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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Hyde Park





Era sábado à noite e a viagem caminhava para o seu fim. Até então havíamos passado em frente ao Hyde Park várias vezes mas não havíamos ficado nele. Nem é preciso dizer que não deu tempo para conhecê-lo, ele é muito extenso e já passava das nove horas da noite (o parque fecha às dez horas). Eu quis andar de bicicleta, um inglês me ajudou com os trâmites e fiquei muito feliz de poder fazê-lo. Você paga uma libra de cadastro, via cartão de crédito, e a primeira meia hora é gratuita. A bicicleta tem três marchas e é fácil de pedalar. Antes de dar o tempo (e eu substituir por outra) senti o desgaste físico. Prometi a mim mesmo que retornaria no dia seguinte, o que não aconteceu.



Ao contrário do que normalmente se acredita, achei o povo meio desleixado com as regras, eu só andava nas ciclovias e no lado esquerdo, como a mão inglesa, mas não é como a maioria dos ciclistas e pedestres faziam, então tive que ficar bem atento e tocar a campanhia várias vezes, mas foi tranquilo e seguro, no geral.




A Matilde posou com a bike e me pediu para não contar para ninguém que ela não sabe andar de bicicleta, então, fica só entre nós, tá, internet?




Eu achei sensacional, fora do comum, a segurança e tranquilidade do Hyde Park. Um parque no centro de uma cidade oito milhões de habitantes, e as pessoas curtindo o seu tempo livre, sem medo, sem alto custo, uma forma de lazer barata, ecológica e socializante. Nós estamos muito longe ainda deste tipo de civilização.






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