área de embarque é repleta de lojas, restaurantes e lanchonetes.

12. O voo saiu com duas horas de atraso, devido, em primeiro lugar, ao fato de que havia uma poça de combustível próxima à uma das rodas, e os bombeiros não queriam dar permissão de decolagem enquanto o problema não fosse esclarecido e resolvido. Depois o mecanismo de tração de combustível não funcionava corretamanete e o tanque não abastecia por completo.

Hora de voltar para casa...

13. Com uma viagem tranquila, e com o menu da volta de melhor qualidade do que ida, chegamos ao Rio de Janeiro sem outros aborrecimentos. Comprei um perfume no free-shop acreditando que os preços aqui eram mais convidativos do que em Paris, no que diz respeito a perfumaria. A diferença a menor era de apenas um euro e alguns centavos.

14. Passar na alfândega é que foi curioso. Nada do que se vê em filmes e ouve-se nos relatos alheios. Apenas entregamos uma declaração, em português, distribuída durante o voo, em que afirmamos estar de acordo com a legislação tributária brasileira em todos os ítens (é só marcar não em todas as questões). Não vi luzes acendendo verde ou vermelho e nem fiscalização nas bagagens. Não sei informar se é sempre assim.
Veja bem: nós realmente não infrigimos a legislação, não adquirimos nada além dos limites, não estou induzindo ninguém a burlar dada à fragilidade da fiscalização.

Bom, aos meus leitores, é tudo o que tenho a dizer. Quaisquer dúvidas é só comentar nos posts que eu responderei o que souber com o maior prazer.

Um abraço a todos e bons passeios!

sábado, 3 de setembro de 2011

Champs-Élysées e arredores (8ème) (2)
























Em 1985 eu li na revista Bizz que Londres possuía as três maiores lojas de discos do mundo: Tower, HMV e a Virgin com dezenas de repartições. Ir a Londres comprar muitos vinis foi um sonho não realizado. A Virgin da Champs-Élysées tem quatro andares de livros, cds, dvds, vinis e eletrônicos. Eu não gosto de ser fotografado, mas poder comprar aqui foi significativo para mim.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Champs-Élysées e arredores (8ème)












A Champs-Élysées é a mais conhecida das grandes avenidas comerciais de Paris, mas o fluxo de pessoas não chega a ser estressante devido à arborização e à largura dos passeios que comporta bem a população.














domingo, 28 de agosto de 2011

Grand Palais e Petit Palais (8ème)



Petit Palais.





Grand Palais.



Grand Palais.







Churchill.






O Grand Palais e o Petit Palais são construções da III República (Av. Winston Churchill), da virada do século XIX para o XX. Ecléticos, estão voltados para exposições de artes, principalmente. Repare nas placas alertando aos proprietários de cães.