O Castelo de Santo Ângelo na verdade é o mausoléu construído pelo imperador Adriano (139 d.C.) e rebatizado no século VI. Reformado ao longo dos séculos, ocupa ponto estratégico no rio Tibre que lhe dá uma boa visão sobre o centro histórico de Roma.
"It can happen to you, it can happen to me, it can happen to everyone eventually" (Yes, 1983)
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
De Paris à Londres por meio de bicicleta.
Já imaginou pedalar 400 km entre duas das cidades mais interessantes do mundo? A Rota Verde Londres-Paris é fruto da iniciativa de cidades da Normandia e da prefeitura de Paris. Será inaugurada neste sábado, 23 de junho. O trajeto francês compreende dois terços de estradas municipais e um terço de ciclovias. A travessia do Mancha se dá por meio de barco, quatro horas de percurso. Não vai ser fácil conseguir tempo bom por estas bandas, mas...
Solstício de verão.
O dia mais longo do ano (22h e 18 min, agora, hora real) e ainda há claridade. Excelente para passear.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Roma: uma cidade não muito organizada.
Publicarei aqui alguns posts sobre Roma, com fotos de um primo que esteve na Itália durante todo o mês de março. Começo por esta série observando o que mais me chama a atenção em qualquer país: o grau de sua organização urbana e viária, notório indicador político e social de um país. Quanto melhor o Estado, melhor o seu trânsito.
Fotos de Frederico de Abreu
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Permissão Internacional para Dirigir.
Não é necessário que você possua uma habilitação oriunda do país que está visitando para poder alugar e dirigir um veículo por lá (a menos que você fixe residência). A carteira nacional de habilitação brasileira é válida na maioria dos países pelo período de seis meses (segundo um vizinho que é instrutor de auto escola). Para o Reino Unido ela é válida por um ano (da data de sua entrada no país) e o motorista não é obrigado a portá-la, se for parado e/ou multado basta comparecer a uma delegacia e apresentá-la no prazo de sete dias corridos da notificação.
A Permissão Internacional Para Dirigir (PID) pode ser solicitada via internet, no site do Detran do seu estado. Basta imprimir a guia, pagá-la em caixas automáticos, e não é necessário comparecer à delegacia para levar nenhum documento. O simples pagamento equivale como solicitação de serviços. É quase inacreditável, você conseguir tirar um documento em nosso país sem enfrentar filas e transtornos. Paguei no domingo à noite (cento e quatorze reais e centavos), na segunda seguinte já constava no site o pagamento efetuado, na terça constava como emissão autorizada e recebi em casa, mediante assinatura, agora à tarde, dentro do prazo de cinco dias úteis.
A PID vem redigida em português, inglês, espanhol, francês, alemão, russo e árabe, e nela consta dados pessoais, foto escaneada, data de válida (a mesma de sua habilitação), e as categorias para as quais você está habilitado (no meu caso, A e B). Nas últimas páginas a autoridade estrangeira contratante poderá anotar restrições aos seu uso caso abuse das leis de trânsito de onde estiver. Ela é válida em todos os países signatários da Convenção de Viena de 1968:
África do Sul, Albânia, Alemanha,
Anguila (Grã Bretanha), Angola, Argélia, Argentina, Arquipélago de San Andres
Providência e Santa Catalina (Colômbia), Austrália, Áustria, Azerbaidjão,
Bahamas, Barein, Bielo-Rússia, Bélgica, Bermudas, Bolívia, Bósnia-Herzegóvina,
Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Cazaquistão, Ceuta e Melilla (Espanha), Chile,
Cingapura, Colômbia, Congo, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia,
Cuba, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados
Unidos, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana,
Geórgia, Gilbratar (Colônia da Grã Bretanha), Grécia, Groelândia (Dinamarca),
Guadalupe (França), Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Guiné-Bissau,
Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Ilha da Grã-Bretanha (Pitcairn, Cayman,
Malvinas e Virgens), Ilhas da Austrália (Cocos, Cook e Norfolk), Ilhas da
Finlândia (Aland), Ilhas da Coroa Britânica (Canal), Ilhas da Colômbia (Geórgia
e Sandwich do Sul), Ilhas da França (Wallis e Futuna), Indonésia, Irã, Iriã
Ocidental, Israel, Itália, Kuweit, Letônia, Líbia, Lituânia, Luxemburgo,
Macedônia, Martinica (França), Marrocos, Mayotte (França), México, Moldávia,
Mônaco, Mongólia, Montserrat (Grã Bretanha), Namíbia, Nicarágua, Níger, Niue
(Nova Zelândia) Noruega, Nova Caledônia (França), Nova Zelândia, Nueva Esparta
(Venezuela), Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polinésia Francesa (França),
Polônia, Porto Rico, Portugal, Reino Unido (Escócia, Inglaterra, Irlanda do
Norte, Escócia e País de Gales, República Centro Africana, República Checa,
República Dominicana, Republica Eslovaca, Reunião (França), Romênia, Saara
Ocidental, Saint-Pierre e Miquelon (França), San Marino, Santa Helena (Grã
Bretanha), São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia, Suécia, Suíça,
Svalbard (Noruega), Tadjiquistão, Tunísia, Terras Austrais e Antártica (Colônia
Britânica), Território Britânico no Oceano Índico (Colônia Britânica), Timor,
Toquelau (Nova Zelândia), Tunísia, Turcas e Caicos (Colônia Britânica),
Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Venezuela e
Zimbábue.
