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terça-feira, 19 de junho de 2012

Porque deles é o Reino dos Céus






















Fotos de Frederico de Abreu

Roma: uma cidade não muito organizada.



Publicarei aqui alguns posts sobre Roma, com fotos de um primo que esteve na Itália durante todo o mês de março. Começo por esta série observando o que mais me chama a atenção em qualquer país: o grau de sua organização urbana e viária, notório indicador político e social de um país. Quanto melhor o Estado, melhor o seu trânsito.















Fotos de Frederico de Abreu

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Permissão Internacional para Dirigir.






Não é necessário que você possua uma habilitação oriunda do país que está visitando para poder alugar e dirigir um veículo por lá (a menos que você fixe residência). A carteira nacional de habilitação brasileira é válida na maioria dos países pelo período de seis meses (segundo um vizinho que é instrutor de auto escola). Para o Reino Unido ela é válida por um ano (da data de sua entrada no país) e o motorista não é obrigado a portá-la, se for parado e/ou multado basta comparecer a uma delegacia e apresentá-la no prazo de sete dias corridos da notificação. 



A Permissão Internacional Para Dirigir (PID) pode ser solicitada via internet, no site do Detran do seu estado. Basta imprimir a guia, pagá-la em caixas automáticos, e não é necessário comparecer à delegacia para levar nenhum documento. O simples pagamento equivale como solicitação de serviços. É quase inacreditável, você conseguir tirar um documento em nosso país sem enfrentar filas e transtornos. Paguei no domingo à noite (cento e quatorze reais e centavos), na segunda seguinte já constava no site o pagamento efetuado, na terça constava como emissão autorizada e recebi em casa, mediante assinatura, agora à tarde, dentro do prazo de cinco dias úteis.




A PID vem redigida em português, inglês, espanhol, francês, alemão, russo e árabe, e nela consta dados pessoais, foto escaneada, data de válida (a mesma de sua habilitação), e as categorias para as quais você está habilitado (no meu caso, A e B). Nas últimas páginas a autoridade estrangeira contratante poderá anotar restrições aos seu uso caso abuse das leis de trânsito de onde estiver. Ela é válida em todos os países signatários da Convenção de Viena de 1968:



África do Sul, Albânia, Alemanha, Anguila (Grã Bretanha), Angola, Argélia, Argentina, Arquipélago de San Andres Providência e Santa Catalina (Colômbia), Austrália, Áustria, Azerbaidjão, Bahamas, Barein, Bielo-Rússia, Bélgica, Bermudas, Bolívia, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Cazaquistão, Ceuta e Melilla (Espanha), Chile, Cingapura, Colômbia, Congo, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Cuba, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana, Geórgia, Gilbratar (Colônia da Grã Bretanha), Grécia, Groelândia (Dinamarca), Guadalupe (França), Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Ilha da Grã-Bretanha (Pitcairn, Cayman, Malvinas e Virgens), Ilhas da Austrália (Cocos, Cook e Norfolk), Ilhas da Finlândia (Aland), Ilhas da Coroa Britânica (Canal), Ilhas da Colômbia (Geórgia e Sandwich do Sul), Ilhas da França (Wallis e Futuna), Indonésia, Irã, Iriã Ocidental, Israel, Itália, Kuweit, Letônia, Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Martinica (França), Marrocos, Mayotte (França), México, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Montserrat (Grã Bretanha), Namíbia, Nicarágua, Níger, Niue (Nova Zelândia) Noruega, Nova Caledônia (França), Nova Zelândia, Nueva Esparta (Venezuela), Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polinésia Francesa (França), Polônia, Porto Rico, Portugal, Reino Unido (Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, República Centro Africana, República Checa, República Dominicana, Republica Eslovaca, Reunião (França), Romênia, Saara Ocidental, Saint-Pierre e Miquelon (França), San Marino, Santa Helena (Grã Bretanha), São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia, Suécia, Suíça, Svalbard (Noruega), Tadjiquistão, Tunísia, Terras Austrais e Antártica (Colônia Britânica), Território Britânico no Oceano Índico (Colônia Britânica), Timor, Toquelau (Nova Zelândia), Tunísia, Turcas e Caicos (Colônia Britânica), Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Venezuela e Zimbábue.
Fonte: Sistema RENACH Denatran – Dezembro 2010



terça-feira, 12 de junho de 2012

Onde tomar um café em Paris por até um euro?



