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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Buckingham Palace







Fomos ver a troca de guarda. Isto nunca me atraiu, eu queria era ver o palácio, somente. A guia nos colocou em um lugar meio estratégico, e, mudando completamente de semblante, pôs-se a se ligar ansiosa para alguém. A figura elétrica se revelava agora uma pessoa de expressão fechada, provavelmente preocupada com família, filhos, doença, dinheiro, sei lá. Pensei nos milhões de colegas professores da rede privada de ensino que têm bancar os artistas solícitos e fulgurantes mesmo quando a vida está um caos. Fiquei com pena dela e quis dar um jeito de pular fora do passeio.






Hyde Park Corner/ Green Park/ Buckingham Palace



Eu queria aproveitar para fazer uma free tour por Londres, conhecer a cidade com moradores locais. Fomos para a Hyde Park Corner, vértice sudeste do Hyde Park, em frente ao Memorial de Wellington. Já havia umas cem pessoas. As duas guias, uma fluente em inglês e outra em espanhol, organizaram os grupos. Matilde pediu para que ficássemos com os hispânicos. A guia é esta espanhola que está encurvada, teclando o celular, de meias vermelhas e tênis azuis.




Enquanto aguardávamos o início do evento, a jovem farmacêutica paulista Bárbara se aproximou de nós e fez amizade. Foi muito bom, pois além de simpática e animada, Bárbara é fluente em inglês e foi muito cooperativa nos dois dias que nos acompanhou.







A guia espanhola, cujo nome não entendi, reside em Londres há sete anos. Simpática e espirituosa, começou bem com boas piadas sobre os ingleses que "pegaram muitas coisas emprestadas". O grupo era de cerca de noventa por cento de espanhóis, alguns chilenos e nós três, os únicos brasileiros. Mas o restante foi muito frustrante. Eu pensava que o passeio gratuito de duas horas e meia era uma longa caminhada com informações básicas. Mas não, as paradas duravam de meia hora a quarenta minutos, quando a guia, esforçando-se com relativo sucesso para bancar a atriz/comediante/professora nos enchia de detalhes excessivos sobre fatos históricos de pouca monta, uma decoreba ininterrupta. As piadas não funcionam para ouvintes de língua portuguesa, e, cá para nós, o humor é mais masculino do que feminino, as mulheres não são escancaradamente engraçadas (Ah, não? Machismo meu? Lembre-se dos seus professores de cursinho e faça as contas) .




Depois de um tempo, nós três nos distraímos e continuamos acompanhando o grupo por conveniência. O Green Park é bem bonito, mas não deu para ver esquilos porque havia muita gente.






Hyde Park






Achei esta figura meio boba.













O Hyde Park, o parque mais central de Londres, é gigantesco.











Praed street/Paddington station




Manhã de sábado na minha rua.

As moedas inglesas.



Felizes de nós que usamos centavos e cêntimos. Nossas moedas são numeradas e maiores conforme o valor. Fácil até para crianças e portadores de deficiência visual.

Veja as moedas inglesas. A de 1 penny não possui números. A de 2 pences é maior do que a de cinco. A de 10 pences é prática. As de 20 e 50 pences são sextavadas e possuem modelos diversos. A de uma libra não possui número, as letrinhas são minúsculas. A de 2 libras (ausente aqui) te faz confundir, na ansiedade, com a de 2 pences. Por diversas vezes, em supermercados, eu desistia de procurar as moedas e abria as mãos para o caixa fazer a integração do preço. Estão acostumados e nunca tentaram abusar da minha insipiência.

Chuva no caminho
















Quando descemos na estação de St.Paul, com o objetivo de ver a catedral, caía chuva pesada. Era só esperar porque elas não duram muito tempo. Mas já eram umas nove horas da noite, resolvemos voltar para casa.

Queensway e Bayswater (3)



Este shopping é bem bonito por dentro. Vi um cinema com trailers em telões e uma mini HMV que deixou com água na boca para conhecer a maior de todas, da Oxford street.









Eu imagino que este prato sintetize o estereótipo da cozinha britânica. Não é muito comum por lá. Em Londres, tal como em Paris, você só come mal por desinformação.





A caminho de St. Paul, trocando em Notting Hill Gate.



O metrô (qualquer linha) fora do horário de pico (entre 9h e 30min e 16h e 30 min, quando o povo está trabalhando) é muito tranquilo.

Queensway e Bayswater (2)




Li em um blog que a região de Bayswater seria apelidada de Brazilwater, mas não vi nenhum brasileiro por lá. A Queensway é uma avenida prática devida ao comércio e a um shopping.






Eu não entro num estabelecimentos destes, não há nada para mim. Coloquei a foto para informar sobre preços.