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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Adeus, Madri!


O retorno quase sempre é estressante. Quando viajamos pela primeira vez a Air France entrou em greve e pensei que o voo seria adiado. Em Londres houve três contratempos na burocracia da British. Tentei fazer o check in online na véspera em Madri e foi uma dificuldade encontrar lan-house e fazer o check in ser efetuado, perdi umas duas horas com isto.




O voo partiria às 11h e 50min, e saiu com um atraso de meia-hora que foi compensado no voo, chegando na hora exata no Rio, mas antes disto foi bem estressante:

1. Fomos de trem Cercanias C1-C3 a partir da estação de Puerta del Sol, com baldeação em Chamartin. Os passageiros somente são informados sobre o trem com destinação a Barajas um minuto antes dele chegar e você imagina a correria de sobe e desce escadas com malas pesadas na mão.Se não fosse um rapaz ter oferecido para ajudar a Matilde nós teríamos perdido o trem.


2. Chegamos a Barajas com três horas de antecedência e eu pude verificar a fama do aeroporto aos sairmos da Espanha, exatamente o oposto da chegada. Parecia que todos os voos da Iberia se concentravam em alguns guichês, uma confusão dos diabos. O check in online não nos adiantou em nada, tivemos que fazer tudo de novo. Depois disso temos que pegar outra fila para etiquetarmos e entregarmos as malas (fila 50). É uma fila específica para brasileiros, pois somente nós temos acordo internacional que permite duas malas de 32 kg ao invés do usual uma mala com até 23 kg. Uma funcionária ficava por conta de autorizar manualmente a bagagem, pois sempre dava sinal vermelho para todos. Na minha frente um passageiro estava com duas de 34kg e foi aprovado. A Espanha é idêntica ao Brasil no quesito fazer regras irracionais que serão descumpridas. 

Falando assim, assim, nem parece nenhum drama, mas depois ainda teve a gigantesca fila da segurança. Na nossa frente, para atrasar todos que já estavam bem irritados com a desorganização e correria, uma passageira africana, fazendo propositadamente gracinha, estava com algum objeto que era barrado pelos sensores. Eu fico pasmo com adultos acima dos quarenta se comportarem desta forma, em um contexto deste, apenas para angariar negativamente a atenção alheia.












O vídeo que gravei demonstra o mal-humor com que fiquei após as etapas para poder decolar. Daí em diante eu só filmei, quando foi possível, adiante eu conto o porquê.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Chegando em Barajas (Madri)

Ficamos sabendo durante o voo, pelo comandante, que a Argentina havia batido a Holanda nos pênaltis. Um argentino vibrou muito, o que provocou risadas. Pela reação vi que o Brasil torceria majoritariamente pelos alemães. Sem monitores tentei dormir, mas foi em vão, não peguei um minuto no sono. Quando estávamos entre as Canárias e a África, imagino eu, o dia começou a amanhecer, mais duas horas estaríamos em Madri.



Eu adoro suco de tomate e nunca vi para vender no Brasil.


O voo chegou em Madri vinte e cinco minutos antes do horário previsto, com duração total de 9h e 20 min. Foi bem tranquilo, e mais tranquilo ainda foi a passagem por Barajas. Moderno, limpo, espaçoso, muito bem sinalizado, vazio, o controle policial apenas carimbou os passaportes e nem nos olhou, tudo muito diferente do que ouvi sobre a Espanha e este aeroporto (a volta foi outra história). Para recolher a bagagem havia um painel informativo preciso e com os minutos exatos em que nossa bagagem seria entregue (foi entregue antes do prazo, na verdade). Adoramos.










Optamos por ir de trem até a estação de Puerta del Sol, próxima ao apartamento. A ideia era ir de trem até onde aguentássemos e pegar um táxi daí em diante, se fosse preciso. De táxi daria mais de 30€, de metrô (linha 8) 5€, e de Renfe Cercanias (trens "municipais") 2,55€ pela linha C1, com baldeação na estação ferroviária de Chamartín para pegar C3 ou C4. Não tem erro, muito fácil e sinalizado, percurso total de uns quarenta minutos. Compra-se ticket nas maquininhas com cartão, notas até 20€ ou moedas. Mas, vou avisando: tem que saber ler em espanhol ou inglês, e falar portunhol não resolve. Vou narrar as minhas experiências adiante.






Estávamos na Espanha, estávamos em Madri, o quarto país que conhecemos.