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terça-feira, 24 de julho de 2012

Heathrow Airport Terminal 5: chegando em Londres.


Nós viajamos neste avião. Durante o voo eu vi um vídeo sobre o Terminal 5 do Heathrow Airport, mas fiquei bobo com a vastidão do mesmo assim que chegamos de viagem.



Após descer do avião, você pega um vagão automático de C Gates  para o setor de chegadas. É só acompanhar a galera. Depois você pega o elevador e sobe um andar. Nesta hora eu já estava ansioso e é provável que eu me engane sobre o que estou informando.





O controle de fronteiras (Border Control) é mais rigoroso do que na França (cujo policial em Paris apenas nos pediu os passaportes), mas não traumatiza. Havia fila única com algumas dezenas de pessoas. Seis policiais calmos (todos homens) e educados faziam algumas perguntas. Nós não tínhamos o que temer, mas eu vi que todos nós, de diversas nacionalidades, demonstrávamos alguma apreensão. O policial nos perguntou: por que estávamos no Reino Unido; por quanto tempo; onde iríamos ficar; em que trabalhávamos... Não nos exigiu comprovantes e nem demonstração de renda. Enquanto perguntava ele já carimbava os passaportes. Ao lado, um jovem brasileiro com um sorriso maroto e postura corporal relaxada foi "provisoriamente" barrado, alguns minutos antes. A postura dele me pareceu a de alunos que querem passar a conversa em professores, enquanto uma amiga sua respondia às questões do policial. Não sei no que deu.

Voando pela British Airways


Na ida a bagagem de mão é etiquetada. Na volta, não. Ponto para a British brasileira.


Confirmei a informação de que os aviões da Iberia não disponibilizam monitores individuais. Sem estes monitores eu não viajo. Faça o mesmo.Valorize o seu dinheiro.


O espaço para pernas da BA é melhor do que na Air France (ambos na classe econômica, está me confundindo com quem, rs...?)


Classe econômica (world traveller).


O leque de opções de entretenimento da BA é inferior ao da Air France, e fraquíssimo em matéria de rock e música em geral, surpreendentemente. Na Air France há muito mais títulos de cds e filmes, em diversas línguas e legendas. Ponto para a Air France.


Entre os Essential Albums estão Ziggy Stardust (merecido) e Chariots of Fire (ahn?)


Estes videos de orientação me facilitaram tramitar no Heathrow Airport Terminal 5. Assista-os.

Todos os atendentes eram ingleses, com exceção de um português que foi a salvação dos compatriotas que não vão além do inglês básico. Os comunicados da tripulação eram sempre em inglês. Sem bancar a vítima, eu acho isto um absurdo, um desrespeito, uma falha da empresa para com o Código de Defesa do Consumidor, pois o voo parte do Brasil, metade dos passageiros são brasileiros, os contratos são celebrados em nosso ordenamento jurídico e sujeitos às convenções internacionais.. Com a palavra, a fiscalização do governo da República Federativa do Brasil.



O almoço foi semelhante ao que desfrutei no ano passado pela Air France para Paris. A empresa de catering deve ser a mesma. No Brasil continuam não entendendo o que vem a ser a gastronomia vegetariana. Mas não foi ruim.


Eu adoro acompanhar a viagem pelo monitor, com exceção do longo trecho pelo Oceano Atlântico ao longo da costa africana.


Não é mole ficar mais de onze horas sentado. Eu gosto de ir para o fundo procurar conversa, mas desta vez, voo madrugal, ninguem quis papo.











A partir daqui eu cansei de tirar fotos e tentei dormir um pouco, sem sucesso.

Embarcando para Londres



Alguns dias antes da data de partida (11 de julho) fui conferir os meus dados no site da British Airways. O meu pedido de refeição vegetariana não constava. Tentei alterar no próprio site e não foi possível, não reconhecia o meu último nome. Liguei para a companhia, e no segundo atendimento, após o estranhamento inicial com as expressões idiomáticas do atendente português (como: "o que deu?") fui informado que no registro constava o meu nome do meio aglutinado ao final, e a partir daí tive que mantê-lo assim para todos os efeitos.

