Já disse aqui que não entendo (e nem vou entender) nada de moda, mas no Marais (4e) e no Quartier Latin (5e) eu vi um bocado de gente bem vestida. Eu acho que pedir para tirar foto dos outros é meio que uma violência, mas o site The Sartorialist faz isto direto, e bem.
"It can happen to you, it can happen to me, it can happen to everyone eventually" (Yes, 1983)
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Degustação de vinhos.
Em Paris você adquire vinhos razoáveis nos supermercados a partir de três euros, vinhos como Beaujolais em casas especializadas a partir de cinco ou seis euros, e a partir de quinze euros já leva produtos de boa qualidade. Nos cafés e bar à vin é comum uma taça de vinho custar o equivalente a um refrigerante ou suco.
Este estabelecimento, um dos maiores do mundo, além de vender garrafas para colecionadores abastados (mais de vinte mil euros), oferece, a cada três semanas, em média, um dia dedicado à degustação de cerca de uma dezena de vinhos a partir de setenta e cinco euros. Se você, como eu, tem melhor destinação para este valor, é possível, por muito menos, seguir a sua intuição e utilizar das máquinas de degustação do primeiro piso.
Lavinia: 3, boulevard de la Madeleine (9e). Aberta de segunda à sábado, entre 10 e 20h. Metrô: estação Madeleine (linhas 8,12 e 14)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Salon Manga no Beaubourg
Kaori Yoshikawa
Eu já comentei aqui que achei o Beaubourg (Centre Georges Pompidou) muito mais interessante do que o Louvre. Na verdade nem são comparáveis entre si, são museus de distinta natureza, mas o fato é que todo mundo já ouviu falar do Louvre, mas muitos desconhecem o Beaubourg. A partir de quarta-feira próxima (oito de fevereiro) até vinte e oito de maio o museu apresentará uma exposição sobre os mangas japoneses, organizada pela mangaka Kaori Yoshikawa. O objetivo da mostra é o de realizar uma experiência de leitura conforme os diversos gêneros de quadrinhos. O público poderá, inclusive, participar de oficinas de criação de desenhos e videos. Eu tenho a impressão de que os mangas são extremamente parecidos, de modo geral, mas quem sabe uma exposição como esta possa estabelecer diferenciações.
Horário: Terça a domingo, das 12 as 22h. Entrada: 13 euros. Metro: Rambuteau (linha 11)
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Skate flutuante (Hover Board)
Lembra-se do skate flutuante (hover board) de Michael J. Fox em De volta pra o futuro 2? Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Paris VII conseguiu concebê-lo. O Magsurf funciona à base de azoto líquido, que o mantém flutuando a alguns centímetros do solo (isto é grego para mim). Amanhã (04/02), entre 14 e 20h, o público poderá testá-lo no Teatro Gaité Lyrique, sobre o qual já escrevemos aqui.
La Gaîté Lyrique, 3 bis rue Papin 75003 Paris (Metros Réaumur-Sébastopol / Arts et Métiers / Strasbourg Saint-Denis)
Fonte: http://www.paris.fr/accueil/accueil-paris-fr/faites-du-surf-en-levitation-a-la-gaite-lyrique/rub_1_actu_111353_port_24329
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Webcams em Paris
Neste exato instante em que escrevo está fazendo três graus negativos em Paris, e vem mais frio por aí. É o dia mais frio desde fevereiro do ano passado. Se você, como eu, quer ver a chegada da neve prevista para a próxima sexta ou sábado, poderá visitar este site meteorológico com uma dúzia de webcams atualizadas a cada três segundos. Bom, é legal de vê-las mesmo sem neve. Dê um pulinho lá.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Neve em Paris
A metereologia acredita que nevará na próxima sexta-feira (03/02) com as temperaturas mínimas atingindo -10°C. Até a semana passada o inverno da Europa ocidental estava mais para o início da primavera, com temperaturas médias na capital francesa em torno de 8°C.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Filmes parisienses (8)
Paris está em chamas?
