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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Back home (Heathrow Airport Terminal 5)


Segunda feira, dia 23 de julho, voo às 13h e 15 min, melhor horário impossível. Acordamos tranquilamente às oito horas da manhã, deu tempo mais do que suficiente para arrumar as malas, tomar um desjejum e sair sem correria para a estação de Paddington. A minha intenção era chegar às 10h e 15 min, quando abre o check in. Ao contrário da viagem da volta de Paris, o terminal 5 do Heathrow Airport estava super tranquilo, sem nenhuma pressa. Pegamos o trem Heathrow Express de 9h e 27 min, com passagens já compradas na noite anterior (válidas para quinze dias, se não me engano). Fomos no último vagão, os anteriores eram da primeira classe. O assistente de bordo não ajuda com as malas, só confere ou vende bilhetes. Estava razoavelmente ocupado, mas ninguém foi em pé ou teve dificuldade para guardar a bagagem. Em quinze minutos estávamos no terminal 5, e não foi difícil encontrar a área de embarque.
 


Com o impresso online verifiquei que poderia fazer o check in em dezenas de guichês.










Aqui o painel avisava que o check in (drop bags) começaria às 10h e 15 min. Bom, quando deu 10h e 15min uma família estadunidense furou a fila, inadvertidamente, na nossa frente, pensei em reclamar, a Matilde ponderou que era muito cedo e havia outros guichês. Aguardamos, a família levou muito tempo para ser atendida a contento, e o atendente começou a verificar no impresso quase tudo que já havia sido verificado no check in online. Sem me perguntar nada pôs-se a falar no telefone, e aí vem aquela dorzinha no estômago, e em seguida disse, resumidamente, que se eu teria interesse em desistir do voo porque havia grande procura. Em um primeiro momento este tipo de pergunta parece um insulto, mas eu me recordei que as empresas pagam por este tipo de transação. Eu pensei na mão-de-obra de retornar para um hotel com malas, o desperdício de tempo, nós já havíamos aproveitado bastante Londres, pensei nos compromissos (alguns) no Brasil, nas nossas famílias e achei que não valia a pena. Pensei também: eles vão nos colocar num hotel afastado, incômodo e nos dar, quem sabe, duzentas libras? Eu passo. (No voo, um brasileiro que conversou com a gente me alertou que ele e sua namorada aceitaram uma proposta como esta em uma determinada ocasião e além de terem sido alojados em um quatro estrelas do centro receberam em torno de mil e duzentas libras pela desistência. Por isto, leitor(a), pode ser que valha a pena).
 
Após a entrega da bagagem, fomos encaminhados para a fila do controle de segurança, havia duas, ambas completamente vazias. As nossas passagens não foram aceitas, e eu desabafei com a policial (?): - Mas acabamos de passar pela entrega de bagagem, estava tudo ok. Ela manteve o ar cortês, mas desconfiado e nos perguntou quantas bagagens eram, apenas uma de cada, e nos indicou uma fila específica para quem entregou apenas uma mala, vá saber por quê. A atendente da British Airways inicialmente nos atendeu como se estivéssemos equivocados, viu que o erro foi do colega anterior e desabafou algo do tipo "isto é inacreditável!". Pediu muitas desculpas e eu fiquei reconfortado pela sua conduta.
 


Depois disto passei por uma novelinha digna do Brasil, não do Reino Unido. Fui tentar receber a devolução de impostos da minha câmera fotográfica e de um mini sintetizador que dei para minha filha. É a política do vat free, devolução de impostos nas compras de maior valor, daria algo em torno de £35, valia a pena correr atrás. Entrei na fila, aguardei uns cinco minutos e a atendente, com sotaque indiano, me avisou que eles não tinham aparelho de raio X. Raio X para quê? Raio X para verificar os aparelhos eletrônicos. Custei para atender e ela disse que eu poderia passar pelo controle pessoal, e proceder após a vistoria de objetos e corpos. O controle policial foi tranquilo, sem novidades a relatar.
 
Assim que entramos na gigantesca área comercial de embarque do Terminal 5 fiquei procurando informações onde poderia receber a restituição tributária. Tivemos que descer um andar, peguei uma filinha e um pacholento atendente pediu a documentação, conferiu tudo muito vagarosamente, pediu para ver os produtos, tive que desembalá-los, e me perguntou: - O senhor quer receber em dinheiro ou a crédito no cartão? - Em dinheiro. - Então não é aqui. Volte ao andar superior e procure a Travellex. Saco, pensei, por que não perguntou antes?
 
Voltamos, e havia um guichezinho de nada próximo a um restaurante. Entrei na fila, e um jovem atendente me indicou a fila ao lado como se eu tivesse a obrigação de conhecer previamente as regras da empresa. É impressionante como os simplórios não sabem se colocar na posição do outro.
 
A atendente nipônica demonstrou um ar de má vontade e desprezo, não sei a razão, mas é possível presumir várias. Tive que mostrar tudo de novo, ela conferiu item por item e no final disse: - Se quiser em dinheiro tem uma comissão de tantas libras (algo em torno de quinze por cento). Acedi, como não, na verdade, tudo parece feito para você desistir, embora eles faturem uma senhora comissão para tão pouco.




 





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