O check in online também ofertou surpresas. No primeiro minuto da abertura, lá estava eu, e não foi possível efetuar a escolha de poltronas, por problemas técnicos. Aguardei uns dez minutos, e numa tentativa posterior lá estavam as poltronas designadas para mim e minha namorada. Desta vez, a surpresa foi boa, pois, conforme havia ocorrido no voo do ano passado pela Air France, por ser minha primeira viagem pela BA imaginei que nos colocariam nas piores poltronas. O avião, um Boeing 777-200, creio, possui filas com três séries de três poltronas (veja aqui). Havia umas vinte alternativas disponíveis, mas não fariam diferença)

Fomos para o Galeão, chegamos três horas e meia antes do voo BA028 (partida às 22h e 50min) e já havia filinha, mas sem uma indicação clara. Pedi informações a um passageiro, um jovem inglês muito simpático que voltava para Londres, e me disse que adorara o Brasil. Ele ficou surpreso quando mencionei a violência no Rio. Foi o meu primeiro teste com o sotaque londrino. Perguntei a ele se conseguia me compreender, e ele me afirmou que conseguiria me virar bem com o meu inglês. Foi bem tranquilizador.

Três horas antes do voo o check in foi aberto. A atendente da BA me pediu para ver o cartão de crédito com que paguei as passagens. Esta exigência não consta do site ou do contrato. Foi coincidência eu o ter levado comigo. Quis mostrar o comprovante de pagamento e ela disse que isto não resolveria. Perguntei: E se o cliente não trouxer o cartão? - Aí, eu abriria novo procedimento junto ao meu superior.

Acho isto um absurdo e descumpre claramente o Código de Defesa do Consumidor. Bom, fique o leitor avisado: vai de BA, pagou com cartão, leve-o junto ao check in. Vai querer mexer com Juizado Especial de aeroporto pouco antes de embarcar?




Passado o check in, jogo rápido, fomos para a Segurança, e que, alegria, ninguém na fila. Brasileiros, ouvi: ninguém na fila!




Com mais de duas horas antes da partida, o que fazer? Fomos ao free shop e não vimos nada interessante, além do mais, comprar na ida para quê? Tirei esta foto porque fiquei pensando: quem daria dezenas de dólares por caixas de bombom sonho de valsa? Na Europa chocolates belgas custam menos e são muito melhores.



Vi a placa de free wifi e fui até o balcão de informações pedir a senha. A atendente me disse: " -É, realmente existe uma senha..." Não me deu a senha, não me deu solução e não procurou saber.  Fiquei sem internet.



Brasil. Um país de tolos. A Tim, novamente, só pisou na bola.



O voo da BA para Londres é o último do dia. Galeão deserto. 



Olha, gente. Funciona mesmo. 



Quatro reais para molhar a garganta. Depois eu te conto sobre os preços no aeroporto de Londres.

Linha editorial (II)



Vou manter o nome do blog por questões práticas, embora a primeira pergunta que vem seria, por que não mudá-lo ou fazer um blog específico sobre Londres. Mas isto criaria novas dificuldades para o futuro.

Minha paixão por Paris não diminuiu em nada.

Mas nas próximas semanas London is calling.

Dreams come true (II)


Aos leitores deste blog.



Desde a década de oitenta que eu sonhava conhecer Londres...