(1966)
"O fim da ocupação alemã da França estava próximo. Ela ainda demoraria várias semanas para se completar, mas o momento simbólico aconteceu quando um levante popular, inspirado por greves, e um ataque da Resistência francesa aos ocupantes germânicos, além da disposição do comandante alemão, general Dietrich von Choltitz, de render-se (apesar das ordens de Hitler para reduzir Paris a escombros se não pudesse segurá-la) (grifos meus) levaram o supremo comandante dos Aliados, general Dwight Eisenhower, a dar uma divisão francesa a honra de libertar a capital francesa, em 24 de agosto."
KERSHAW, Ian. Hitler. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. P.902.
Em meados da década de oitenta a Globo exibiu este filme em uma noite qualquer, lembro-me que o título me chamou a atenção, mas comecei a vê-lo no exato instante em que um oficial alemão perguntou ao seu comandante recém-chegado à Paris ocupada: "É uma cidade tão bonita. O senhor teria coragem de destrui-la?" "Nós somos soldados", foi a resposta do general, ou algo assim. Achei, àquela época, que se tratava de uma ficção estereotipada e mudei de canal ou fui dormir.
Paris está em chamas? é um filme de qualidade, com fundamentação histórica, com roteiro de ninguém menos que o escritor Gore Vidal e por Francis Ford Coppola. Tem uma gama de astros (Kirk Douglas, Glenn Ford, Orson Welles, Anthony Perkins, Charles Boyer, Yves Montand, Leslie Caron, Jean-Paul Belmondo, Simone Signoret, e Alain Delon). e inclui algumas cenas reais mostrando o combate das diferentes organizações da Resistência francesa contra a Wehrmacht e a SS. Não é um filme maniqueísta, mas é óbvio que enche a bola da Resistência francesa e dos comandantes estadunidenses, claro. Mas é muito interessante reconhecer as locações na capital francesa (cerca de cento e oitenta ruas e monumentos), particularmente para quem já visitou a cidade.
Barbie-pebolim.
De presente para sua filha...
Fonte:http://roede.blogspot.com/2012/01/parque-de-diversoes-no-grand-palais.html
domingo, 22 de janeiro de 2012
Locações de apartamentos para temporada (Locations meublées touristiques)
No ano passado foi veiculada a notícia de que as locações de apartamentos para temporada em Paris teriam sido legalmente proibidas dado o seu impacto no valor dos alugueres residenciais. Assim, quem viajava para a capital francesa com um contrato assinado para ficar alguns dias ou semanas em um apartamento com esta finalidade sabia que estava correndo algum risco com a fiscalização municipal. Esta matéria vem esclarecer o assunto. http://www.paris.fr/accueil/accueil-paris-fr/locations-meublees-n-oubliez-pas-de-les-declarer/rub_1_actu_110760_port_24329
A locação para temporada cresceu bastante nos últimos tempos em Paris (mais de vinte mil locações nos últimos cinco anos). Nas regiões Oeste e no Centro (1, 2, 3, 4, 7, 8, e 9 arrondissements), as locações para temporada chegam a representar vinte por cento das ofertas. Com valores próximos aos da hotelaria, as locações para temporada chegam a custar o dobro ou o triplo de um contrato de longa temporada, o que causa um forte impacto na vida dos munícipes.
O proprietário do imóvel que será destinado a locações para temporada (inferior a um ano) tem que requerer uma autorização junto à prefeitura de Paris e arcar com algumas compensações. As multas judiciárias por descumprimento são elevadas. O difícil para o turista locatário, a princípio, é verificar se o imóvel que está alugando encontra-se em situação regular.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Aeroporto de Orly
Voo direto somente não é vantajoso quando confrontado com uma diferença de valor considerável para o voo com escalas (uma apenas, duas, eu já penso que é demais). No ano passado nós viajamos direto para Paris, pousando no CDG (Charles de Gaulle). Este ano, o mesmo voo (dia e hora) está, no presente momento, 26% mais caro. Então, eu vejo que desta vez terei que pegar uma conexão, e o destino final é o aeroporto de Orly, ao sul de Paris.
Sobre aeroportos a preocupação maior é como, por quanto tempo e por quais meios e valores você chega e sai de lá. Vamos começar pela chegada. Você passou pela polícia francesa, pegou as suas malas e agora: vai de táxi, ônibus, transfer ou RER? Eu já narrei a minha experiência anterior no CDG (http://enaldoemparis.blogspot.com/2011/07/do-aeroporto-ao-apartamento-taxi-ou-rer.html).