Eu não tenho o hábito de tomar café na rua, e quando isto acontece eu prefiro um capuccino. Mas outro dia parei em uma casa de mates e pedi um expresso. Apesar de acompanhado de um micro pão de queijo e de um copinho de água gasosa achei R$2,80 caro por uma xícara de um café muito amargo. Na ocasião recordei-me de que não tomei café em Paris (preferia suco ou refrigerantes, tamanha a sede que eu sentia naquele clima seco) e nem reparei nos preços. Já li alhures que um café da manhã típico - uma xícara (petit noir) e um croissant - na capital francesa chega a custar seis euros em muitas padarias e cafés, mas me parece que o valor médio fique algo em torno de dois a três euros. Pois aqui está uma lista dos locais onde você pode tomar um cafezinho por valor igual ou inferior a um euro. Veja o mapa com a lista de cerca de setenta estabelecimentos aqui


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Aproximando-se do solstício


São quatro horas da manhã (hora real) e o dia já está clareando em Paris.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Comparar não ofende.



É comum as pessoas ficarem com uma pulga atrás da orelha quando você compara o seu país com o dos outros, lhes parece falta de patriotismo. Eu acho estas comparações inevitáveis e benéficas ao nosso país, (e ao seu bolso). Em Paris um pain au chocolat, segundo pesquisei e desfrutei, varia de 80 cêntimos a 1,40 euros. Em São Paulo, segundo matéria abaixo, os mesmos podem ser adquiridos por valores entre R$5 a R$7,50. Como isto é possível?



"Semana sem telas"



Durante a semana passada (entre 24 a 31 de maio, para ser preciso) três escolas do 19e. em parceria com as bibliotecas municipais promoveram a "Semaine sans écran". Durante este período os pais deveriam estimular que os filhos ficassem sem ver televisão, dvd, videogames e computadores. O objetivo foi o de incentivar a sociabilidade e o lazer sem meios eletrônicos. Crianças de seis a oito anos responderam a questões sobre como se sentiriam sem poder ter acesso aos equipamentos eletrônicos por uma semana. Em seguida elaboraram o que fariam alternativamente como atividades culturais. Os eventos da semana concentraram-se na escrita, na leitura, em criação artística e na prática de esportes.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Anoitecendo.




Temperatura em 20°C no início de noite (aprox. 21h e 30 min, horário real). Daqui uns vinte dias haverá claridade até próximo das 23 h no horário de verão. Ótimo para o turismo.


sábado, 26 de maio de 2012

Sábado de sol.



Não há uma nuvem no céu de Paris, nesta tarde. Temperatura em 26°C, é o típico dia de primavera que deixa todo mundo feliz. Eu queria estar lá neste instante.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

O sol veio para ficar?





Tempo aberto e 27°C. Por quantos dias?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Filmes parisienses (11)





Polisse
(2011)


A Brigada de Proteção aos Menores é uma ramificação da polícia judiciária (equivalente à Civil brasileira) francesa dedicada à repressão dos crimes contra vulneráveis (crianças e adolescentes, aqui no caso) e diferentemente da brasileira e de outros países, pode (a menos que seja um equívoco do filme) estabelecer transações penais com o infrator (o mais comum é isto ser realizado diante do juiz, não do delegado). Com uma tarefa muito delicada, o filme começa com uma policial tentando averiguar com a vítima (uma garotinha de uns quatro anos) se ela sofreu estupro pelo pai, isto sem traumatizá-la ainda mais.

As personagens, uma meia dúzia de policiais e uma funcionária que os fotografa para um futuro documentário estatal sobre a brigada, são analisadas em seu difícil trabalho e no contexto dos seus lares e momentos de lazer. O estado de espírito deles: revolta, impotência, stress, etc. é idêntico aos dos professores das escolas públicas brasileiras, ao ponto de abalar as suas relações familiares (maridos, esposas e filhos não sabem o que se passa com eles, não lhes compreende a angústia permanente).