12 dias, 9 museus, 13 boroughs, 9 linhas de metrô, dezenas de lojas, centenas de ruas, o segundo maior shopping da Europa, parques, um estádio de futebol e muita coisa para contar em cerca de 2400 fotos e 60 vídeos (10 Gb de dados em três câmeras) da cidade mais legal que conheci até agora.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Inauguração do Shard




The Shard é o edifício mais alto da Europa, e fica em Londres. Inaugurado hoje com este belo show de lasers, o arranha-céus é voltado para negócios, hotelaria, spa, e moradia de abastados. Por £24,95 (R$87 aprox.) os ingressos para aceder ao seu cume, já estão à venda, com abertura em fevereiro do ano que vem.

O vídeo oficial é bem superior: http://the-shard.com/inauguration/

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cápsula transporta passageiros do terminal 5 do Heathrow até o estacionamento.

Estava me familiarizando com o gigantesco aeroporto Heathrow de Londres e encontrei alguns vídeos sobre uma cápsula (pod) que transporta, por meio de simples acionamento do passageiro, do terminal 5 ao estacionamento e ponto de táxis do aeroporto, distante cinco quilômetros. Gratuito, sem hora marcada, com instruções em um inglês básico.

quinta-feira, 28 de junho de 2012



Inaugurado o Emirates cable car.

Dia mais quente do ano em Paris e Londres





Hoje foi um dia de verão atípico para os lados do mar do Norte. Fez 33°C em Paris e 28°C em Londres, o dia mais quente do ano até agora. Para os habitantes e turistas que esperavam pelo sol e calor, no entanto, a previsão é de tempo nublado e chuvoso para os próximos dias.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Soldes d'été (Liquidação de verão)



O período de liquidação de verão na França é determinado pelo Ministério da Economia e Finanças, e a de Paris este ano vai de hoje (27 de junho) até 31 de julho. Provavelmente esta regulamentação do comércio tem origens nos tempos do Antigo Regime e do mercantilismo, pois se trata claramente de uma interferência estatal no livre comércio. O surpreendente da liquidação parisiense é que você tem mesmo a sensação de entrar nas lojas e ver bons produtos em...liquidação! Não é aquela coisa típica daqui, em que o fornecedor eleva o preço acima do mercado e depois lhe seduz com um desconto que nada mais é do que a adequação do preço à lei da oferta e da procura. Veja o que escrevi sobre o assunto aqui quando estive lá, no ano passado.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Emirates Air Line



O teleférico (cable car) que unirá as duas margens do Tâmisa será inaugurado na próxima quinta-feira, dia 28 de junho. Com capacidade para até dez pessoas, a travessia sobre o rio durará apenas cinco minutos, com tarifa de adulto a £3,20 (R$11 aprox.), para quem possui Oyster Card, £4,30 (R$15 apr.) a tarifa individual e £16 (R$55 apr.) o passe para dez percursos. Ligará duas estações da empresa entre a região do parque de Greenwich (ao sul do Tâmisa) com as Docas (ao norte), próxima ao centro olímpico. Cada vagão irá passar a menos de um minuto um do outro.


domingo, 24 de junho de 2012

Londres está chamando.



Não é jabá, a propaganda, com o clássico do The Clash, é muito legal.

Ilha Tiberina



A Ilha Tiberina é cercada de lenda, os romanos a evitavam porque acreditavam que a ilha surgiu dos restos mortais do rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, deposto, morto e jogado no fundo do Tibre (509 a.C.). Próxima ao Capitólio, as suas pontes datam do século I.a.C. e lá está um templo em homenagem a Esculápio, divindade romana da medicina. Vendo estas fotos eu me reporto ao cotidiano da Roma republicana e do principado.
























Fotos de Frederico de Abreu

sábado, 23 de junho de 2012

Il Vittoriano


A primeira vez que vi este monumento achei-o exagerado, suspeitei de ser obra kitsch da monarquia ou do fascismo. Construído e reformado entre 1906 e 1935, Il Vittoriano é isto mesmo. O monumento em homenagem ao rei Vitor Emanuel I (1870-8) recebe de parte do público e da crítica restrições à sua ostentação. Mas, francamente, até que eu gosto.