Ao contrário do CDG, os trens municipais RER não passam em Orly, então é preciso pegar uma conexão até uma das linhas disponíveis:
para RER B: (corta Paris no sentido sul-norte, estações Denfert-Rochereau, Saint Michel/Notre Dame, Châtelet-Les Halles, Gare du Nord): você pega a navette Orlyval (é um metrô automático), porte A (se em Orly Ouest, no nível da plataforma de embarques) ou porte K (Orly Sud). O Orlyval funciona entre 6 e 23 h (por isto é bom ficar atento se precisar fazer check in antes das 6 horas!), a cada quatro minutos. O ponto final é na estação Antony onde pegará o RER B. Tarifa combinada (Orlyval e RER): 10,90 euros. Tempo estimado até Châtelet-Les Halles: 35 min.
para RER C: (margea todo o rio Sena): você pega um ônibus "Paris par le train" (http://www.parisparletrain.fr/fiches_horaires/pplt_FHNPPT_PF.pdf) a cada 15 min (Orly Sud: porte F, Orly Ouest: Porte G, nível de desembarque) até Pont de Rungis e toma o RER C no sentido Pontoise. Tarifa combinada (ônibus e RER): 6,45 euros. Tempo até a estação Saint-Michel Notre Dame: 35min. A linha de ônibus "Paris par le train" foi inaugurada no mês passado e funciona entre 4 h e 41 min até 0 h e 56 min.
Ônibus (Orlybus): Acho que ir de ônibus também pode ser uma boa opção, principalmente para quem quer ver a cidade. Saem de Orly Sud (D) e Orly Ouest (G) e vão até a estação Denfert Rochereau (14e) (metrô linhas 4 e 6). A cada vinte minutos, trajeto entre 20 e 30 minutos, tarifa: 6,90 euros.
Táxi: Primeira vez em Paris? Vai acompanhado(a)? Mala pesada? Cansado de mais de quinze horas de voo e conexão? Vá de táxi, é a melhor opção. Sentadão, seguro(a) e tranquilo(a), pode arriscar o seu francês ou inglês com o motorista e curtir a cidade. De Orly até Châtelet-Les Halles fica em torno de quarenta euros. Tempo estimado: quarenta minutos.
Há outras opções no site. http://www.aeroportsdeparis.fr/ADP/fr-FR/Passagers/Acces-Plans-Parking/Paris-Orly/Acces/Transports-En-Commun/paris-orly-transports-en-commun.htm. O aeroporto de Orly é mais bem servido do que o CDG.
Quem for fazer check in antes das seis da matina, a solução, salvo melhor informação, é reservar um táxi, pois não há mais a linha 120 do ônibus noturno Noctilien, que ligava Châtelet-Les Halles à Orly Sud. Há, no entanto, as linhas 31 e 131 saindo da Gare de Lyon (http://www.noctilien.fr/Noctilien/Recherche.do)
Ao contrário do CDG, os trens municipais RER não passam em Orly, então é preciso pegar uma conexão até uma das linhas disponíveis:
para RER B: (corta Paris no sentido sul-norte, estações Denfert-Rochereau, Saint Michel/Notre Dame, Châtelet-Les Halles, Gare du Nord): você pega a navette Orlyval (é um metrô automático), porte A (se em Orly Ouest, no nível da plataforma de embarques) ou porte K (Orly Sud). O Orlyval funciona entre 6 e 23 h (por isto é bom ficar atento se precisar fazer check in antes das 6 horas!), a cada quatro minutos. O ponto final é na estação Antony onde pegará o RER B. Tarifa combinada (Orlyval e RER): 10,90 euros. Tempo estimado até Châtelet-Les Halles: 35 min.
para RER C: (margea todo o rio Sena): você pega um ônibus "Paris par le train" (http://www.parisparletrain.fr/fiches_horaires/pplt_FHNPPT_PF.pdf) a cada 15 min (Orly Sud: porte F, Orly Ouest: Porte G, nível de desembarque) até Pont de Rungis e toma o RER C no sentido Pontoise. Tarifa combinada (ônibus e RER): 6,45 euros. Tempo até a estação Saint-Michel Notre Dame: 35min. A linha de ônibus "Paris par le train" foi inaugurada no mês passado e funciona entre 4 h e 41 min até 0 h e 56 min.