Fonte: Sistema RENACH Denatran –
Dezembro 2010
terça-feira, 12 de junho de 2012
Onde tomar um café em Paris por até um euro?
Eu não tenho o hábito de tomar café na rua, e quando isto acontece eu prefiro um capuccino. Mas outro dia parei em uma casa de mates e pedi um expresso. Apesar de acompanhado de um micro pão de queijo e de um copinho de água gasosa achei R$2,80 caro por uma xícara de um café muito amargo. Na ocasião recordei-me de que não tomei café em Paris (preferia suco ou refrigerantes, tamanha a sede que eu sentia naquele clima seco) e nem reparei nos preços. Já li alhures que um café da manhã típico - uma xícara (petit noir) e um croissant - na capital francesa chega a custar seis euros em muitas padarias e cafés, mas me parece que o valor médio fique algo em torno de dois a três euros. Pois aqui está uma lista dos locais onde você pode tomar um cafezinho por valor igual ou inferior a um euro. Veja o mapa com a lista de cerca de setenta estabelecimentos aqui
sexta-feira, 8 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Comparar não ofende.
É comum as pessoas ficarem com uma pulga atrás da orelha quando você compara o seu país com o dos outros, lhes parece falta de patriotismo. Eu acho estas comparações inevitáveis e benéficas ao nosso país, (e ao seu bolso). Em Paris um pain au chocolat, segundo pesquisei e desfrutei, varia de 80 cêntimos a 1,40 euros. Em São Paulo, segundo matéria abaixo, os mesmos podem ser adquiridos por valores entre R$5 a R$7,50. Como isto é possível?
"Semana sem telas"
Durante a semana passada (entre 24 a 31 de maio, para ser preciso) três escolas do 19e. em parceria com as bibliotecas municipais promoveram a "Semaine sans écran". Durante este período os pais deveriam estimular que os filhos ficassem sem ver televisão, dvd, videogames e computadores. O objetivo foi o de incentivar a sociabilidade e o lazer sem meios eletrônicos. Crianças de seis a oito anos responderam a questões sobre como se sentiriam sem poder ter acesso aos equipamentos eletrônicos por uma semana. Em seguida elaboraram o que fariam alternativamente como atividades culturais. Os eventos da semana concentraram-se na escrita, na leitura, em criação artística e na prática de esportes.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Anoitecendo.
Temperatura em 20°C no início de noite (aprox. 21h e 30 min, horário real). Daqui uns vinte dias haverá claridade até próximo das 23 h no horário de verão. Ótimo para o turismo.
sábado, 26 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Filmes parisienses (11)
Polisse
(2011)
A Brigada de Proteção aos Menores é uma ramificação da polícia judiciária (equivalente à Civil brasileira) francesa dedicada à repressão dos crimes contra vulneráveis (crianças e adolescentes, aqui no caso) e diferentemente da brasileira e de outros países, pode (a menos que seja um equívoco do filme) estabelecer transações penais com o infrator (o mais comum é isto ser realizado diante do juiz, não do delegado). Com uma tarefa muito delicada, o filme começa com uma policial tentando averiguar com a vítima (uma garotinha de uns quatro anos) se ela sofreu estupro pelo pai, isto sem traumatizá-la ainda mais.
As personagens, uma meia dúzia de policiais e uma funcionária que os fotografa para um futuro documentário estatal sobre a brigada, são analisadas em seu difícil trabalho e no contexto dos seus lares e momentos de lazer. O estado de espírito deles: revolta, impotência, stress, etc. é idêntico aos dos professores das escolas públicas brasileiras, ao ponto de abalar as suas relações familiares (maridos, esposas e filhos não sabem o que se passa com eles, não lhes compreende a angústia permanente).
É um filme que nos entristece, como quando do episódio dos mendigos romenos (um problema bem notório em Paris), mas não é sensacionalista e nem demagógico. Há cenas em que chego a duvidar do excesso de zelo de alguns funcionários públicos, porque, por experiência própria, eu vejo que no serviço público as pessoas evitam de procurar sarna para coçar, o profissional quer executar o que lhe é incumbido e não procurar maiores demandas. Mas, supondo que o sentido de dever do policial francês seja acima da média (só morando lá para saber), deparamo-nos ainda com exemplos de uma ignorância inadmissível em um país tão desenvolvido: uma mãe que masturbava os seus dois filhos (um de três e outro bebê) porque os acalmaria na hora de dormir.
Coincidentemente, neste fim de semana assistimos à lamentável exposição de Xuxa em horário nobre da tv. Eu fiquei pensando: a) da parte da emissora é questão de ibope; b) da parte de Xuxa, não vou dizer o que penso dela desde sempre e neste ato, em particular; c) dois colunistas de importante jornal paulistano teceram elogios à sua decisão; d) por que alguém que sofre tamanha violência vai a público contar isto para todo o país?
Cheguei a pensar que o meu nível crítico estaria se exorbitando, mas, conversando com diversas pessoas, parece que há um senso razoável de que tamanha violência deve ser debatida, combatida, reprimida, mas não um espetáculo de autopromoção.
Polisse é um filme digno.
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