É um filme que nos entristece, como quando do episódio dos mendigos romenos (um problema bem notório em Paris), mas não é sensacionalista e nem demagógico. Há cenas em que chego a duvidar do excesso de zelo de alguns funcionários públicos, porque, por experiência própria, eu vejo que no serviço público as pessoas evitam de procurar sarna para coçar, o profissional quer executar o que lhe é incumbido e não procurar maiores demandas. Mas, supondo que o sentido de dever do policial francês seja acima da média (só morando lá para saber), deparamo-nos ainda com exemplos de uma ignorância inadmissível em um país tão desenvolvido: uma mãe que masturbava os seus dois filhos (um de três e outro bebê) porque os acalmaria na hora de dormir.

Coincidentemente, neste fim de semana assistimos à lamentável exposição de Xuxa em horário nobre da tv. Eu fiquei pensando: a) da parte da emissora é questão de ibope; b) da parte de Xuxa, não vou dizer o que penso dela desde sempre e neste ato, em particular; c) dois colunistas de importante jornal paulistano teceram elogios à sua decisão; d) por que alguém que sofre tamanha violência vai a público contar isto para todo o país?



Cheguei a pensar que o meu nível crítico estaria se exorbitando, mas, conversando com diversas pessoas, parece que há um senso razoável de que tamanha violência deve ser debatida, combatida, reprimida, mas não um espetáculo de autopromoção.

Polisse é um filme digno.

Noite mais quente do ano




São 22h e 15 min em Paris (horário real) e no momento a temperatura está em 24,8°, dignos do verão tropical.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Só aprende quando dói no bolso.



A prefeitura de Paris resolveu aplicar uma multa em quem deixa o lixo fora dos cestos próprios, um a cada cem metros. Se vai ter efetividade, não sei. Mas acho que conscientização por si só não resolve.


 Hoje, pela manhã...


... e agora, à tarde.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Filmes parisienses (10)



A culpa é de Voltaire
(2000)


Paris, 1999. Jallel é um imigrante ilegal tunisiano que vai para Paris tentar faturar uma grana e ajudar a família em casa. Instruído por outros imigrantes magrebinos como ele, Jallel preenche uma requisição de asilo político como argelino, e justifica a sua escolha pela França com base em princípios iluministas. Os amigos acreditam que os franceses seriam suscetíveis ao sentimento de culpa pela repressão à revolução argelina (1959-61) e, simultaneamente, ficariam envaidecidos pelo elogio à pátria dos direitos humanos, daí o título.



O funcionário da imigração claramente não acredita em Jallel, mas segue a legislação e a política em vigor, e concede um visto provisório de trabalho para o tunisiano por três meses. Jallel sobrevive como camelô de abacates e flores, trabalhando irregularmente nas estações de metrô e pelas ruas de Paris. Preocupado com a renovação deste visto, Jallel tenta se casar com uma francesa filha de tunisianos (Nassira) e mantém laços de amizade com outros imigrantes e subempregados como ele. Mais adiante, uma jovem com transtornos mentais (Lucie) se aproximará dele.

É o terceiro filme que assisto com o ator francês Sami Bouajilla, de quem já vi dois ótimos trabalhos dirigidos pelo argelino Rachid Bouchareb: Destinos Cruzados (2009) e Fora da Lei (2010). O tema do imigrante não é tratado como mera questão política, mas abordado no contexto das relações que se estabelecem entre as pessoas e a brutalidade das rupturas. Os imigrantes não são santos e nem fundamentalistas. Usam as brechas do falho sistema de controle de imigração francês para poder se estabelecer. Somos levados a nos sensibilizar por pessoas que têm que tentar se virar com empregos muito ruins, e ainda assim se agarram a eles porque no seu país de origem a situação é pior.