Ônibus (Orlybus): Acho que ir de ônibus também pode ser uma boa opção, principalmente para quem quer ver a cidade. Saem de Orly Sud (D) e Orly Ouest (G) e vão até a estação Denfert Rochereau (14e) (metrô linhas 4 e 6). A cada vinte minutos, trajeto entre 20 e 30 minutos, tarifa: 6,90 euros.
Táxi: Primeira vez em Paris? Vai acompanhado(a)? Mala pesada? Cansado de mais de quinze horas de voo e conexão? Vá de táxi, é a melhor opção. Sentadão, seguro(a) e tranquilo(a), pode arriscar o seu francês ou inglês com o motorista e curtir a cidade. De Orly até Châtelet-Les Halles fica em torno de quarenta euros. Tempo estimado: quarenta minutos.
Há outras opções no site. http://www.aeroportsdeparis.fr/ADP/fr-FR/Passagers/Acces-Plans-Parking/Paris-Orly/Acces/Transports-En-Commun/paris-orly-transports-en-commun.htm. O aeroporto de Orly é mais bem servido do que o CDG.
Quem for fazer check in antes das seis da matina, a solução, salvo melhor informação, é reservar um táxi, pois não há mais a linha 120 do ônibus noturno Noctilien, que ligava Châtelet-Les Halles à Orly Sud. Há, no entanto, as linhas 31 e 131 saindo da Gare de Lyon (http://www.noctilien.fr/Noctilien/Recherche.do)
Um gato em Paris
Um gato em Paris
(2010)
Uma garotinha parisiense deixou de falar após o homicídio de seu pai por um pérfido chefe de gangue. A mãe, detetive de polícia, quer prender o assassino de seu marido. A menina só se comunica com seu gato, que, por sua vez, auxilia um ladrão nos seus crimes noturnos.
O desenho é bonito, mas tem uma trama pobre e muito surrada: o bom ladrão regenerável versus o chefão cruel auxiliado por panacas. As referências a Paris são escassas e muito óbvias. É um desenho que fica muito aquém de obras como As bicicletas de Belleville, O mágico ou Chihiro.
Diverte, por menos de uma hora, e não vejo qualquer razão para ter sido tão badalado.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
A Chinatown parisiense
Quando eu era criança ouvi falar em Chinatown pela primeira vez em um filme locado em São Francisco, e mais tarde fiquei confuso ao ouvir novamente a expressão em outro sobre a máfia novaiorquina. Mas só fui saber que Paris tem uma Chinatown há alguns minutos atrás. Fica justamente no 13e (juntamente com o 20e, são os dois arrondissements que não visitei em minha viagem).
Bairro chinês pode ser interessante não só por sua cultura, mas também porque restaurante chinês é vital para vegetarianos como eu, sinônimo de repasto bom e barato. Duas avenidas aqui são fundamentais, caminhando para o limite de Paris (o Anel Periférico): Choisy e d"Ivry, com muitos restaurantes de culinária oriental (chineses, vietnamitas, tailandeses, e laoítas). Sem querer falar sobre o que eu não vi, deixo aqui, no entanto, o nome e o endereço de um restaurante muito elogiado:
Lao Lane Xang 2 (105 avenue d'Ivry). Gasto médio: 18 euros. Aberto de quinta à terça, entre 12 e 15h, entre 19 e 23h. Metrô: estações Tolbiac (linha 7) e Olympiades (linha 14)
O bairro tem inclusive uma igreja contemporânea (2005) dedicada à comunidade católica chinesa: a Notre Dame de Chine.
Os irmãos Tang formaram uma rede de supermercados de produtos asiáticos. Há também restaurantes (Chez Tang)
Entre 14 e 29 de janeiro a prefeitura regional (mairie) do 13e irá promover o Festival Asiatique. Dia 23 de janeiro começa o ano novo chinês (Dragão), com desfile no domingo, dia 29 de janeiro.
O 13e também possui a Biblioteca François Miterrand e o quartier Butte-aux-Cailles, mas são assuntos para posts específicos.
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