"It can happen to you, it can happen to me, it can happen to everyone eventually" (Yes, 1983)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
The British Library
Nós fomos por engano à Biblioteca Britânica, não que eu não quisesse ir até lá. Mas se digitar "British Museum" no Google Maps ele dá a indicação errada (faça um teste). Esta biblioteca é mais um local de pesquisa e estudo do que propriamente um museu. Há tours e áreas de visita, mas nós queríamos ir primeiro no Museu Britânico. Fica para outra vez, há documentos como a Magna Carta por lá.
domingo, 29 de julho de 2012
Estação Internacional de St. Pancras
Da estação internacional de King's Cross/St Pancras saem os eurostar rumo à Paris e Bruxelas. É necessário comprar os tickets com muita antecedência, e fazer check in e controle de fronteira na ida, e não quando você chega em Paris ou Bruxelas. A estação é bilíngue e muito voltada para o conforto dos franceses e belgas.
Hotel St Pancras Renaissance.
Diversos
Em quase toda esquina há este sinal para que o pedestre solicite a passagem. Não vi qualquer resultado prático, a maioria das pessoas nem aperta o botão.
No início da manhã você ganha um jornal, e no final da tarde também. Algumas pessoas o deixam nos bancos do metrô sabendo que há um funcionário que os recolhe mais tarde.
Teclado com grafia árabe na lan house (internet lounge) que eu usava.
Pela primeira vez em um pub.
Na esquina de minha rua há um pub, o Fountain's abbey. Perguntei à minha locadora se o estabelecimento era legal, ela me disse que nunca tinha ido lá e nos indicou outro a uns quinze minutos da rua. Eu, Matilde e Bárbara decidimos ir lá mesmo, perto de casa. Chegamos meio tarde (22h e 15 min) e eu não sabia que o pub iria fechar às onze. Fui até o balcão e expliquei que era a primeira vez que ia a um pub, que gostaria de uma cerveja tradicional, diferente das Lager (Pilsen e Premium) brasileiras. O garçon, um jovem inglês que estava começando a trabalhar lá, me explicou muito amavelmente o funcionamento do pub: você escolhe a cerveja, o tamanho (pint ou half pint, cerca de 560 e 300 ml, respectivamente), paga na hora, escolhe onde sentar e ninguém te pressiona a consumir mais. Pedi uma ale, a mais suave que tivesse, custava £1,82, paguei com duas libras e dei o troco para o atendente, que ficou vivamente agradecido.
O ambiente era muito agradável, como eu gostaria de ter um pub, de verdade, aqui em Juiz de Fora.
A ale é servida como um vinho branco, não é verdade que é "morna". O gosto aperta na boca, você estranha um pouco e bebe-se aos poucos. Não é diurética como as nossas, mas quando aperta, vem para valer.
Vinte para as onze uma atendente veio nos avisar que estava fechando. Há pubs que fecham somente às duas ou três da madrugada. Prometemo-nos que voltaríamos, mas como somente chegávamos em casa após as dez da noite, não valia a pena. Mas eu gostei demais da experiência.
Dica do Londres para principiantes: este site avalia os pubs no Reino Unido: http://fancyapint.com/. Deixei a minha opinião lá: http://fancyapint.com/Pub/london/fountains-abbey/1427
Dica do Londres para principiantes: este site avalia os pubs no Reino Unido: http://fancyapint.com/. Deixei a minha opinião lá: http://fancyapint.com/Pub/london/fountains-abbey/1427
sábado, 28 de julho de 2012
The Monument ou Teria sido alvo de preconceito étnico?
Eu não era o único a aguardar a abertura do Monument. Uma família composta de uma senhora, um rapaz de uns vinte e poucos anos e uma adolescente de uns dezesseis anos, conversavam em árabe, aparentemente, enquanto aguardavam. As duas mulheres não usavam nenhum tipo de lenço na cabeça. Pouco antes de abrir, o rapaz, em um inglês standard muito bom, veio me perguntar se eu sabia a altura do monumento. Eu chutei uma altura, e disse que sabia apenas que a construção era mais alta, e menos visitada, que a London Eye. Ele deu continuidade à conversa, uma família simpática.
Após a abertura, cedi passagem à família, que agradeceu com um largo sorriso. A escadaria é mais cansativa do que a da Sacre Coeur, e a senhora e eu ficamos meio que para trás, e fomos conversando. Eu achei que eles tinham ido com a minha cara.
Dá para ver pelas fotos que valeu bem a pena. Estávamos os quatro lá em cima conversando sobre a vista e Londres. Sentindo-me aceito, perguntei: vocês são de onde? - Da Áustria, e você? - Eu sou do Brasil.
As mulheres não esboçaram nenhuma reação diante da minha resposta. Mas o rapaz contorceu o rosto, ficou profundamente espantado com o fato, e, a partir daí, mudou completamente de atitude para comigo.
Aos leitores brasileiros: os europeus, de modo geral, não sabem NADA do Brasil, eles pensam que nós somos todos afrobrasileiros e que falamos espanhol, eu constatei isto por diversas vezes em Paris e agora em Londres. Eles só nos conhecem pelo futebol, nem mesmo carnaval é assim tão famoso. Eu entendi a reação do rapaz, e num primeiro momento, compreendi e não fiquei ofendido.
Por mais três ou quatro ocasiões tentei me socializar com o jovem, mas ele olhava seguidas vezes para o meu braço e para o meu rosto, com expressão de incredulidade. Perguntei se ele gostava de rock, e mostrei a usina de Battersea, capa de um disco de Pink Floyd. Ele fingiu que entendeu e encerrou o assunto. Em mais duas ocasiões ele reagiu como nós reagimos diante de um vendedor, de um pedinte, de algum pela-saco qualquer. Continuei tirando fotos e deixei para lá.
A família desceu antes de mim, a mãe e a garota se despediram, mas o cara não. Pensei: a Áustria não tem um passado histórico de grande igualdade para com os povos asiáticos, outro dia mesmo tinham um presidente ex-oficial nazista (papo bravo). Fiquei triste.
Desci alguns minutos depois, e a família estava debatendo alguma questão. Abri um mapa e pus a me localizar. O rapaz veio em minha direção, com ar de que queria informações.
Eu já tinha dado oportunidade para o jovem se retratar. Fingi que não vi e fui embora. Tolerância tem limite.
Assinar:
Postagens (Atom)





























