Muito interessante também a abordagem da cidade de Paris, pelo quotidiano das áreas menos nobres ou turísticas. Em um diálogo sintomático, um amigo de Jallel diz que quer voltar para sua Brest natal (na Bretanha) cansado do clima de Paris (como se lá fosse diferente) e da indiferença das parisienses para com ele. Jallel, por sua vez, defende a cidade, por achá-la bonita, cheia de novidades e de pessoas diferentes. Há uma outra cena em que Jallel tem uma pequena dificuldade em mover a maçaneta do vagão de metrô, e é assim mesmo que acontece com quem a utiliza pela primeira vez, rs...

É o primeiro filme do tunisiano Abdellatif Kechiche (n.1960), premiado por A vênus negra (2010). Vou procurar pelos seus filmes posteriores.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

"Novo" Quartier Latin?



Eu tenho a impressão de que cinco locações parisienses fazem parte do imaginário de qualquer indíviduo: Eiffel, Louvre, Notre Dame, Arco do Triunfo e Sacre Coeur. O conhecimento sobre o restante da cidade varia muito com as pessoas. Na minha adolescência o Quartier Latin era sinônimo de juventude universitária e rebelde, em função do equívoco de muitos pensarem que maio de '68 começou na Sorbonne (na verdade começou em Nanterre, que a rigor, nem fica em Paris, mas no município homônimo). Passeando pelo Quartier Latin (5e) o que vemos é uma região de alto poder aquisitivo.

Dos vinte arrondissements de Paris, apenas não passei pelo 13e e pelo 20e, sem nenhuma razão especial para tanto. Agora leio que o primeiro deles está sendo chamado de Nouveau Quartier Latin. Eu acho muito legal uma administração não permitir que a periferia fique ao léu. De hoje a 3 de junho, haverá animações, conferências, visitas guiadas, fanfarras e performances, com participação da Universidade de Paris Diderot, Biblioteca Nacional da França e  Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais. É uma oportunidade de conhecer a parte não turística da cidade.

Aviões da Iberia não disponibilizam monitores individuais?



Viajar em uma poltrona com monitor individual me parece essencial. São no mínimo nove horas de voo até a Europa (Lisboa, o destino mais próximo) e, pelo que vi, bem que as pessoas tentam, mas poucos conseguem dormir por muito tempo (barulho do ar condicionado, turbulências, gente passando, conversas alheias). Por isto, ter uma distração é fundamental. O monitor individual me permitia ver filmes, ouvir música e acompanhar as informações sobre o voo (mapa, velocidade, distâncias, tempo, etc). Assim, fiquei espantado com a informação prestada pelo Alexandre: http://alexp.travellerspoint.com/230/ (cujo blog com relatos de viagens para cerca de trinta países eu recomendo vivamente) de que a Iberia (linha Rio/Madri) disponibliza apenas monitores coletivos. Quem souber de informação divergente ou convergente, por favor, comente aqui.


Treze graus e nada de sol



O mês de maio do corrente ano não tem se comportado como na descrição recorrente que os turistas fazem. Ao invés de dias claros e tempo frais, até agora só vimos nuvens, chuva e muito frio.

Fonte: http://www.meteo-paris.com/

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Excentrique(s) de Daniel Buren no Grand Palais


















Em exibição até 21 de junho no Grand Palais a mostra Excentrique(s) do artista plástico Daniel Buren. Não tenho formação em artes, então só digo que se tratam de instalações (?) de círculos plásticos que dão efeitos variados conforme a posição do espectador e do clima lá fora. Parece bem legal, se eu lá estivesse iria no ato.


HorairesTous les jours, sauf le mardi (Todos os dias, exceto terça)
De 10h à 19h, le lundi et le mercredi (segunda e quarta)
De 10h à minuit, du jeudi au dimanche (de quinta a domingo)
Fermeture des caisses : 45 min avant la fermeture de l'exposition (Os caixas fecham 45 mintos antes do encerramento)

Accès
Métro : lignes 1, 9, 13
Stations : Champs-Elysées-Clemenceau, Franklin Roosevelt
Bus : lignes 28, 32, 42, 72, 73, 80, 83, 93
Entrada: 5 euros